Festas em Israel

 


FESTAS EM ISRAEL

 

 

 

  FESTAS BÍBLICAS DA COMUNIDADE JUDAICA

 

Antes de comentarmos sobre as festas judaicas, é necessário lembrarmos que o Ocidente e a maior parte dos povos segue o Calendário Gregoriano, criado em 1582 pelo Papa Gregório XIII, mas o povo judeu em todo o mundo segue ao calendário religioso judaico, instituído por Hillel II, no ano 359.

Enquanto o calendário gregoriano é baseado no Sol, o calendário judaico é baseado no Sol e na Lua: os anos coincidem com o Sol e os meses coincidem com a Lua. 

Segundo nossas pesquisas, essas são as celebrações de Israel no tempo bíblico. 

 

FESTA DOS TABERNÁCULOS


Essa festa acontecia entre os dias 15 e 21 do mês de tisri, que correspondem ao tempo de setembro e outubro do nosso calendário. O evento também era conhecido como a “Festa da Colheita” (Êx 26:16; 34:22) (Lv 23:39-43) (Dt 26:13). (Nm 29:12-38) (Jo 7:2,37)

Ela durava sete dias, sendo que o primeiro e o último eram considerados convocações santas (feriados), dias de descanso, onde não se podia trabalhar. As frutas eram colhidas e o povo se colocava em cabanas feitas de ramos e galhos de árvores. 

Durante os sete dias eram oferecidas ao Senhor ofertas queimadas, compostas de cereais, sacrifícios e libações, cada uma no seu dia apropriado.

  

 

 FESTA DOS PÃES ASMOS


Esta festa foi estabelecida para comemorar o livramento histórico da escravidão no Egito e acontecia entre 15 e 21 do mês de Nisã, o primeiro mês do calendário judaico, que correspondia a março e abril do nosso calendário.  (Ex10:12 e 12:15-20 e 13:3-10) (Lv 23:6-8) (Mc 14:1,12)

Durante os sete dias de festa, só se comia pão sem fermento, e nenhum trabalho servil podia ser feito. O primeiro e o ultimo dia eram convocações santas (feriados) e sacrifícios eram oferecidos. (Nm 28:16-25 e Dt 16:1-8)

 

 

 FESTA DAS SEMANAS

 

Essa festividade também era conhecida com o nome de “Dia das Primícias” (Êx 23:16 e 34:22) e acontecia no dia 6 do mês de sivâ, no calendário judaico, correspondendo a maio e junho do nosso calendário.  

Mais tarde passou a ser conhecida com a “Festa de Pentecostes”, por ser celebrada 50 dias depois do sábado que começava com a Páscoa. Era assinalada por uma santa convocação (feriado) e por oferta de sacerifícios. (Atos 2:1)

 

 

SÁBADO

 

Chamado em hebraico de Shabat, ou “Sábado de descanso”, é citado em Lv 23:3, Mt 12:1-14 e Hb 4:1-11. Era tido como dia de santa convocação (feriado), onde todo trabalho se cassava. (Is 1:13 e 58:13). Acontecia em todos os sábados.

 

FESTA DAS TROMBETAS


Essa festa também era conhecida como “Memorial, representando a celebração do Ano Novo Judaico, no mês de Tishri, o sétimo do ano, que corresponde aos nossos meses setembro e outubro. Os sacrifícios oferecidos e a leitura das passagens relevantes das Escrituras eram saudados com o som de trombetas (shofar), instrumento feito do chifre dos carneiros. (Lv 23:24,25) (Nm 29:1) (Novo Dicionário da Bíblia, p.1637)

 

FESTA DO JUBILEU


Para que os hebreus não se enquecessem do período em que foram escravos no Egito, onde nada lhes pertencia, o Senhor criou uma provisão sobre as terras. Depois de seis anos de semeadura e colheita, a terra deveria ficar um ano descansando, sendo que aquilo que crescesse nesse ano, poderia ser colhido pelos necessitados. Chamavam a esse ano de Ano Sabático, pois ele representava um descanso parecido com o descanso do sétimo dia.

A culminância dos anos sabáticos era atingida no quinquasésimo ano em que se cumpria essa ordenança do Senhor. Caso o proprietário houvesse sido escravizado por causa desse prejuízo acumulado, ele era libertado no Ano do Jubileu e tudo lhe era reposto. Essas informações foram retiradas do Novo Dicionário da Bíblia, p.82. (Lv 25:8-11 e 27:17-24) (Nm 36:4)

 

FESTA DE PURIM


Acontecia nos dias 14 e 15 do mês de Adar do calendário judaico, que corresponde a fevereiro e março do nosso calendário. (Ester 9:18-32) Um detalhe a mais é que o dia 13 era separado para jejum, enquanto que 14 e 15 eram de vivas celebrações.

O rei Assuero determinou que a partir de um certo ano os judeus passariam a esquecer suas tristezas e seus inimigos nesses dois dias, mandando cartas a todas as províncias, sobre essa decisão. Nesse dia, os judeus deveria promover banquetes e presentear uns aos outros, além de ajudarem aos pobres.

Nessa época, era costume ler-se o livro de Ester e a congregação na sinagoga gritava sempre que o nome de Hamã é mencionado. Tudo isso foi confirmado pelo historiador Josefo, anos depois da Jesus.

O nome PURIM originou-se da palavra PUR, que quer dizer “sorte” a ser lançada sobre o povo de Deus. Assim, criou-se a “Festa de Purim”, que é celebrada até os dias atuais.

A mais antiga referência encontrada sobre a existência dessa festa está no livro apócrifo de 2 Macabeus 15:36 de fatos ocorridos no ano 161 a.C., data confirmada pelo historiador Josefo. 

 

FESTA DA LUA NOVA


Esta celebração acontecia no início de cada mês, no advent da Lua Nova, quando as trombetas soariam para divulgar os holocaustos de ofertas pacíficas, festejando com alegria os livramentos dados por Deus em situações tristes anteriores.  

Nessa ordenança, dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano de idade e um bode deveriam ser oferecidos em sacrifício, além de medidas definidas de farinha, azeite, cereais, vinho. Era uma ordenança de Deus. (Nm 10:10 e 28:11-15) (1 Sm 20:5,6,29) (Am 8:5)

 

FESTA DA DEDICAÇÃO


Esta festa, também chamada de “Hanukah” e “Festa das Luzes”, é considerada extra-bíblica, uma vez que não registrada nas Escrituras Sagradas. Ela acontece em 25 do mês de Kislev, que corresponde a novembro e dezembro do nosso calendário. 

O motivo da celebração é a retomada e purificação do templo de Jerusalém, em 164 a.C., depois de ter sido profanado pelo grego Antíoco Epifânio e suas tropas sírias. (Jo 10:22) 

Para que se tenha ideia das barbabridades cometidas por por esse homem, ele mandou sacrificar um porco dentro no tempo, no Santo dos Santos, exatamente um porco, animal considerado imundo pelo povo hebreu. Depois disso, o local passou a ser usado como mais um templo do deus grego Zeus, além de proibir a circuncisão, a observância do sábado, a observância de certas comidas, e espipulando que apenas porcos poderiam ser sacrificados dentro do templo.

Um homem chamado Macabeus, cabeça de uma importante família local, juntamente com seus filhos inicia uma rebelião judaica, que durou oito anos, mas derrubou o oficial sírio, libertando Jerusalém e Israel de suas mãos. 

   

 
DIA DA EXPIAÇÃO


De acordo com Levíticos 23:26-32, essa celebração anual acontecia no décimo dia do sétimo mês (Tsiri) que correspondia aos meses de setembro e outubro do nosso calendário, também conhecida como “Yom Kippur”.  (Lv 16) (Hb 9:7)

Esse dia era observado por Israel como um soleníssimo dia santo, quando todo trabalho profano era proibido, e era exigida a participação de todo o povo numa festa estrita.

Segundo explicação do Novo Dicionário da Bíblia (p.582), o “Dia da Expiação” servia como lembrança de que os sacrifícios diários, semanais e mensais, feitos no altar de ofertas queimadas, não eram suficientes para expiar (perdoar) o pecado. O temor era tanto que o adorador ficava assistindo de longe, incapaz de aproximar-se da santa presença de Deus, manifestado entre os querubins, no Santo dos Santos, dentro do Tabernáculo.

Somente o sumo-sacerdote podia penetrar naquele local, para promover a expiação por todas as iniquidades dos filhos de Israel (Lv 16:21). O local deveria passar por uma purificação inicial, dada a contaminação pela presença e ministração de homens pecadores. Depois, era feita a expiação pelos pecados dos sacerdotes, para que estivessem puros ao fazer a expiação das demais pessoas e os sacrifícios por todos o israelitas. 

Esse dia era impressionante santo e de grande importância, pois os pecados de Israel eram expiados por meio de sangue. Já que "é impossível que o sangue de novilhos e de bodes remova pecados" (Hebreus 10:4), esse ritual devia repetir-se a cada ano (Levítico 16:34) até aquele dia grandioso em que Cristo seria "oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos" (Hebreus 9:28).

 

 


 FESTAS MODERNAS DA  COMUNIDADE JUDAICA


 

Como se sabe, depois da destruição de Jerusalém nos anos 70 d.C. o povo judeu se espalhou pelo mundo, uma vez que ficaram sem território, sendo que a esse episódio histórico é dado o nome de Diáspora.

Porém, apesar das perseguições locais e ao desânimo de certa parte do povo, a cultura e as tradições de Israel foram preservadas, em meio às perseguições. Certas celebrações são mantidas de acordo com Calendário Judaico. 

Vejamos, agora, quais celebrações foram mantidas em todas as partes do mundo onde havia um núcleo de sobreviventes judeus.


 

FERIADO DE ANO NOVO (Rosh Hashnah)


 

É importante ressaltar que esse feriado não coincide com o primeiro mês do Calendário Judaico, pois os judeus fazem diversas comemorações de ano novo durante o ano. Para que se tenha uma idéia, em dezembro de 2000 eles comemoraram a chegada do ano 5761 da sua criação.  

O Rosh Hashná começa no primeiro dia do sétimo mês (Tishri), pois segundo o Talmud foi nesse dia que Deus criou a humanidade. Assim, esse feriado comemora a criação da raça humana. Se observarmos o nosso calendário, a celebração acontece no dia 19 de setembro .

Rosh Hashná também é conhecido como o “Dia do Julgamento”, daí o motivo dos judeus dizerem uns aos outros, nesse dia: “Que o seu nome seja inscrito e vedado no Livro do Vida!” Para eles, é um sinal de bom ano novo. 

Na crença dos judeus, nesse feriado os nomes são escritos no Livro da Vida, e dez dias depois, no feriado de Yom Kippur, o Livro é selado. 

Esses dias entre os dois feriados são chamados de Dias de Esplendor, tempo de limpeza espiritual, emocional e física, época de refletir sobre o ano anterior, ponderar sobre os pensamentos e ações e pedir perdão por quaisquer transgressões cometidas durante o ano. Por ser uma época de introspecção e preces, os judeus evitam as diversões.

Para que se conheça melhor essa celebração, vamos ver que Rosh Hashaná concentra quatro grandes temas interligados:

a) Ano Novo Judaico

b) Dia do julgamento (reflexão sobre os pecados cometidos e pedidos de perdão)

c) Dia da lembrança (episódio de Abraão e Isaque como oferenda)

d) Dia do toque so shofar (o instrumento é feito do chifre do carneiro, como o da oferenda)

  

 No Rosh Hashaná, para expressar a importância da ocasião, é costume arrumar a mesa de jantar com linho e louça finas e usar roupas novas e especiais. Na tradição sefardita, muitas pessoas colocam cestos de frutas cobertos sobre a mesa - colocados de maneira que ninguém saiba exatamente que frutas estão lá dentro - da mesma maneira que nós não sabemos o que o ano novo nos reserva.

  

 Os judeus e o Brasil


Segundo a história, o primeiro judeu a pisar em solo brasileiro foi Gaspar da Gama, que fazia parte da comitiva de Pedro Alvarez Cabral. Fernando de Noronha era considerado um judeu convertido ao cristianismo, que arrendou terras da Coroa Portuguesa para esses judeu. 

Posteriormente, pode-se dizer que os judeus que imigraram para o Brasil têm dois tipos de origem:

a) Judeus Asquenazis: esses, vieram da Europa Oriental, de países como a Polônia e a Rússia, falando a língua idiche;

b) Judeus Sefaradis: esses vieram de países como o Egito, Líbano, Síria e até Turquia, Espanha, Portugal. 

 

O DIA DO PERDÃO  (Yom Kippur)


Yom Kippur é considerado pelos Judeus como o mais santo e solene dia do ano, quando é dado especial ênfase ao perdão e à reconciliação. Comer, beber, tomar banho, untar-se com óleo, e relações íntimas são proibidas. 

O jejum começa ao por-do-sol, e termina depois da caída da noite no dia seguinte. Os serviços religiosos de Yom Kippur começam com a reza conhecida como Kol Nidrei, que tem de ser recitada antes do por-do-sol.  Kol Nidrei, que em aramaico significa "todos os votos", é a anulação pública de votos ou juramentos religiosos feitos por judeus durante o ano anterior. Apenas diz respeito a votos não cumpridos, feitos entre a pessoa e Deus, e não cancela ou anula os votos feitos entre pessoas.

A Talit (xaile de orações de quatro pontas) é colocado para as rezas da noite; a única reza noturna do ano em que isso é feito. A Ne'ilá é um serviço religioso especial realizado apenas no dia de Yom Kippur, e prende-se com o encerramento da festividade. 

O Yom Kippur termina com o toque do shofar, que marca a conclusão do jejum. É sempre observado como uma festividade de um dia apenas, tanto em Israel como nas comunidades da Diáspora judaica. Até os menos devotos participam das festividades.

Nesse feriado, o judeu relembra a história de quando Moisés desceu do Monte Sinai para encontrar Arão e os israelitas quew admiravam o bezerro de ouro. No auge da fúria, Moisés jogou a tábua dos dez mandamentos no chão, quebrando-a. Moisés voltou a subir o monte, pedir perdão a Deus, retornando ao povo no décimo dia de Tishri, quando lhes disse:


E isto vos sera por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez diz do mês, jejuareis e nenhum trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrine entre vós. Porque nesse dia se fará expiação por vós, para purificar-vos; e seis purificados de todos os vossos pecados perante o Senhor. É um sábado de descanso para vós, e devereis jejuar; isto é um estatuto perpétuo. (Levíticos 16:29-31)


A vida de um judeu depende de sua decisão de se tornar melhor durante os períodos de feriado sagrado por meio do teshuvah (penitência), tzedakah(caridade) e tfiloh (orações).

 


De acordo com o Talmud, a celebração do Yom Kippur pode purificar somente os pecados entre o homem e Deus. Para limpar os pecados contra outra pessoa, você deve falar com aquela pessoa para buscar uma reconciliação. No mínimo, você deve pedir desculpas por suas ações e, se possível, corrigir qualquer ato errado que você tenha cometido. Isso deve ser feito durante os dias de esplendor, antes da realização do Yom Kippur.

Além do teshuvah, o período de feriados divinos é uma época de grande generosidade e tzedakah. Um antigo costume, conhecido como Kapparot, é bastante comum na manhã anterior ao Yom Kippur. Nem todos os judeus seguem esse costume. A prática mudou um pouco durante os anos, mas o significado permanece o mesmo. É um ato de penitência para os pecados cometidos. Para realizar um Kapparot hoje, você pega um lenço ou um pequeno saco de tecido cheio de dinheiro (simbolizando a compensação por seus pecados) e o balança sobre sua cabeça (como se estivesse oferecendo-o para Deus) ao mesmo tempo que faz uma oração. Depois de realizar o ritual, você dá o dinheiro para caridade.

O Yom Kippur é conhecido como o "sábado dos sábados". Por isso, ninguém deve trabalhar nesse dia. Há outras restrições também. A menos que existam recomendações médicas, no Yom Kippur a pessoa deve fazer um jejum de 25 horas, que começa no fim do dia anterior ao Yom Kippur e termina na noite do dia do feriado. Nesse período, você não deve consumir nenhuma comida ou bebida, inclusive água. De acordo com o Talmud, o jejum também inclui abster-se de:

•  Tomar banho (Alguns judeus lavam as mãos após irem ao banheiro);

•   Utilizar perfumes, óleos, loções, desodorantes ou cosméticos no corpo;

•   Usar sapatos de couro; 

•   Atividade sexual.

Para se preparar para o jejum, uma refeição semelhante à refeição sabática tradicional é servida. Eles abençoam o Chalá, um tipo especial de pão muito comum nas celebrações judaicas. Depois da refeição, é comum acender velas. Acender as velas e abençoar o chalá são ações tradicionais que inauguram os dias santos.

Para simbolizar a pureza, é comum que homens e mulheres vistam branco no Yom Kippur. Por exemplo, os homens usam solidéus brancos (kipás, quipás ou yarmulkes). Também simbolizando a pureza, os rolos do Torá podem estar enrolados em panos brancos e a arca (onde os rolos do Torá são armazenados) é enrolada em uma cortina branca.

Diferentemente dos eventos semanais "tradicionais" do Shabat, que acontecem na noite de sexta-feira e na manhã do sábado, os eventos dos feriados religiosos são únicos. Esses eventos são mais longos do que o Shabat, começam bem cedo (às 7 ou 8 horas da manhã) e duram até a tarde. 

No Yom Kippur, uma pausa é feita antes que os eventos da tarde e da noite comecem. Um livro de orações especiais, chamado Machzor, é utilizado nos eventos do Yom Kippur (e do Rosh Hashaná). O Machzor contém as orações específicas para os feriados mais importantes.

Durante esse período de 24 horas no Yom Kippur, existem cinco eventos:

1.   Kol Nidrei - evento da noite que marca o começo do Yom Kippur

2.   Shacharit - evento matutino que acontece cedo, com a leitura do Torá

3.   Musaf - segundo evento matutino de leitura do Torá

4.   Mincha - evento vespertino de leitura do Torá e do Livro de Jonas

5.   Neilah - evento final

O primeiro evento, Kol Nidrei, começa antes do pôr-do-sol, quando o Solainda está no horizonte. Os homens vestem xales de lã, conhecidos comotalit, nos eventos Kol Nidrei. Isso é significativo porque os talit não costumam ser utilizados nos eventos noturnos. Traduzido como "todos os votos", o evento Kol Nidrei começa com o cantor e a congregação dizendo a oração Kol Nidrei três vezes. Esse evento libera você de quaisquer votos que tenha feito a Deus no ano passado que não vai conseguir manter no ano seguinte.

Para chegar à redenção, a pessoa deve se confessar. O Vidúy, ou confissão, é uma parte importante do Yom Kippur. Os dois tipos de confissão, Ál chét e Ashamnu, ajudam os judeus a repensarem suas transgressões. Os pecados são recitados e expressados no plural ("Nós temos culpa de...") para que o indivíduo e toda a comunidade possam se redimir e procurar perdão de uma só vez. O Slichot (preces penitenciais) também é recitado no primeiro evento e durante o período do Yom Kippur.

  

 
O evento matutino, Shacharit, começa cedo e as orações continuam durante o dia. Até o Musaf, os fiéis recitam uma oração especial, o Yizkor ("Que Deus lembre"), e fazem uma oração (tzedekah) em memória daqueles que partiram. Geralmente, os judeus acendem a vela Yarzheit antes do evento de Kol Nidrei para lembrar aqueles que morreram e deixam a vela queimar até a noite seguinte, quando o pôr-do-sol anuncia o fim do feriado de Yom Kippur.

Os portões (do paraíso) estão "abertos" no começo da Rosh Hashaná - assim se inicia a comunicação dos pecados do homem a Deus. A celebração do Yom Kippur termina com o Neilah, que significa "fechando o portão." A arca permanece aberta durante todo o evento, indicando que os portões do paraíso estão abertos para as orações finais. Como a arca permanece aberta, é comum que as pessoas continuem em pé durante o Neilah. É nesse momento que os judeus fazem a prece final por perdão, pedindo a Deus que sele seus nomes no "Livro da Vida" e traga a promessa de um bom ano novo.

O Neilah acaba com o som alto do shofar e a congregação grita: "Le'shanah haba'ab bi-Yerushalayim" - "Até o próximo ano em Jerusalém!"

  

 

 ALEGRIA DA TORÁ  (Shemini Atzeret)


No território atual de Israel, “Shemini Atzeret" é um feriado com duração de um dia, incluindo a celebração de “Simchat Torá” (Alegria da Torá), enquanto que em outros países dura dois dias, com a leitura da última porção da Torá, completando o ciclo anual de leituras, seguido do primeiro capítulo de Gênesis. 

Os serviços religiosos são especialmente festivos, e todos os presentes, jovens e adultos, tomam parte na celebração. Um dos costumes mais populares é a retirada dos rolos da Torá da Arca Sagrada, e dançar com eles na sinagoga. Em algumas comunidades, as danças acontecem também pelas ruas.

  

 

 FESTIVAL DAS LUZES (Chanuká)


Esta celebração se baseia em histórias contadas nos dois livros de Macabeus, que não fazem parte da Bíblia Hebraica, daí serem considerados livros apócrifos. 

A celebração prende-se à vitória sobre as forças do Império Seleucida, que após tomarem Jerusalém, impediam que os judeus praticassem sua cultura.

Os oito dias do festival são marcados pelo acendimento de velas: uma na primeira noite, duas na segunda noite, e assim sucessivamente, usando um candelabro especial chamado Chanukká, ou Menorá de Chanucá.

Existe o costume de dar dinheiro às crianças em Chanucá para comemorar o estudo da Torá às escondidas, quando os Judeus se reuniam no que parecia uma atividade de jogo naquele tempo, uma vez que a Torá estava proibida. Por causa disto, existe também o costume de jogar com o dreidel (chamado sevivon em hebraico).

 

 

 DEZ DE TEVET


De acordo com o que conta o primeiro versículo do capítulo 25 do segundo livro de Reis, no nono ano do reinado de Zedequias, no dia 10 do décimo mês, Nabucodonosor, rei da Babilônia, marchou sobre Jerusalém, acampando-se diante da cidade, levantando grandes trincheiras. 

Jerusalém ficou sitiada por dois anos, ocasionando grande fome, e uma sucessiva fuga do rei e dos guerreiros em geral. Presos em seguida, os filhos de Zedequias foram mortos na sua presença, e quanto ao rei Zedequias, teve seus olhos furados, e depois levado para a Babilônia. 

Ainda existe uma celebração a esse momento de sofrimento do povo judeu, quando um pequeno jejum é requerido, da aurora até ao anoitecer. A leitura da Torá e uma reza especial acontece durante a Amidá, acrescentadas nas rezas de Shacharit e Minchá. 

 

NOVO ANO DAS ÁRVORES  (Tu Bisvat)


Tu Bishvat é o ano novo para as árvores. De acordo com a Mishná, ele marca o dia em que os dízimos da fruta são contados em cada ano. Além disso, marca o ponto em que são contadas tanto a proibição bíblica de comer os frutos das árvores nos seus três primeiros anos, e a obrigação de trazer a orlá (fruto do quarto ano) ao Templo de Jerusalém. 

Nos tempos modernos, é celebrado comendo vários frutos e nozes associadas à Terra de Israel. Também é costume organizar atividades de plantação de árvores, em especial com as crianças.

Durante aos anos de 1600, o Rabi Yitzchak Luria de Safed e os seus discípulos criaram um pequeno seder, chamado Hemdat ha Yamim, reminiscente do seder que os Judeus cumprem em Pessach, e que explora os temas cabalísticos da festividade.

 

 FESTA DE PURIM  


Como já vimos anteriormente, Purim comemora os eventos descritos no Livro de Ester, através de leitura pública na sinagoga, durante a qual se fazem fortes ruídos cada vez que é mencionado o nome de Haman. 

Em Purim é tradição usar disfarces e máscaras e distribuir os Mishloach Manot (entrega de presentes de comida e bebida) aos pobres e necessitados. 

Em Israel também é tradição organizar marchas-festivas, conhecidas como Ad-De'lo-Yada, nas ruas principais das cidades. Por vezes, as crianças mascaram-se e representam a história de Ester para os seus pais.

 

 

ANO NOVO DOS REIS  (Mishná)


Apesar de Rosh Hashaná marcar a mudança do ano no calendário, Nisan é considerado o primeiro mês do Calendário Judaico. A Mishná indica que o ano do reinado dos reis judeus era contado a partir de Nisan, nos tempos bíblicos. Nisan é também considerado o começo do ano em termos da ordem das festividades.

Junto com este Ano Novo, a Mishná define outros três Anos Novos legais:


•   Primeiro de Elul, Ano Novo para os dízimos dos animais;

•  Primeiro de Tishrei (Rosh Hashaná), o Ano Novo para os dízimos dos vegetais;

•  Quinze de Shevat (Tu Bishvat), o Novo Ano das Árvores e dos dízimos das frutas.

 

PÁSCOA  (Pessach)


Pessach comemora a libertação dos escravos Israelitas do Egito. Nenhum alimento fermentado é comido durante a semana de Pessach, em comemoração do fato de os Judeus terem saído tão apressadamente do Egito, que o seu pão não teve tempo suficiente para levedar.

No território atual de Israel o primeiro Seder de Pessach começa ao por-do-sol do dia 15 de Nissan, enquanto que na Diáspora um segundo seder é realizado na noite de 16 de Nissan. Na segunda noite, os Judeus começam a contar o omer. 

A Contagem do Omer coincide com a contagem dos dias, desde o tempo em que os Judeus deixaram o Egito, até ao dia em que chegaram ao Monte Sinai.

 

 

 SEFIRAH 

 

Sefirá é o período de 49 dias (sete semanas) entre Pessach e Shavuot, definido pela Torá como o período durante o qual oferendas especiais devem ser levadas ao Templo de Jerusalém. O Judaísmo ensina que isto torna física a ligação espiritual entre Pessach e Shavuot. O terceiro dia dessa celebração leva o nome de Lag Ba'omer, acontecendo uma festa com  churrascos, fogueiras e brincadeiras com arcos e flechas para as crianças. Em Israel, nos dias anteriores à festa, os jovens costumam reunir materiais para fazer grandes fogueiras ao ar livre.

 


      FESTAS ACRESCENTADAS A PARTIR DE 1948

 


Desde a criação do Estado de Israel em 1948, o Rabinato Chefe de Israel estabeleceu quatro novas festividades judaicas.

•  Dia de Jerusalém (Yom Yerushalayin)

•  Dia da Memória do Holocausto (Yom HaShoah)

•  Dia da Memória pelos Soldados (Yom Hazikaron)

•  Dia da Independência de Israel (Yom HaAtzmaut)

 Estes quatro dias são feriados nacionais no Estado de Israel, e em geral são aceitos como feriados religiosos pelos seguintes grupos: o Rabinato Chefe do Estado de Israel, The Union of Orthodox Congregations and Rabbinical Council of America (União das Congregações Ortodoxas e o Conselho Rabínico da América; The United Hebrew Congregations of the Commonwealth (Congregações Hebraicas Unidas da Comunidade Britânica Reino Unido); todo o Judaísmo Reformista e Conservador; The Union for Traditional Judaism (União para o Judaísmo Tradicional) e o movimento Reconstrucionista judaico.

Estas quatro datas não são aceites como feriados religiosos pela maioria do Judaísmo Charedi, que inclui o Judaísmo Hassídico. Estes grupos veem estes dias como festas nacionais israelitas, e eles não celebram estas festas.

a) Dia da memória do holocausto: O Yom HaShoá é também conhecido como o Dia da Memória do Holocausto, e tem lugar no dia 27 de Nissan. Em Israel, por todo o país, tocam as sirenes durante dois minutos, em memória dos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas durante a II Guerra Mundial. É costume o trânsito parar nas cidades e os condutores saem dos seus carros e ficam de pé, em silêncio, durante o toque da sirene. Cerimônias especiais são realizadas no Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Jerusalém. As escolas têm programas especiais nesse dia, com palestras de sobreviventes do Holocausto, que contam as suas histórias às crianças.

b) Dia da memória dos soldados: Yom Hazikaron é o dia de memória em honra dos veteranos e soldados israelitas caídos nas guerras de Israel. O dia memorial também comemora os civis mortos em atos de terrorismo.

c) Dia da independência de Israel: Yom HaAtzmaut é o Dia da Independência de Israel. Uma cerimônia oficial é realizada anualmente na véspera do Yom HaAtzmaut, no Monte Herzl, em Jerusalém.  A cerimônia inclui discursos dos mais importantes dignitários israelitas, uma apresentação artística, uma marcha de soldados com bandeiras que formam figuras elaboradas (como uma Menorá, uma Magen David e o número que representa a idade do Estado de Israel), e o acendimento de doze tochas (uma por cada Tribo de Israel). Dezenas de cidadãos de Israel, que contribuíram significativamente para o Estado, são selecionados para acender essas tochas.

Pequenas cerimônias idênticas são realizadas em todas as localidades do país, com a ativa participação das crianças e jovens. É costume as famílias realizarem churrascos nos parques das cidades.

d) Dia de Jerusalém: O Yom Yerushalain marca a reunificação de Jerusalém e o Monte do Templo sob o domínio judaico, durante a Guerra dos Seis Dias em 1967, quase 1900 anos depois da destruição do Segundo Templo de Jerusalém.


FESTA DAS SEMANAS  (Shavuot ou Yom Habikurim)


Shavuot, a Festa das Semanas, ou ainda “Dia de Pentecostes” na terminologia cristã, é um dos três festivais de peregrinação (Shalosh regalim) ordenados na Torá. Shavuot marca o fim da contagem do Omer, o período entre Pessach e Shavuot. 

De acordo com a tradição rabínica, os Dez Mandamentos foram dados neste dia ao Povo de Israel reunido na base do Monte Sinai. Durante esta festa, a porção da Torá que contém os Dez Mandamentos é lida na sinagoga, assim como o Livro de Rute. É tradição comer alimentos lácteos durante Shavuot.

 

17 DE TAMUZ


O dia 17 do mês de Tamuz tradicionalmente marca a primeira brecha das muralhas de Jerusalém durante a ocupação romana, na Época do Segundo Templo.

Por ser um dia de jejum menor, é requerido jejuar do nascer ao por-do-sol, mas outras leis do luto não são observadas. Nos serviços religiosos de Shacharit (reza matinal) e de Minchá (reza da tarde), são acrescentadas a leitura da Torá e a leitura daHaftará, e uma reza especial na Amidá.

 

AS TRÊS SEMANAS E OS NOVE DIAS


Os dias entre 17 de Tamuz e 9 de Av são dias de luto, em lembrança do colapso de Jerusalém durante a ocupação romana que ocorreu entre estas datas.

Tradicionalmente, os casamentos e outras ocasiões festivas, não são realizadas durante este período. Um elemento adicional é acrescentado neste tempo, durante os últimos nove dias, entre 1 e 9 do mês de Av — os religiosos abstêm-se de comer carne e beber vinho, exceto no Shabat ou numa Seudat Mitzvá (uma refeição de mitzvá, tal como um Pidion Haben, que é a celebração do reconhecimento de um recém-nascido, ou a conclusão do estudo de um texto religioso). Da mesma forma, é costume não cortar o cabelo durante este período.


TISHA  —  NOVE DE AV


Tisha B'Av é o jejum e dia de luto que comemora dois dos mais trágicos eventos da História Judaica, que ocorreram no dia 9 do mês de Av — a destruição pelos babilónicos, no ano 586 antes da Era Comum, do Templo de Salomão, ou Primeiro Templo de Jerusalém, e a destruição do Segundo Templo, no ano 70 da nossa era, pelos Romanos. 

Outras calamidades na História Judaica também tiveram lugar em Tisha BeAv, incluindo o édito do Rei Eduardo I, que forçava os Judeus a deixarem a Inglaterra em 1290, e o Decreto de Alhambra, ou Édito de Expulsão dos Judeus da Espanha, pelos Reis Católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela, em 1492.

 

ROSH CHODESH  (O novo mês)


O primeiro dia de cada mês e o trigésimo dia do mês precedente, se ele tiver 30 dias, é (nos nosso tempo) uma festividade menor conhecida como Rosh Chodesh (a cabeça do mês). 

A única exceção é o mês de Tishrei, cujo começo é uma festividade solene e importante: Rosh Hashaná.  Exitem também rezas especiais que são ditas no momento em que se observa a Lua Nova pela primeira vez em casa mês.

 

SHABAT  (Sábado)


A Halachá, ou Lei Judaica, atribui ao Sábado o estatuto de festival. Os Judeus celebram o Shabat, um dia de descanso, no sétimo dia de cada semana. A Lei Judaica define que o término do dia ocorre ao anoitecer, que é quando o dia seguinte começa. Assim, o Shabat começa ao por-do-sol da sexta-feira, e termina ao início da noite do Sábado.

Em muitos aspectos, a Halachá (Lei Judaica) atribui ao Shabat o nível do dia sagrado mais importante do calendário judaico.

• É o primeiro dia santo mencionado no Tanach (Bíblia Hebraica), e Deus foi o primeiro a observá-lo, através da finalização da Obra da Criação do Mundo;

 A liturgia judaica trata o Shabat como “noiva” e “rainha”;

• A leitura da Torá no Sabbt  tem mais aliyot do que em Yom Kippur, a mais solene celebração do calendário;

 • Existe a tradição de que o Mashich (o Messias Judeu) chegará se todos os Judeus cumprirem duas vezes o Shabat.


FONTE DE PESQUISA


 

O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA. Festas. São Paulo: Edições Vida Nova, 1988.

www.estudosdabiblia.net  A Expiação.  Consultado em 20/07/2013.

NEER, Katherine. Pessoas.hsw.uol.com.br. Consultado em 22/07/2013.

www.ensinandodesiao.org.br e marcelog@ensinandodesiao.org.br. A festa de Hanuká. Consultado em 28/072013.

LAYTON, Julia. Como funciona o Rosh Hashaná.  [Trad.] How Stuffworks.   Consultado em 29/07/2013.

 

AUTOR DA PESQUISA

  Walmir Damiani Corrêa

www.elevados.com.br

 

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 22/07/2013

Todos os direitos reservados ©elevados.com.br 2013 - 2021