A história do Louvor

 

 

A HISTÓRIA DO LOUVOR

 

 

 

 

A música no culto no Antigo Testamento

 
 
Em gênesis 4:21 lemos que Jubal “foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta”. Abraão veio de Ur da Caldéia. Tumbas reais, encontradas ali, datadas de 3500 a 3200 a.C. mostram diversas harpas e um mosaico que representa uma mulher a cantar, acompanhada de harpa.
 
Quando Abraão foi ao Egito, encontrou lá um povo já versado em música. Seus instrumentos eram harpas, liras, guitarras, bandolins e flautas, simples ou duplas. O tamboril e a harpa foram mencionados em referência a Jacó e Labão. O uso de instrumentos e cânticos é mencionado no livro de Êxodo, quando Moisés, Arão e Miriã conduziram o povo hebreu em sua retirada do Egito.
 
A música desempenhou um relevante papel ma vida do povo hebreu, alcançando, talvez, a sua maior influência sob Samuel. O máximo prestígio foi atingido como o rei Davi, o suave cantor de Israel. Cada vez mais a música se incorporou ao culto dos hebreus.
 
Em Crônicas há muitos pormenores que revelam a função primordial da música no serviço divino. O coro e a orquestra do templo perfaziam quatro mil figurantes, que eram treinados e conduzidos em 24 divisões por Asafe, Hemã e Jedútun. Artistas consumados e noviços eram empregados em conjunto, de maneira que era mantida a tradição correta, enquanto os novos músicos eram treinados para ocupar o lugar dos antigos.
 
Só o cativeiro fez calar os cânticos dos hebreus. Foi realmente um dia triste quando, em desespero, eles “penduraram suas harpas nos salgueiros” e se lamentaram: “Como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?”  O povo necessitava de cânticos nesse momento.
 
 
 
A música no culto no Novo Testamento
 
 
 
Os anjos anunciaram o nascimento de Cristo com cânticos. Nunca poderemos separar os cânticos da presença de Cristo. Antes de Ele nascer, Maria cantou o seu belo Magnificat. Após Seu nascimento, Simeão O adorou com o Nunc Dimittis (Lc 2:29). Em dias de angústia, Jesus encontrou música em casa de Jairo. Ele falou de música ao contar a Parábola do Filho Pródigo que voltou para casa. Mais tarde, Jesus ouviu cânticos quando entrou em Jerusalém. Por fim, Ele se reuniu aos discípulos no cântico de um hino antes de subir ao Monte das Oliveiras.
 
Lemos com frequência no Novo Testamento sobre a música no culto. Paulo e Silas cantavam na prisão. Aqui está o conselho de Paulo aos colossenses: “A Palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vosso coração.” (Colossenses 3:16). Tiago, o irmão de Jesus, ensinava: “Está aflito alguém entre vós? Ore. Está alguém contente? Cante louvores.” (Tiago 5:13)  A Bíblia termina com música. O livro de Apocalipse fala de harpas, trombetas e cânticos, reunidos num coro de aleluia ao Senhor.
 
 
 
Os primeiros hinos cristãos
 
 
 
Hino é o nome que se dá ao cântico de louvor a Deus. Os cristãos primitivos usavam o saltério nos cultos. O cântico de hinos era utilizado em todos os seus cultos. Um antigo escritor chamado Plínio, disse: “Os cristãos primitivos costumavam reunir-se aos primeiros alvores do dia e cantar um hino a Cristo e a Deus, com vozes intercaladas, uma após a outra.”  Tertuliano, Eusébio, Caio, Filo, todos mencionaram o uso de hinos e salmos pelos cristãos primevos.
 
O primeiro hinário cristão das igrejas ocidentais foi preparado por Hilário da Gália, cerca de 350 da Era Cristã. Outro escritor nomeado foi Ambrósio (340-397), que foi chamado de Pai dos cânticos religiosos. Seus cânticos eram antifônicos, congregacionais e melodiosos.
 
Do mesmo modo que a prédica, o lugar reservado ao canto de hinos tem flutuado, ora em maré alta, ora em maré baixa. Seu fastígio ocorreu em Edessa, na Ásia Menor, no século III; em Milão, na Itália, sob a orientação de Ambrósio, no século IV; durante as Cruzadas, com os cânticos levados por músicos da corte e trovadores; continuou através da Reforma e da Guerra dos Trinta Anos, na Alemanha; durante os dias de Watts e Wesley, na Inglaterra, e de Lowel Mason na América do Norte.
 
 
 
A música na Idade Média
 
 
 
Seiscentos anos de trevas. Como foram tenebrosos aqueles dias em que a superstição e a ignorância predominavam. Os operários eram escravos dos ricos. A única e pálida luz restante bruxuleava nos mosteiros. 
Daquele pequenina réstia nos veio o hino “Estás Cansado”. Alguns nomes são familiares aos historiadores da música, como Teodoro, Bernardo de Clairvaux e Bernandro de Cluny. Mesmo envolto pelas trevas da ignorância, o povo cantava.
 
 
 
Os hinos da Reforma
 
 
 
Houve grandes prédicas durante a Reforma. Ouso de cânticos foi, porém, maior. “Castelo Forte”, de Luther, foi o padrão, iluminando caminhos. Gregório retirou os cânticos das mãos do povo e os pôs nas mãos dos clérigos. Lutero os fez retornar ao seu devido lugar.
 
Seus hinos se transformaram nas armas de Deus para a Reforma. Lutero teve a colaboração de Nicolai, Adolphus, Rinkart, Von Zinzendorf e Gerhard.
 
 
 
A hinódia inglesa
 
 
 
A hinódia inglesa mostra a transição entre o salmo e o hino. A rainha Mary condenou os salmos. A rainha Elizabeth, porém, procurou encorajar e promover os cânticos.
 
Logo no primeiro período, surgiram escritores como George Whittier, Herrick, Jeremy Taylor, Grossman, John Austin, John Mason e Benjamin Keach (batista).
 
O último período foi representado por Isaac Watts (1674-1748), denominado o “pai da hinódia inglesa”. John e Charles Wesley o seguiram. As Escolas Bíblicas Dominicais e as classes bíblicas, os reavivamentos e a evangelização de massas fizeram surgir novos tipos de música religiosa, fazendo com que o evangelho se tornasse popular com os cânticos.
 

Por: AUTOR DESCONHECIDO

Publicado em 23/09/2013

Todos os direitos reservados ©elevados.com.br 2013 - 2019