História da Igreja Católica Apostólica Romana

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Introdução

 

O catolicismo considera que a Igreja Primitiva, aquela citada no início do Novo Testamento, a Igreja fundada por Jesus Cristo e organizada pelos Seus apóstolos e discípulos começou em Roma, e por isso deve ser chamada, desde o princípio, de Igreja Católica Apostólica Romana. 

Isso não passa de uma afronta aos registros históricos encontrados na Bíblia, pois o livro Atos dos Apóstolos descreve pormenorizadamente os primeiros passos da Igreja em Jerusalém e localidades próximas, de onde partiram as viagens missionárias que atingiram as cidades e regiões conhecidas da época, inclusive Roma.  
Outra arrogância católica é considerar-se até hoje como a única Igreja de Cristo na face da Terra. Para eles, qualquer outro segmento cristão é considerado seita, ou seja, fora dos preceitos bíblicos e da fé cristã. Para chegar a essa conclusão, eles não levam em conta as divisões havidas na Igreja, como a cisão da Igreja Oriental com a Igreja Ocidental, a Reforma Protestante, o surgimento das Igrejas Tradicionais Protestantes, as Igrejas Pentecostais e, finalmente, as Neopentecostais. Para eles, tudo isso é um agrupamento de seitas, sendo que  a Igreja inicial (eles) continua intacta. 
Depois dos registros apostólicos iniciais, passamos a tratar da continuação histórica, passando pelo período do Imperador Constantino (312), a inserção de práticas do paganismo com o aparecimento de heresias, a substituição da Bíblia pela literatura da tradição católica (catecismos, etc.), a implantação do regime papal, da Reforma Protestante e da Contrarreforma.
 
 
CAPÍTULO I
IGREJA PRIMITIVA
 
 
1.1  A fundação da Igreja
 
 
Baseados nos relatos bíblicos do livro de Atos dos Apóstolos, veremos que a Igreja Primitiva foi fundada pelos seguidores de Jesus, logo após a Sua passagem por este mundo. Ela foi fundada por volta do ano 33 da nossa era, pouco depois da crucificação no Calvário.
 
Essa Igreja tinha como sede Jerusalém, a Cidade Santa, espalhando-se por todas aquelas terras conhecidas da época, como Galácia, Capadócia, Bitínia, Macedônia, Frígia, Pisídia, Icônio, Listra, Éfeso, Laodicéia, Tiatira, Corinto, e vai por aí. Roma, logicamente, também se encontra entre essas cidades alcançadas pelo movimento missionário da Igreja Primitiva. Essas viagens missionárias são fartamente documentadas no livro de Atos dos Apóstolos, um livro histórico, empreendidas por Paulo de Tarso, Pedro, Barnabé, Marcos, Lucas e outros.
 
Dizer que a Igreja começou em Roma é uma tremenda farsa histórica, principalmente se lembrarmos quanto os romanos perseguiam os cristãos, a forma como eram presos e mortos por leões nas arenas, um espetáculo assistido por um público romano desumano e insaciável. Foi preciso passar três séculos de brutais perseguições para que aparecesse um imperador que simpatizasse com o Cristianismo, que acreditasse nos seguidores do Jesus Cristo morto na cruz.
 
Apesar dos problemas, essa Igreja fundada pelos apóstolos conseguiu permanecer una por mais alguns séculos, sendo chamada de “Igreja de Deus” (Atos 20:28) “Igreja de Cristo (Romanos 16:16) ou simplesmente de “Igreja” (Atos 8:3). O livro Atos dos Apóstolos, as epístolas e, principalmente, as cartas mandadas para as sete igrejas do Apocalipse registram os primeiros problemas a perturbarem o andamento da Igreja, ainda no primeiro século.
 
Não há nada oficial que defina o ponto de início, a época em que aconteceu a transformação da Igreja Primitiva em Catolicismo Romano. Foi um processo demorado, melindroso, recheado de corrupções e ingerências políticas.
 
 
1.2 Imperador Constantino
 
 
Por volta do ano de 312 d.C., o próprio Imperador Constantino resolveu adotar o Cristianismo como a religião oficial de todo o Império Romano, criando uma Super Igreja, uma nova organização eclesiástica sustentada sobre três poderosos patamares: o político e militar e o religioso.  Logicamente, isso provocaria uma maquiagem nas bases originais estabelecidas por Cristo, criando algo mais “moderno e proveitoso”.
 
Logicamente, todos aqueles que perseguiam a Igreja passaram a mostrar interesse em se “converterem” às novas doutrinas, inclusive passando a sonhar com cargos eclesiásticos que lhes garantisse poder dentro da nova realidade sócio-político-religiosa.
 
Imperador Constantino
 
 
Para que se entenda melhor o que aconteceu nessa época, procure imaginar como seria se a Presidente Dilma, com poderes totais, decretasse a Igreja Evangélica como o único segmento religioso a ser seguido, a partir de agora, no Brasil. Será que o Senador José Sarney, o Vice-Presidente Michel Temer, o Lula e toda a turma do “mensalão” passariam a frequentar os cultos evangélicos? Imaginamos que José Dirceu logo iria querer ser separado para bispo, e o Lula, como é mais importante, ia querer ser separado para Apóstolo, que é mais chique. Vá imaginando... Logo, logo você entenderá o que aconteceu em 312 d.C.
 
No nosso humilde ponto de vista, foi nesse período que começou a “estrear” a Igreja Católica Apostólica Romana, com seu clero criativo, sempre “bolando” novidades, inventando santos, santas, feriados, venda de indulgências, festas, confissões, “nossas senhoras”, procissões, e por aí vai... 
 
 
1.3  Deturpação Doutrinária
 
 
Dizem que a Igreja só cresce quando está debaixo de perseguições. Deve ter sido isso que provocou o crescimento da Igreja Primitiva nos três primeiros séculos. O que a história mostra é que só os verdadeiramente salvos dispõem-se a pagar o preço de seguir a Jesus Cristo como suficiente Salvador. Não havia lugar para crentes pela metade, naquele tempo.
 
Voltando a Constantino, ao transformar o Cristianismo em religião oficial do Império Romano, ele proclamou-se como o principal benfeitor, o comandante-em-chefe, convocando um Concílio em Nicéia, onde seriam discutidos alguns problemas doutrinários surgidos em parte da Igreja.
 
Foi a introdução do elemento político no seio da Igreja que a fez sofrer um processo de massificação, assistindo os princípios de Cristo serem substituídos por práticas pagãs do povo romano. Os batismos eram por atacado, pois não havia necessidade de uma conversão real. Pela sua natureza pagã, essas pessoas eram introduzidas na Igreja sem se libertarem de seus deuses.
 
Homens ambiciosos e sem temor de Deus passaram a pleitear cargos influentes na Igreja, visando vantagens sociais e políticas, uma vez que o clero era sustentado pelo Império. Cargos eclesiásticos garantiam, além de status, acesso fácil e rápido ao poder e à riqueza.
 
Foi com a chegada de pessoas desse nível à direção da Igreja que ela passou a sofrer o processo de paganização, que passaremos a estudar a partir desse momento.
 
 
1.4  Paganização da Igreja
 
 
Antes  de  Cristo, era  comum  os  imperadores  romanos  liderarem a Ordem Babilônica, uma religião não-cristã, onde ocupavam  o  cargo  de Sumo  Pontífice, tendência foi mantida na Igreja Cristã, após ser abraçada por Constantino.
 
O próximo governante romano, o Imperador Graciano, não demonstrou nenhum interesse em acumular essa função de Sumo Pontífice da Igreja com a de imperador. Assim, em 378, sugeriu que Damásio, Bispo de Roma, assumisse essa posição religiosa. Foi Damásio quem administrou a fusão das práticas cristãs com as práticas pagãs romanas, acrescentando aí crenças e doutrinas.
 
Roma começou a decidir o que era certo e errado dentro da Igreja criada por Jesus e organizada pelos seus apóstolos e discípulos. É outra “deixa” que a história nos dá, como ponto de partida para a transformação da Igreja Primitiva em Católica Romana.
 
Bispo Graciano
 
 
Como resultado dessas mudanças na orientação da Igreja, em seguida começaram a surgir uma sucessão de heresias, os cultos foram perdendo os elementos espirituais e a fé nas funções sobrenaturais de Deus. Crenças pagãs foram sendo introduzidas, mesclando doutrinas cristãs com mistérios e magias romanas. Sacerdotes, altares, missas e imagens de escultura foram assumindo papel de preponderância no culto. Inclusive implantaram uma nova “divindade cristã”, Maria, a mãe de Jesus, dando-lhe proeminência parecida e muitas vezes superior às de Jesus e do Espírito Santo. Ela, praticamente, passou a compor o grupo da Santíssima Trindade com Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo, tal a importância que lhe foi conferida.
 
A Igreja passou a ser considerada “infalível”, desprezando-se, em parte, a vontade de Deus.  Mais tarde estaremos apresentando uma relação cronológicas do aparecimento dessas heresias na vida da Igreja.
 
 
CAPÍTULO II
A INEVITÁVEL DIVISÃO DA IGREJA
 
 
Com a implantação dessas novidades, e por causa da forte interferência política dentro da Igreja, não tardou para começarem a acontecer rompimentos entre os  líderes das várias regiões geográficas e políticas.
 
Em 451 realizou-se um concílio em Calcedônia, onde procuraram discutir e definir o caráter das naturezas de Cristo. A veneração de imagens também provocou divisão de ideias, quando, no século VIII, os bispos orientais rebelaram-se contra essa idolatria.
 
No século XII foi criado o Movimento Valdense, na França, que rejeitava o sacerdócio católico, as indulgências, a doutrina do purgatório, a transubstanciação e outras práticas e crenças católicas tradicionais.
 
Na mesma época surgiram os albigenses, que tinham sua própria classe clerical celibatária. Eles rejeitavam a doutrina da Trindade, o nascimento virginal de Jesus, o inferno de fogo e o purgatório. Foram perseguidos pelo Papa Inocêncio III, quando uma cruzada dizimou mais de 20.000 “hereges” albigenses.
 
 
2.1  Igreja Ortodoxa Grega
 
 
Em 325 havia acontecido o Concílio de Nicéia, que estabelecera uma espécie de desmembramento administrativo da Igreja, criando a Pentarquia, ou seja, divisão da Igreja em cinco regiões geográficas: Jerusalém, Alexandria, Constantinopla, Antioquia e  Roma.
 
A partir de 395, com a divisão do Império Romano em dois governos diferentes, Roma e Constantinopla, começou um desaquecimento natural na base administrativa da Igreja, mas só  no século XI é que aconteceu o rompimento definitivo entre as Igreja do Oriente e do Ocidente, quando foi fundada a Igreja Ortodoxa Grega, sediada em Constantinopla (atual cidade de  Istambul, na Turquia), que até hoje não reconhece a autoridade do papa de Roma.
 
A expressão “Ortodoxa” vem do grego “orthos” (reto, correto) e “doxa” (louvor), considerando-se aqueles que professam a fé correta. Por falar em fé correta, os ortodoxos também têm a soberba de considerar-se a Igreja Primitiva fundada por Jesus Cristo e organizada pelos Seus apóstolos e discípulos. Seus líderes são considerados como os sucessores dos apóstolos.
 
Vários foram os motivos que levaram a essa separação, que recebeu o nome de “Grande Cisma do Oriente”, mas a maioria deles, com certeza, eram motivos políticos, culturais, eclesiásticos e doutrinários.
 
A doutrina da Igreja Ortodoxa é semelhante àquela da Igreja Católica Romana, preservando os sete sacramentos, o respeito a ícones e o uso de vestes litúrgicas nos cultos. Para não serem confundidos, seus fiéis são chamados de “Cristãos Ortodoxos”, enquanto que os outros são chamados de “Católicos Romanos”, dada a sua localização geográfica e religiosa junto ao Papa de Roma.
 
 
2.2  Reforma Protestante
 
 
Esta pode ser considerada a segunda grande cisão do Cristianismo, com uma perda enorme de fieis na Alemanha, França, Grã-Bretanha, Suíça e outros países europeus.
 
Cada vez mais debilitada espiritualmente e afastada dos princípios do Evangelho de Jesus Cristo, a Igreja foi sendo dominada por dogmas e práticas distantes do Cristianismo Primitivo, até que surgiu em 1521 a Reforma Protestante, proposta por Martinho Lutero na Alemanha e Calvino na Suíça, entre outros.
A faísca foi lançada em 1517, em meio às campanhas de venda de indulgências, em favor da construção da Basílica de São Pedro em Roma, campanha que caracterizou-se pela cobrança do perdão pelos pecados cometidos. Conta-se por aí que o padre dominicano Tetzel pregava com grande exibicionismo sobre a venda das indulgências, fazendo a seguinte propaganda: “Cada vez que uma moeda cai na bolsa do frade, uma alma sai do purgatório.”
 
O principal nome entre os lideres protestantes foi  Martinho Lutero, nascido na Alemanha. Dois anos depois de começar a estudar Direito, Martinho Lutero ingressou num convento de monges, quando em 1508 foi despertado pelo texto “O justo viverá pela fé” (Romanos 1:17), que passou a ser sua bandeira. Depois dessa sua experiência com Deus, passou a dividir sua fé com outros monges. Perseguido, precisou deixar o convento.
 
Para não nos estendermos muito, citaremos apenas mais três nomes importantes, que foram John Calvino (França e  Suíça), Huldreich Zuinglkio (Suíça) e John Knox (Escócia).
 
 
 
2.3  Igrejas Evangélicas
 
 
A partir desse movimento separatista, uma série de ministérios começaram a aparecer, como as Igrejas Batista, Presbiteriana, Luterana, Metodista, Congregacional, Episcopal, etc., consideradas hoje como as Igrejas Tradicionais. etc.
 
No início do século XX foi a vez de aparecerem os ministérios pentecostais, resultando no Brasil nas Igrejas Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Quadrangular, Brasil para Cristo, Deus é Amor, e no final do século XX com o aparecimento das neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça, Mundial, etc.. etc., e etc.
 
CAPÍTULO III
REFORMA PROTESTANTE
 
 
Aquela situação começada no século quarto com o Imperador Constantino e continuada com o Imperador Graciano, foi se agravando à medida que os séculos foram se sucedendo, chegando ao ponto da Igreja proibir a leitura das Sagradas Escrituras pelos leigos. Um cristão com considerável entendimento logo passaria a ver o quanto a Igreja se afastara da doutrina de Jesus Cristo.
 
Os escritos bíblicos, ainda manuscritos, eram guardados, melhor dizer “escondidos”, nos mosteiros longínquos. Só sacerdotes tinham autorização para lê-los.
 
Assim, Se pegássemos um termo utilizado pelas Assembleias de Deus, quando aposentam um pastor idoso, diríamos que a Igreja Católica Romana jubilou a Bíblia, aposentando-a para não mais precisar trabalhar.
 
Para se ter ideia, em 1546 a Igreja Católica Romana rompeu definitivamente com a Bíblia, colocando de lado qualquer cuidado que tenha tido até então, passando a considerar os registros da tradição eclesiástica em pé de igualdade com a Bíblia Sagrada. Estamos falando dos catecismos, apostilas, etc., escritos organizados com o passar dos anos, quase sempre em contradição com os preceitos bíblicos.
 
Lendo os Evangelhos, nos deparamos com Jesus criticando asperamente o fato dos religiosos colocarem os escritos da tradição judaica em pé de igualdade com a Palavra de Deus. (Mateus 15:3 e Marcos 7:3-13). O que os católicos fizeram na época da Reforma Protestante não foi diferente dessa atitude dos judeus, na época de Jesus, pois aprovavam práticas frontalmente condenadas pela Bíblia: a idolatria e outros desvios doutrinários. É a Bíblia quem julga a Igreja e não a Igreja que julga a Bíblia.
 
À medida que iam aparecendo, essas literaturas passaram a manipular a interpretação da Bíblia, mantendo os fieis na ignorância espiritual. Eles só tinham acesso ao que era escrito pelo clero, enquanto os livros da Bíblia eram escondidos nos porões do longínquos mosteiros.
 
Quem quiser ter uma ideia melhor do que estamos falando, procure assistir ao filme “O nome da rosa”, que pode ser achado em qualquer locadora.
 
 
 
Milhares de pessoas nasceram, viveram e morreram atoladas na superstição, nessas doutrinas criadas pelos homens, sem nunca terem tido a oportunidade de conhecerem o plano de salvação que é oferecido por Deus a todos os que creem, na Bíblia.
 
Para que os leitores não considerem um exagero o que estamos falando, conheça a opinião do Padre Bernard Conway, e o que ele escreveu em 1929, em pleno século XX.
 
[...] a Bíblia não é a única fonte de fé.”   Também afirmou que “...A Bíblia, em si mesma, não é mais do que letra morta, aguardando por um intérprete com um apostolado divino e infalível.”  Continua o padre:  “...Ela não é organizada de forma sistemática como o ‘Credo’ ou o ‘Catecismo’. Frequentemente ela é obscura e de difícil entendimento, como se pode ver em Atos 8:30,31 e 2 Pedro 3:16. (Pe. Bernard Conway)
 
 
                                                Padre Bernard Conway
 
 
 
No “Compêndio do Vaticano II”, página 127, está escrito: “Não é  através  da  Escritura  apenas que a Igreja deriva sua certeza a respeito de tudo que foi revelado. Por isso, tanto a Escritura como a Tradição devem ser aceitos e venerados com igual sentido de piedade e reverência.”
 
Para que se entenda até que ponto o Catolicismo separou-se da Bíblia, registra-se que em 1229, no Concílio de Tolosa, em medida extrema, confirmou não só a proibição de posse de qualquer fragmento da Bíblia, mas proibiu também que leigos a usassem.
 
Só com o acontecimento da Reforma Protestante é que a Igreja Católica resolveu reconhecer novamente o valor da Bíblia como única regra de fé e prática do cristão, apesar de manterem a  maioria  dos  dogmas que não têm apoio bíblico. A Bíblia, porém, só poderia ser editada ou autorizada pelo Clero, e os leigos não poderiam formar juízo próprio sobre seus ensinos, uma vez que “só o clero teria entendimento dessas verdades.”
 
Impedidos de ter interpretação própria da Bíblia, os leigos continuariam sem conhecer o tamanho do desrespeito que os dogmas criados tinham pelas Sagradas Escrituras, uma vez que as tradições criadas pelo Catolicismo transformaram-se num “outro evangelho”. (Gálatas 1:8 - 1 Coríntios 15:3,4 - 1 Tessalonicenses 2:13 - Apocalipse 22:15)
 
CAPÍTULO IV
A HISTÓRIA DO PAPISMO
 
 
Por causa das perseguições dos primeiros séculos, a Igreja Primitiva funcionava de uma maneira doméstica, sem templos, com reuniões mais ou menos independentes. (Colossenses 4:15) Basta dizer que o primeiro templo autorizado a ser construído foi no ano de 222, durante o reinado de Alexandre Severo.
 
 
4.1 Administração Eclesiástica  
 
 
De acordo com o testemunho de historiadores, apesar das perseguições, cerca de metade da população do Império Romano era cristã, na chegada do ano 300.
 
No século IV, a separação do Império Romano em Ocidente e Oriente suscitou a necessidade de instituir-se um dirigente maior em Roma. Inocêncio III (402-417) que era bispo de Roma, pretendia dominar todo o território, seguido de Leão I (440-461). Afirma-se, porém, que o primeiro papa tenha sido Gregório I (590-604)
 
 
4.2  Origem do Papismo
 
 
Papa quer dizer PAI e é por isso que a própria Igreja o considera como o pai de todos os cristãos, inclusive daqueles que não são católicos. Não resistimos em citar o que Jesus falou em Mateus 23:9: “A ninguém na Terra chameis vosso pai, pois um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus.”
 
O cargo de papa foi criado com fins políticos, pois tal designação não foi prevista na Bíblia. Ali só fala que Jesus “deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, para o desempenho do ministério, para a edificação do corpo de Cristo.” (Efésios 4:11)  Não há a menor menção sobre o ministério de PAPA.
 
 
4.2.1  Pedro, o primeiro Papa
 
 
A Igreja Católica Romana, na sua literatura própria, coloca o Apóstolo Pedro como o seu primeiro Papa, num mandato que teria durado 25 anos. Chegaram a essa conclusão através de uma falsa interpretação do texto abaixo:
 
Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, pois não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus.. E também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mateus 16:17,18)
 
Para começar, afirmamos que no Novo Testamento não existe nenhum registro que garanta que Pedro tenha estado alguma vez em Roma. Por outro lado, também não há nenhum registro histórico nos dois primeiros séculos que afirme tal coisa. Séculos depois de tudo isso ter acontecido é que a Igreja passou a afirmar essas coisas, talvez para dar credibilidade ao sistema de papado criado por eles. Conforme a opinião dos historiadores Oscar Culmann e Lietzmann, é muito remota a possibilidade de que Pedro tenha estado em Roma.
 
Não é muito difícil desmentir tal possibilidade. Como a própria história conta que Pedro foi morto em 67 por ordem de Nero, se diminuirmos os 25 anos desse pretenso mandato papal nós chegaríamos ao ano 43. Muito bem, a Bíblia mostra a realização do Concílio de Jerusalém (Atos 15) que aconteceu no ano 48, entre a primeira e segunda viagem missionária de Paulo. São cinco anos depois, o que seria bem no meio desse pretenso “papado” de Pedro em Roma. Pedro estava em Jerusalém, participou do Concílio, e não era o líder principal, pois quem presidiu a assembleia foi Tiago. Nem em Jerusalém Pedro era “papa”, pois estava debaixo da autoridade de outros apóstolos. (Atos 15:13,19) Se lermos Gálatas 2:9 confirmaremos, inclusive, que a ordem hierárquica das autoridades da Igreja era Tiago, depois Pedro e depois João.
 
Outro fato que vale mencionar é que no ano 58 Paulo escreveu a Epístola aos Romanos, saudando a todos os cristãos importantes que estavam em Roma, mas Pedro nem foi mencionado ali.  Em 62, quando Paulo chegou a Roma, foi visitado por muitos irmãos que viviam lá (Atos 28:30,31), mas o nome de Pedro também não é citado nessa oportunidade. Vejam bem que, se Pedro fosse o PAPA de Roma, seu nome forçosamente teria que ser mencionado em primeiro lugar, por uma questão de deferência, nas saudações de Paulo, na carta.
 
Neste mesmo ano de 62, Paulo escreveu quatro cartas em Roma: aos efésios, aos colossenses e a Filemon e no ano seguinte para os filipenses. Em momento algum Paulo cita o nome de Pedro entre os crentes que viviam em Roma. Sendo ele o PAPA, isso é simplesmente impossível. 
 
Depois dessas considerações, se Pedro esteve ou não em Roma, e se foi papa ou não, temos certeza de que teria sido um papa bem diferente, pois ele era pobre (Atos 3:6), casado (Mateus 8:14,15), não aceitava ser adorado (Atos 10:25,26) e aceitava-se publicamente como um homem repreensível (Gálatas 2:11-14). A própria história conta que os papas eram administradores das riquezas da Igreja, homens celibatários e que até hoje consideram-se “infalíveis”. 
 
 
4.2.2  Infalibilidade Papal
 
 
Essa é uma das heresias mais absurdas criadas pelo catolicismo. A declaração da “Infalibilidade Papal” foi instituída em 741, mas só se transformou em dogma em 1870. Segundo ela, o papa não falha, é infalível. Veja o que esses textos bíblicos têm a dizer sobre esse assunto: Mateus 10:18 - Eclesiastes 7:20 e 1 Reis 8:46. Por que será que um papa criaria uma doutrina para garantir uma qualidade própria?
 
Se isso fosse verdade, para que precisaríamos de Deus, se já temos um aqui na Terra?  Eugênio IV condenou Joana d’Arc a ser queimada como uma bruxa, e depois o Papa Benedito XV decretou que essa mesma mulher fosse canonizada (1920).  Atualmente, Joana d’Arc é a padroeira da França. Um dos dois FALHOU.
 
Vejamos algumas “infalibilidades” papais:
 
a) O Papa Inocêncio VIII teve oito filhos ilegítimos;
b) Gregório VIII (1703) registra que foram encontrados 6.000 esqueletos de fetos num convento romano. Diante disso, o papa foi obrigado a abolir o celibato, mas seus sucessores o restabeleceram mais tarde;
c) O missionário João Huss, reitor da Universidade de Praga, foi queimado vivo porque não acreditava no purgatório e em imagens; 
d) O missionário Savonarola foi enforcado por denunciar as imoralidades do Papa Alexandre VI (1492-1503);
e) No Brasil, o Papa, unido à Coroa Portuguesa, ordenou aos jesuítas que formassem cativeiros de indígenas, fato quer culminou num verdadeiro genocídio;
f) E quanto às milhares de pessoas que morreram na “Santa Inquisição”, da perseguição aos judeus, da ligação do Papa Pio XII com Hitler, do apoio a Mussolini para invadir a Etiópia assomada pela fome? Há pouco tempo, o Papa João Paulo II pediu perdão publicamente aos judeus pelas atrocidades cometidas pela Igreja anos atrás. Afinal, uma pessoa que é  infalível, que não erra, por quê está pedindo perdão??? 
g) O Papa Alexandre VI (1492) foi amante de sua própria filha Lucrécia Bórgia. Nasceu uma criança e o papa tornou-se pai e avô ao mesmo tempo. 
 
 
4.2.3  O retrato do Papa
 
 
Muitos fieis têm o retrato do Papa pendurado em suas paredes, de modo a abençoar suas casas. Se o papa não conhece você, não sabe seu nome, não sabe onde você mora, como iria abençoar você através do retrato?  Lá vamos nós para Bíblia de novo: Jesus é o Sumo Pastor (1 Pedro 5:4) e Ele nos conhece, com certeza, pois é oniciente, onipresente... Jesus é o Pontífice, o chefe invisível da Igreja. (João 14:6 e Efésios 1:20-22)
 
 
4.2.4  Mitra Papal
 
 
Em 595 o papa recebeu o título de “Pontífice Máximo“, uma posição semelhante a de um imperador. A mitra é considerada o “grau supremo do poder”, mas essa posição já pertence a Jesus, segundo Mateus 28:18. 
 
A Mitra Papal se origina dos cerimoniais egípcios. Nossa pergunta é a seguinte: O que essa coisa faz na cabeça dos papas? 
 
 
 
  CAPÍTULO V
A SANTA INQUISIÇÃO
 
 
Conforme defende Voltaire, a religião pode ser uma espécie de freio para a humanidade ao evitar que o homem cometa uma série de crimes por medo do castigo divino. Por outro lado, ela também pode provocar barbaridades e destruição ao propagar a intolerância. Isso ocorre quando há a aceitação de dogmas religiosos sem um questionamento racional.
 
Voltando ao período que desembocou na Reforma Protestante, a Igreja começava a se sentir ameaçada na sua monopolização religiosa, pois começavam a aparecer focos de insatisfação dentro das próprias hostes da instituição. Para que pudessem controlar esses focos, precisaram criar um mecanismo aparentemente religioso, para que desse um ar oficial, sério, necessário às suas ações nefastas. 
 
Mais terrível que qualquer episódio da história humana até então, a Inquisição enterrou a Europa sob um milênio de trevas, deixando um saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições que eram condenadas pelos chamados “autos de fé”, ocasião em que era lida a sentença em praça pública.
 
"Herege" morrendo na fogueira
 
 
Em 1184, o Papa Gregório IX criou uma instituição chamada “Tribunal do Santo Ofício”, que julgaria os hereges, título dado às pessoas que causavam problemas doutrinários à Igreja. Para dar peso às acusações, essas pessoas eram acusadas de praticarem bruxarias ou frequentarem outras religiões diferentes do Catolicismo. As pessoas eram julgadas pelas autoridades eclesiásticas e entregues às autoridades governamentais para que se cumprisse a morte, principalmente em fogueiras. Qualquer semelhança com o julgamento de Jesus perante Pôncio Pilatos é mera coincidência.
 
As pessoas acusadas poderiam ser punidas desde o confisco de bens até à morte por enforcamento, ou em fogueira, sempre em praça pública. 
 
"Herege" sendo torturado
 
Os motivos iniciais da Inquisição, como já dissemos, eram religiosos, mas transformaram-se em abusos, denúncias falsas e anônimas, assassinatos, roubo, tortura e morte lenta a milhares de pessoas que ousavam crer diferente daquilo que cria a Igreja. A liberdade de expressão estava sufocada.
 
As perseguições aos hereges têm registros no século XII, quando os “albigenses” foram massacrados a mando do Papa Inocêncio III, que liderou uma cruzada contra aqueles que eram considerados os “hereges do sul da França”, por pregarem a volta da Igreja às suas origens e a rejeição a opulência da Igreja da época.
 
Em 1252, o Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, autorizando o uso da tortura como forma de conseguir a conversão, documento que é renovado pelos papas seguintes. A Inquisição tomou tamanha força que até mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Naquela época, o poder da Igreja estava em pé de igualdade ao do estado.
 
 
5.1  Vítimas famosas
 
 
Entre as vítimas famosas do Tribunal da Inquisição, podemos citar o filósofo Giordano Bruno,  Galileu,  Joana D’Arc, e os membros da famosa Ordem Religiosa “Os Cavaleiros Templários”.        
Giordano Bruno (1548-1600) foi um filósofo e frade dominicano que foi condenado à morte na fogueira porque concordava e defendia a Teoria Heliocêntrica de Copérnico.
 
Galileu Galilei foi um exemplo bastante famoso da insanidade cristã da Idade Média. Ele foi perseguido pela Inquisição por afirmar, através de suas teorias, que a terra girava em torno do sol. Ele não sofreu maiores problemas, porque resolveu voltar atrás e “desmentir” em suas próprias teorias. Outras pessoas, como Giordano Bruno, o pai da filosofia moderna, e Joana D’Arc, que afirmava ser uma enviada de Deus para libertar a França e utilizava roupas masculinas, foram mortos pelo Tribunal do Santo Ofício.
 
Quanto a Joana d’Arc, foi uma camponesa francesa, heroína da Guerra dos Cem Anos. Ela se autodenominava como enviada de Deus para salvar a França. Considerada uma herege pela Igreja, foi condenada à morte na fogueira. O incrível disso tudo  é que de herege Joana passou a ser santa. Em 1909, ela foi beatificada e em 1920, após a Primeira Guerra Mundial, foi canonizada como Santa Joana d’Arc, pelo Papa Bento XV e, dois anos depois, foi declarada padroeira da França. É uma história que dá o que pensar.
 
O Tribunal era bastante rigoroso quanto à condenação, pois o réu não tinha direito de saber o porquê e nem por quem havia sido condenado. O réu não tinha direito a defesa e bastavam apenas duas “testemunhas” como prova, para incriminá-lo.
 
O pior período da Inquisição foi durante a chamada Inquisição Espanhola (Século XV ao Século XIX). De caráter político, alguns historiadores afirmam que a Inquisição Espanhola foi uma forma que Fernando de Aragão encontrou para perseguir seus opositores, e ainda expulsar os judeus e muçulmanos.
 
 
5.2  Os instrumentos de tortura
 
 
O padre dominicano Bernardo Guy (1261-1331), um dos mais completos teóricos da Inquisição, escreveu um livro chamado “Livro das Sentenças da Inquisição” (Liber Sententiarum Inquisitionis), onde descreveu vários métodos de tortura utilizados pela Igreja.
 
MANJEDOURA  -  Desloca as juntas do corpo;
BOTAS ESPANHOLAS  -  Esmaga pernas e pés;
VIRGEM DE FERRO - Compartimento com facas, que ao fechar-   se, dilacera o corpo da vítima;
RODA DO DESPEDAÇAMENTO  -  Tritura os corpos dos hereges;
BALCÃO DE ESTIRAMENTO  -  Desmembra o corpo da vítima;
ESMAGA-CABEÇAS  ?  Máquina esmaga a cabeça da vítima;
SEM NOME 1  -  suspende violentamente um corpo pelos pés;
SEM NOME 2  -  Aparelho que arranca os olhos;
SEM NOME 3  -  Açoite com crueldade;
SEM NOME 4  -  Força o herege a pular de um abismo;
SEM NOME 5  -  Andar sobre objetos pontiagudos;
SEM NOME 6  -  Arrancar unhas;
SEM NOME 7  -  Marcar partes do corpo com ferro em brasa;
SEM NOME 8  -  Engolir excrementos e urina de outras pessoas
 
 
CAPÍTULO VI
HERESIAS POR ATACADO
 
 
São muitas as heresias criadas pelos Papas e suas equipes de “pensadores”, no decorrer da História da Igreja Católica Apostólica Romana. Tentaremos registrar e explicar algumas delas que são mais conhecidas.
 
 
6.1  Purgatório
 
 
A doutrina do Purgatório foi introduzida em 503 d.C., apesar de nunca ter sido citada na Bíblia. É uma crença que faz parte do Budismo Antigo, que falava de um lugar de sofrimento temporário, purificador, para que depois a pessoa pudesse gozar das delícias do paraíso.
 
O catolicismo começou a implantar essa ideia com o Papa Gregório I, segundo o qual o fogo do purgatório teria o poder de purificar a alma até torná-la apta a se encontrar com Deus.
 
Alguns estudiosos católicos chegaram a calcular que para cada pecado venial (pequeno), a pessoa precisaria passar um dia no purgatório. Segundo esses cálculos, como a pessoa costuma cometer uma média de três pecados veniais por dia, caso a pessoa morra com 60 anos, teria que se “purificar” durante 1.800 anos, isso sem se falar dos pecados mortais, que são muito mais “valorizados”.
 
Coube ao Papa Pio IV estabelecer critérios mais claros sobre quem deveria ir para o purgatório: “Pecados veniais são pecados menores praticados por uma pessoa que não se arrependeu a tempo, antes de morrer; outro motivo de ir-se para o purgatório é cometer-se pecados maiores, sem tempo de darem satisfação completa deles à Justiça Divina.”
 
Para que não haja dúvidas, alertamos que toda essa “burocracia” está regulamentada no livro católico “A Base da Doutrina católica contida na Profissão de Fé”.
 
Papa Gregório I                                       Papa Pio IV
 
Assim, como o batismo católico já purifica do pecado e as sucessivas confissões aos padres também, só serão tratados no purgatório os pecados restantes. O Concílio de Trento, na sua seção XXV, recomenda a todos os bispos que se esforcem no sentido de sustentarem a “salutar” doutrina do purgatório.
 
Segundo o catolicismo, as pessoas devem orar e mandar rezar missas pela salvação da alma daqueles que possivelmente estejam no purgatório, para que sejam restaurados e possam ser encaminhados para o céu. 
A Bíblia ressalta sucessivamente a incapacidade dos vivos em interferir no destino eterno das pessoas que já morreram. Vejamos alguns exemplos:
 
Eclesiastes 9:4,5  —  Ali diz que só há esperança de mudança para quem estiver vivo, pois estes ainda haverão de morrer, mas os mortos não sabem de coisa alguma, pois estão num estado de esquecimento

2 Samuel 12:22,23  —  Quando o filho de Bate-Seba morreu, Davi parou de orar a Deus, dizendo que não adiantaria mais seu jejum e oração, pois não poderia trazê-la de volta. Sabia que seus rogos só poderiam interferir sobre a vida, nunca sobre a morte. 

Lucas 16:19-31  —  Aqui Jesus conta a parábola do homem rico e do mendigo Lázaro, ensinando didaticamente que não se pode mudar o destino de alguém que já morreu.
 
 
6.1.1 Como fugir do purgatório
 
 
Segundo ainda o entendimento católico-romano, o tempo em que uma pessoa vai permanecer no purgatório pode ser reduzido de três maneiras: 
 
a) Amigos e parentes “intercederem” por esse fim (1 Tm2:1); 
 
b) Rezando missas em benefício dessa alma;  
 
c) Dando-se esmolas com a intenção de diminuir o sofrimento dessa alma. É o mesmo que “jogar água nas chamas”. Dessa forma, segundo a Igreja Romana, “como a água apaga o fogo mais violento, a esmola lava o pecado.”
 
 
6.1.2  Refutação Bíblica
 
 
A simples ideia da existência do purgatório já é um desrespeito à obra perfeita de Cristo, na cruz. Entendemos, então, que Jesus, lá no céu, não consegue interceder, uma vez que a chave do Purgatório está nas mãos do Papa. Esses disparates provêm de um erro da teologia católico-romana, que ensina que a obra expiatória de Jesus Cristo satisfez a pena devida aos pecados cometidos antes do batismo e não daqueles que foram cometidos depois.
 
Para desmoronarmos totalmente essas colunas, relacionamos algumas passagens bíblicas: João 8:32,36 e 5:24 - Romanos 8:1 e 5:1,2 - 1 João 2:1 - Apocalipse 14:13  - 2 Coríntios 5:8  e  1 João 1:7,9.
 
O que a Igreja Católica Romana chama de “Purgatório”, a Bíblia chama de “Gehenna” (inferno), que é um lugar de suplício eterno, de onde não se sai mais. Lucas 16:19-31 mostra que nada pode ser feito em favor dessas pessoas, vindo depois apenas o juízo (Hebreus 9:27), quando serão julgados e condenados ao lago de fogo. O purgatório do cristão é o sangue de Jesus Cristo.
 
 
6.2  Livros Apócrifos
 
 
Recebem esse nome os livros que foram acrescentados à Bíblia pela Igreja Católica Romana, com fins político-religiosos, em 08 de abril de 1546, no Concílio de Trento, como uma oposição à Reforma Protestante que estava recém começando. São eles: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Macabeus I e II. O livro de Daniel sofreu alguns acréscimos.
 
Todos esses livros, apesar de terem sido escritos durante o período interbíblico (Malaquias a Mateus), foram acrescentados ao cânon do Antigo Testamento, embora nunca terem sido reconhecidos pelos teólogos judeus como livros inspirados, nem citados por Jesus e nem pelos escritores do Novo Testamento.
 
 
6.2.1  Divisão da Bíblia Hebraica
 
 
O Antigo Testamento, ainda hoje, está dividido em três partes: Lei, Hagiógrafos (Escritos Sagrados) e Profetas. Segundo Flávio Josefo, escritor da época de Cristo, essa era exatamente a divisão da Bíblia existente no primeiro século. Essa também é a divisão que aparece em Lc 24.44, sendo que o nome "Salmos" representam os livros Hagiógrafos.
 
Uma simples análise nos livros apócrifos comprova que são livros contraditórios e cheios de heresias. Vejamos algumas delas:
 
a) Tobias: Há diversos fatos que mostram que ele não é inspirado: a cegueira esquisita (2:10-18); a história de um demônio ciumento (3:7-8); a errônea doutrina de que esmolas livram do pecado e da morte (4:10-12), quando a Bíblia diz que não podemos ser salvos através das obras (Efésios 2:8-10, Isaías 41:24 e Tito 3:3-5). Fala de um anjo mentiroso (5:5,18-21); de outro que ensina a feitiçaria (6:1-9), e ainda de um que diz que esmolas livram do pecado e da morte (8:1-3 e 12:6-10). Põe Senaqueribe como filho de Salmaneses, no lugar de Sargão II (1:15). Erros grosseiros.
 
b) II Macabeus: Este livro fala sobre uma coleta para orar por mortos; 14:37-46 exalta o suicídio e em 15:38-39 o escritor pede desculpas pelos próprios erros. Como poderia um livro ser inspirado se contém erros? Outra coisa: esse livro foi escrito em grego, ao invés de hebraico, a língua utilizada em todos os livros do Antigo Testamento, o que prova que o livro foi escrito durante o Novo Testamento. No livro, Judite reporta-se à Babilônia de 626 a 668 aC. Como poderia ser verdade, se nesse momento não há notícia da propagação dos gregos? Além desses fatos, pais da Igreja Católica, como Agostinho e Jerônimo eram contrários aos livros apócrifos. Como, pois, tais livros poderiam ter sido incluídos na Bíblia?
 
Foram muitos os livros apócrifos sugeridos para fazerem parte de uma “nova” Bíblia, porém apenas sete foram aprovados pelo Catolicismo em 1546, no Concílio de Trento, após intensa controvérsia, chegando a causar, inclusive, lutas físicas e muito debate.
 
Além desses sete livros acrescentados, outros livros canônicos já existentes receberam complementações, a partir da visão do Clero dessa época: Ester, Jeremias e Daniel. Entre muitos outros, também passaram por julgamento os livros Esdras I e Esdras II, Oração de Manassés, e alguns outros Evangelhos, mas não foram aprovados.
 
 
6.3  Batismo Infantil
 
 
Embora  os  católicos  tratem  o  batismo como um “sacramento”, a Bíblia ensina que é apenas uma ordenança para aqueles que receberam a fé e se arrependeram. Está relatado em vários lugares do Novo Testamento. (Mateus 3:1-11, Atos 2:38, Romanos 6:4 e Colossenses 2:12)
 
Outra diferença é que os católicos batizam as pessoas quando são ainda bebês, apenas aspergindo-lhes água sobre a cabeça, enquanto que a Bíblia fala em “mergulhar” nas águas. De acordo com o texto de Marcos 16:16, a pessoa tem que crer para depois ser batizada, o que não poderia acontecer com os bebês católicos. 
 
Como o bebê não pode crer, os católicos então explicam que os pais e os padrinhos assumem qualquer compromisso em nome do bebê. Como comentar tal disparate, se a própria Bíblia diz que a salvação é individual (Ezequiel 18:20). Por outro lado, não há um só registro bíblico de batismo; ao invés disso, o que aparece são as crianças sendo apresentadas ao Senhor, no oitavo dia de vida. Jesus, por exemplo, foi apresentado no templo no seu oitavo dia de vida (Lucas 2:25-34), porém só se batizou nas águas quando tinha 33 anos de idade. (Lucas 3:23)
Dessa forma, fica a reflexão: para sermos salvos duas coisas são necessárias: a crença e o batismo; para sermos condenados, basta uma: a descrença. 
 
 
6.4  Salvação pelas obras
 
 
Outra balela criada pela Igreja Católica. Se a salvação dependesse dos nossos esforços, das coisas boas que fazemos, para quê Jesus morreu na cruz, então? Nossas ações dispensariam  a graça de Deus!  (Efésios 2:8-10 e Tito 2:11)
 
Também falam de fazer penitência (sacrifício) para pagamento dos pecados cometidos. Aqui entram as promessas mal programadas: se eu me curar, irei até Porto Alegre a pé. 
 
O apóstolo Paulo ocupa todo o capítulo 4 de Romanos justificando e provando, à luz das Escrituras, que a salvação é pela fé, e não pelas obras. (Rm 5.1) (Hebreus 2:4)
Colossenses 2:13,14  —  Jesus cravou nossos pecados na cruz do Calvário;
 
Atos 3:19 —  Arrependimento e conversão apagam os pecados;  “Você não é salvo porque faz boas obras, mas faz boas obras porque é salvo.”
 
Efésios 2:8-10  —  “É pela graça que sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus e não das obras, para que ninguém se glorie.” 
 
Tito 3:3-5 — “Outrora éramos insensatos [...] mas quando apareceu a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo.”
 
Romanos 3:20,28 — “Ninguém será justificado diante dele [Jesus] pelas obras da lei; [...] Concluímos que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei.”
 
Isaías 41:24 e 64:6 —  “Sois menos do que nada, e a vossa obra é menos do que nada; abominação é que nos  escolhe. [...] todos os nossos atos são como  trapo de imundície; todos nós caímos como a folha e os nossos pecados como um vento nos arrebatam.”
 
Gálatas 2:16  —  “[...] O homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo [...] Pelas obras da lei ninguém será justificado. Todos aqueles que são debaixo das obras da lei estão debaixo de maldição [...] É evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, pois o justo viverá da fé.” 
 
 
CAPÍTULO VII
CRONOLOGIA DAS HERESIAS CATÓLICAS
 
 
Como já nos referimos antes, a partir de certa época as tradições passaram a ser implantadas através de reuniões comandadas pelo papa da época, viabilizando novos sistemas de cobranças e formas de controle político e religioso da população. A seguir registramos as principais alterações feitas pelo catolicismo romano à Bíblia, resultado do processo de paganização da Igreja. 
 
197  -  O Bispo Zeferino inicia movimento herético contra a divindade de Cristo;
217  -  Calixto torna-se Bispo de Roma e leva a Igreja para mais longe de Cristo;
320  -  Uso de velas;
370  -  Cultos a santos, com altares, incenso e paramentos (influência pagã);
381  -  Culto a Maria
386  -  Instituído o Celibato Clerical para Roma, por J.Sirício, Bispo de Roma.
400  -  Paulino de Nola cria a oração pelos mortos e o sinal da cruz feito no ar;
431  -  Maria é proclamada “Mãe de Deus”;
503  -  Aparecimento da “Doutrina do Purgatório;
593  -  Gregório, o Grande começa a ensinar a “Doutrina do Purgatório” 
608  -  Introduzido o governo do papado;
609  -  Bonifácio IV confirma o Culto a Maria e invocação de santos e anjos;
670  -  Papa Vitélio passa a rezar missa em Latim, uma língua morta;
741  -  Início da doutrina da “Infalibilidade Papal”;
758  -  A confissão a sacerdotes é introduzida na Igreja por religiosos do Oriente;
787  -  Introduzido o uso de imagens de santos e suas relíquias (Concílio de Nicéia);
803  -  O Concílio de Magungia estabelece as festas pela “Assunção de Maria”;
880  -  Introduzida a canonização de santos;
998  -  Cria-se o “Dia de Finados” e o período da “Quaresma”;
1000  -   A missa passa a ser chamada de “Sacrifício”;
1000  -  Organizam-se romarias e procissões;
1074  -  Celibato é imposto como obrigação vocacional, (Papa Gregório VII)
1076  -  Hildebrando VII estabelece a “Infalibilidade da Igreja”;
1090  -  Pedro, o Ermitão, cria o “Escapulário”;
1095  -  Urbano II estabelece as “Indulgências Plenárias”;
1100  -  O pedido de missa e culto aos anjos passa a ser pago;
1115  -  A confissão a sacerdotes passa a ser considerada “Artigo de Fé”;
1125  -  Aparecem as primeiras ideias da “Imaculada Conceição de Maria”;
1123  -  Celibato de sacerdotes;
1164  -  Pedro Lombardo estabelece os 7 sacramentos, substituindo os 2 de Jesus;
1186  -  A “Santa Inquisição” é implantada pelo Concílio de Verona;
1190  -  É iniciada a venda de “Indulgências”;
1200  -  São Domingos (chefe da Inquisição) começa a usar o “Rosário”;
1215  -  A transubstanciação é transformada em “Artigo de Fé”;
1220  -  É iniciada a prática de adoração à “Hóstia”;
1222  -  Proibida a leitura da Bíblia (Concílio de Tolosa)
1226  -  Passou-se a levantar a hóstia e usar campainhas nas missas;
1229  -  O Concílio de Tolouse, através Gregório X, oficializa a “Santa Inquisição”;
1232  -  Passa a ser proibido aos leigos a leitura da Bíblia;
1264  -  Urbano IV introduz as festas de “Corpus Christi”;
1303  -  A salvação só é encontrada através da Igreja Católica Romana;
1311  -  Introduzida a “Procissão do Divino Sacramento” e a “oração “Ave Maria”;
1414  -  A comunhão, só com a hóstia; só o sacerdote usa o vinho;
1415  -  Resolvido que só os sacerdotes poderiam celebrar missas;
1439  -  São oficializados os “Sete Sacramentos” 
1439  -  Aprovada a doutrina do purgatório, no Concílio de Florença;
1546  -  A tradição católica passa a ter autoridade semelhante à da Bíblia;
1549  -  Confirmada a doutrina do purgatório, no Concílio de Trento.
1562  -  Oficializado o “Culto aos Santos”, e a missa vira “Oferta Propiciatória”;
1573  -  Decretada a Infalibilidade Papal;
1573  -  Os livros apócrifos são anexados compulsoriamente à Bíblia já existente;
1854  -  Define-se o dogma da “Imaculada Conceição de Maria”;
1864  -  Declara-se a “Autoridade Temporal” do papa;
1870  -  A “Infalibilidade Papal” transforma-se em dogma;
1950  -  Decretada a Assunção de Maria (artigo de fé)
 
 
CAPÍTULO VIII
IDOLATRIA
 
 
A Igreja Católica Romana reage asperamente, quando se diz que eles adoram imagens, etc. Se prostrar-se diante de um ser vivo ou representado por estátua, dirigir-se a ele em orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor não for adoração, fica difícil saber o que eles entendem por adoração. Tentam maquiar as coisas com a palavra “veneração”, mas querer chamar a tudo isso de venerar é subestimar a inteligência dos seus semelhantes.
 
Parece até combinado entre eles, pois quando são questionados sobre isso, contam uma historinha de que assim como a gente gosta de guardar a foto da esposa e dos filhos na carteira, para de vez em quando dar uma olhadinha, assim também fazem os católicos: possuem imagens para poderem “dar uma olhadinha”, quando tiverem saudades de um santo, de uma “Nossa” Senhora, etc. 
 
O Pr. Silas Malafaia, numa de suas pregações, disse que certa feita um padre lhe perguntou se ele não tinha esse costume de manter fotos de familiares na carteira, ao que prontamente respondeu:
 
“Realmente, eu mantenho fotos dos meus filhos e da minha esposa na carteira, e também confesso que de vez em quando dou uma olhadinha para matar a saudade deles, mas nunca me lembro de ter me ajoelhado diante dessas fotografias, nem de ter pedido que elas me atendessem num pedido, ou para me fazerem um milagre.”
 
O Concílio Vaticano II, em seu item 67, manda que se observe religiosamente o que foi decretado sobre o culto das imagens de Cristo, da Bem-aventurada Virgem e dos Santos.”
 
E eles ainda querem negar que fazem isso!!! Veja essas verdades bíblicas:
 
a) Pedro e Paulo, que são canonizados pela Igreja Católica (não foram consultados), condenaram, na Bíblia, a veneração devotada a eles. (Atos 14:15 e Atos 10:25,26)
 
b) Não devemos nos prostrar diante de criaturas. (Apocalipse 19:10 - Filipenses 2:8-10)
 
c) Não acenda velas ou incenso. (Isaías 44:10,11 e Jeremias 1:16)
 
d) Devemos orar somente a Deus. (Mateus 6:6 - João 14:6 - João 15:16)
 
e) Mortos não intercedem por vivos. (João 3:13 - 2 Samuel 12:22,23 - Zacarias 10:2)
 
f) Deus condena veneração de imagens, estátuas, rezas, procissão, oferendas,  amuletos... (Dt 4:16 - Êx 20:4-7 - Is 45:20 - 1 Jo 5:21)
 
 
No ano 610, o papa Bonifácio IV celebrou pela primeira vez a Festa a Todos os Santos, substituindo o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo "cristão", para que as relíquias dos santos fossem ali colocadas, inclusive de Maria. Dessa forma, o culto aos santos e a Maria substituiu o dos deuses e deusas do paganismo.
 
 
8.1  A Bíblia incentiva culto a imagens?
 
 
Veremos alguns textos bíblicos usados pela Igreja Católica para justificar o seu uso de imagens. O problema é que eles procuram apenas um texto isolado, mas como não têm um bom manejo bíblico, eles ignoram o contexto. É aí que nasce a heresia, pois Deus condena veementemente a adoração a imagens e estátuas feitas pelas mãos dos homens. 
 
 
a) A serpente de bronze
 
O texto que está em Números 21:8, mostrando Deus mandando Moisés fazer uma serpente de bronze, dizendo que todo aquele que fosse mordido por uma serpente do deserto e olhasse para essa escultura a ser fabricada, seria curado. 
 
É preciso que se diga que o próprio Jesus (João 3:14) faz menção a essa serpente como uma figura profética d’Ele, o Messias que viria para salvar o Povo de Deus. Assim que o povo optou por venerar a essa imagem da serpente, como se ela fosse um deus, ela foi destruída imediatamente, pois não era essa a sua finalidade.
 
b) Os querubins da Arca da Aliança
 
Outro texto bíblico que os teólogos católicos-romanistas usam como justificação para a sua tendência idólatra é 1 Reis 6:23-28  e Êxodo 25:18-20, que mostram a confecção da Arca da Aliança, no deserto, que ficava no lugar chamado “Santo dos Santos”, no Tabernáculo móvel. Junto a ela foram esculpidos anjos querubins. Não sabemos de onde, mas os católicos afirmam que os anjos estavam ali para serem adorados pelo povo. 
 
- Eles estão redondamente enganados. Só o Sumo Sacerdote podia entrar naquele compartimento do Tabernáculo, onde estavam a Arca e os anjos. Isso pode ser comprovado pelo texto explicativo que se encontra em Hebreus 9:3-7; 
 
- Outra comprovação bíblica de que esses anjinhos não estavam ali para serem adorados é que eles mantinham suas faces cobertas pelas próprias asas, num sinal da própria adoração a Deus. Se formos a Apocalipse 19:10 veremos um anjo dizendo a João que não deveria, em hipótese alguma, adorar a um anjo, pois tanto João como eles eram iguais perante Deus.
 
- Não existe uma só passagem bíblica que mostre os israelitas dirigindo orações aos querubins. 
 
c)  Imagens funcionam como fotografias
 
Como já mencionamos, um outro grupo defende a existência de imagens de escultura como se fossem uma fotografia dos dias atuais, uma lembrança visual de um ente querido que já morreu ou a estátua de alguém que deixou um bom exemplo, ao morrer. Chegam a usar o exemplo de Tiradentes. 
 

•  Alguém já viu uma pessoa fazer o “sinal da cruz” e se curvar diante de uma estátua de Tiradentes, de Napoleão, Pedro Álvares Cabral...? Ou já viu alguém “se benzer” diante da fotografia de um avô que já morreu?  

• Deus condena o uso de figuras de homens com esse objetivo. (Deuteronômio 4:16 e Mateus 4:10)

 
 
8.2   A Bíblia condena a idolatria
 
 
Agora, partimos para uma série de refutações bíblicas contra o uso de imagens de escultura, de ídolos de um modo geral. 
 
Deuteronômio 4:16  — Este texto desfaz a ideia de fotografia que os católicos defendem, pois Deus proíbe construir um ídolo, uma imagem de qualquer tipo, figura de homem ou de mulher;
 
Êxodo 20:3-5  —  Deus determina que não haja outros deuses no meio do Seu Povo, e que ninguém os sirva;
 
Números 33:52  —  Deus diz ao Seu Povo que expulsaria todos os povos vizinhos e destruiria suas imagens esculpidas, fundidas e seus altares a deuses estranhos;
 
Levíticos 26:1  —  Deus determina ao Seu Povo que não crie ídolos, nem imagens de escultura, estátuas, nem inclinar-se diante delas em adoração, pois só Ele é o Senhor;
 
Deuteronômio 27:15  —  Deus diz que são malditos os homens que fabricarem tais imagens, colocando-as em lugares ocultos.
 
Êxodo 20:4  —  Deus proibindo fabricação de imagens que lembrasse qualquer vivente dos céus e debaixo da Terra e de debaixo das águas;
 
Mateus 4:10  —  Jesus, no deserto, diz para Satanás que só a Deus  serviremos e a mais ninguém.
 
Isaías 42:8  —  Pela boca de Isaías, Deus diz que Ele é o Senhor e que não daria Sua glória a ninguém, muito menos o Seu louvor para as imagens de escultura;
 
Deuteronômio 5:8-9  —  Deus determina que ninguém se curve diante das imagens, nem as sirva, uma vez que só Ele é o Deus Zeloso do Seu Povo. O Senhor chega a dizer que visitaria até a terceira e quarta gerações dos filhos daqueles que Lhe aborrecessem.
 
Jeremias 10:3-5  —  Deus diz que os ídolos esculpidos em madeira não passam de vaidades dos seus escultores (artistas), comparando tais esculturas aos espantalhos que não falam, precisam que alguém os leve aos lugares. Deus aconselha que ninguém tenha medo dessas estátuas, pois não conseguem fazem nem o mal e nem o bem;
 
Isaías 45:20  —  Deus diz que nada sabem os que conduzem imagens de madeira ou de barro em procissões, rogando a um deus que não pode falar;
 
Isaías 30:22 e Deuteronômio 7:5,25 — Deus ordena que joguem fora as imagens, como se fossem um pano imundo. Devem derrubar os altares queimando aquelas que forem esculpidas em madeira. E não poderão querer ficar com o ouro e a prata utilizados na confecção dessas estátuas, como era costume. Tudo teria que ser destruído;
 
1 Coríntios 10:19-20 — Paulo explica que as pessoas que sacrificam a ídolos, sem o saber, estão sacrificando a demônios.
 
Habacuque 2:18-19 — O profeta ensina que imagem de escultura é obra de homem, sem poder divino algum. E ainda diz: Ai daqueles que tentam se comunicar com esses ídolos sem espírito. 
 
Isaías 41:29  — O profeta diz que as imagens esculpidas e fundidas não passam de vento e confusão, pois não acrescentam nada de bom. 
 
Salmo 115:4-8  — O salmista ensina que os ídolos são obra das mãos humanas: têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; som algum sai de sua garganta. O salmista vai mais longe, dizendo que quem os faz e neles confia, tornam-se semelhantes a eles;
 
Jeremias 10:14-15  — Deus ensina que quem fabrica essas imagens o faz por pura vaidade, e a seu tempo o seu castigo será a morte.
 
 
8.3  Os Santos Católicos
 
 
O Pr. Edino Mello, na sua coleção literária “Ferramentas”, relaciona uma série de esquisitices católicas que estão registradas na história, inclusive com os “santos canonizados”.
 
a) Padre jesuíta José de Anchieta: Beatificado pelo Papa João Paulo II, ele foi o carrasco responsável pelo enforcamento do Pr. Jean Jacques le Balleur (1567), no Rio de Janeiro, e ainda acusado de espancar mamelucos e escravizar índios. Essas informações vêm do ex-padre Dr. Aníbal P. dos Reis.
 
b) O uso da “água benta”: Começou com Alexandre I (108-177). Segundo a crença católica, com ela obtém-se graças, expulsa-se demônios, etc. Perguntamos: O que será que acontece se uma mosca cair numa tigela de água benta? A água ficará contaminada ou a mosca virará uma santa? Fica outra pergunta: Para quê usar água benta, se Jesus nos dá a água viva? (João 7:37,38 e Apocalipse 21:6)
 
c) Sinal-da-Cruz:  Historicamente, o sinal-da-cruz substitui o ritual egípcio de mistérios, que tem o nome de Tau. Para outros, sua origem está ligada ao modo dos cristãos identificarem-se na Igreja Primitiva. Fica a pergunta: Que poder teria um sinal da cruz? O sangue de Jesus é que tem poder (1 João 1:7)
 
d) Crucifixo: O crucifixo passou a aparecer, no altar, no século XI. Este símbolo tão utilizado e exibido pelos católicos, ao invés de bênção, representa maldição! (Gálatas 3:13). Pense conosco: você faria uma réplica do carro onde morreu seu filho ou seu irmão, e o usaria no pescoço, como se fosse um troféu a ser lembrado? O crucifixo é o congelamento e a perpetuação da hora do poder das trevas (Lucas 22:53). A cruz já está vazia. O importante para nós é Jesus, que já saiu dela, está ao lado de Deus Pai  e vive para sempre. 
 
e) Velas: Por que precisamos acender velas para santos ou pela alma de pessoas falecidas? Se estamos procurando pela luz que ela provoca, isso sugere que a pessoa está nas trevas! Pense conosco: Se essa pessoa estivesse com Deus, que é luz, ela precisaria de iluminação? Assim, se a pessoa não está com Deus, com quem será que ela está?  Outra pergunta: Será que a vela vai conseguir algum feito milagroso para essa pessoa? Se conseguisse, não seria melhor utilizar luz laser, que é bem mais potente?
 
f) Rezas a santos: Se rezas dessem certo, o melhor seria que rezássemos por São Moisés, São Abraão, São Elias, São Davi, pois esses santos, sim, pertencem à Bíblia! São valorosos personagens dela! Existem casos de santos famosos que nunca existiram, sendo apenas mitos. E as pessoas gastam tempo, velas, fazem promessas, oferendas... Olhe o São Jorge, por exemplo:  é um ser mitológico, nunca existiu!  Imagine o dragão dele? Você já viu algum dragão voando por aí?  E se são santos mesmo, por que são utilizados ao lado de orixás, na promoção de feitiçarias? O que esses santos fazem em terreiros de macumba? Água e azeite; Luz e trevas; O bem e o mal. (Isaías 5:20 - 1 João 1:5 - 1 Coríntios 10:19,20)
 
g) Bíblia Católica e imagens: A própria Bíblia utilizada pelos católicos, a Bíblia de Jerusalém, refere-se aos ídolos e estátuas como “obra ridícula e mentirosa” (Jeremias 10:14,15). Em 1968, um maluco entrou na Basílica de Aparecida e quebrou a sua imagem em 165 pedaços. A imagem foi refeita por uma artista plástica do Museu de Artes de São Paulo. Agora, a imagem é guardada numa redoma de vidro à prova de bala. A pergunta é a seguinte: Por que a Senhora Aparecida não se defendeu, no momento do ataque? Se ela, agora, precisa ser protegida por uma blindagem, o quê dizer dos seus seguidores? Se ela não consegue nem cuidar de si mesma, como poderá cuidar dos seus seguidores? Os fiéis, agora, se ajoelham diante de 165 cacos colados? Que poder têm esses cacos? (Isaías 44:11-20 - Deuteronômio 4:16,17)
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
 
MELO, Edino. A Bíblia: religiões, seitas e heresias. Coleção Ferramenta, Vol. II. Campinas, Transcultural Editora, 2005.
 
MELO, Edino. A Bíblia: Religiões, Seitas e Heresias. Série “Ferramentas”, Vol. I. Campinas: Transcultural Editora, 2005. 
 
OLIVEIRA, Raimundo F. de. Heresiologia: discernindo entre a verdade e o erro. Campinas: Editora Eetad.
 
DA SILVA, Ezequias Soares. Seitas e Heresias. Lições Bíblicas, 2º Trimestre de 1997. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1997.
 
GILBERTO, Antônio. Religiões,seitas e doutrinas falsas. Lições Bíblicas, 4º Trimestre de 1992. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1992.
 
www.bianko.com.br. O martírio dos apóstolos. Pesquisado em 13/11/2012.
 
 
 
 

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 19/09/2013

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