Princípios científicos na Bíblia

 

 

PRINCÍPIOS CIENTÍFICOS

NA BÍBLIA

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 


Logicamente, a Bíblia não é um livro de científico, mas a Palavra de Deus, usando uma linguagem popular e ao alcance dos leigos. Porém, como a Bíblia registra todas as coisas desde a criação do mundo, ela exibe fatos históricos e verdades anteriores a qualquer tentativa científica.

Veja o que esse pensador nos sugere:

 

A marcha de todas as coisas é do mais alto para o mais baixo.[...] o perfeito produz o imperfeito, que novamente se torna perfeito (como o ovo leva ao pássaro e o pássaro leva ao ovo), numa sucessão interminável. Já que a sequência não nos leva a nenhum início, não é razoável ver a origem fora da sequência? A mente criou a matéria, ou a matéria criou a mente? Quem veio antes, o quadro ou o pintor? A inteligência surge da não-inteligência ou ela sempre usa inteligência para produzir a inteligência? (C.S.Lewis)

 

 

CAPÍTULO I  —  A BíÍBLIA À FRENTE DA CIÊNCIA

 


Os estudiosos da Bíblia que também estão “ligados” na evolução da Ciência, comprovam que quando um fato novo é descoberto pelos homens, seu princípio já está na Bíblia há muito tempo!  É como disse Lewis, acima:
“Quem veio antes, o quadro ou o pintor?” 

Vamos relacionar alguns fatos desses:

 

 

1.1  A Terra é redonda

 


No século X Al-Biruni concluiu que o nosso planeta é uma esfera, quando criou um sistema de latitudes e longitudes. Antes, na Bíblia:

Salomão sabia isso no século X antes de Cristo (Provérbios 8:27);

Isaías também sabia disso no século VIII antes de Cristo (Isaías 40:22);

Jesus falou da rotação da Terra e de fuso-horário (Lucas 17:34-36).

 

 

1.2  Astronomia e Astrofísica

 


As estrelas e os corpos celestes começaram a ser estudados a partir da descoberta do telescópio em 1608, pelo holandês Hans Lippershey:

menciona a expansão vazia nos céu (Jó 26:7) 1520 anos antes de Cristo;

Abraão fala do número incalculável das estrelas (Gênesis 15:5),1900 anos antes de Cristo;

Jeremias repete uma fala parecida (Jeremias 33:22), 590 anos antes de Cristo.

 

 

1.3  Oceanografia e Mineralogia

 

 

A forma de medir a temperatura elevada no interior da Terra e a existência de montanhas no fundo dos oceanos só seria descoberto em 1620 e só comprovado com o aparecimento dos submarinos.

fala da temperatura do interior da Terra (Jó 28:5) há 1.500 anos antes de Cristo;

Jonas fala dos fundamentos dos montes sob as águas ,860 anos a.C (Jonas 2:6);

Davi fala dos fundamentos do mundo, sob as águas, 1.020 anos a.C. (2 Samuel 22:16);

Davi fala dos caminhos do mar, sob as águas, 1.018 anos a.C. (Salmos 8:8).

 

 

1.4  Física Gravitacional

 


Como se sabe, o físico Einstein é quem desenvolveu a Teoria da Relatividade, na Inglaterra, no século passado.

fala do suporte gravitacional do planeta (Jó 26:7), 1520 anos antes de Cristo;

fala da gravidade dos oceanos (Jó 38:8-11), 1520 anos antes de Cristo;

Provérbios fala do limite até onde vão as ondas, na praia (Pv 8:29) mil anos a.C.

 

 

1.5  Leis sobre saneamento

 


A orientação asséptica de nos lavarmos em águas correntes foi descoberta pelo Dr. Joseph Lister no século 19, e depois é que descobriu-se que a vida está no sangue.

Levíticos já orientava sobre assepsias (Levíticos 15:13);
Números 19 também orienta para isso (Números 19:14-17);

 


1.6  Mentes brilhantes e Deus

 

 

Eis os nomes de alguns cientistas brilhantes que declararam a sua necessidade de Deus.        

              Galileu Galileiu (1564-1642) ? heliocentrismo
              J. Kepler (1571-1630)  ?  Mecânica celeste
              B. Pascal (1623-1662) ? Hidrostática
              Newton (1642-1727 ? Cálculo
              G.Mendel (1822-1884) ? Genética
              L.Pasteur (1822-1895) ? Bacteriologia
              William Ramsay (1852-1916) ? Química Isotópica

“A verdade absoluta pode ser conhecida porque o Absoluto se tornou concreto na história, na pessoa de Jesus.”  (A.Fernando)

A crucificação de Cristo embasa a pregação como verdade ancorada na História (At 2:36) que por Ele será julgada (At 17:31). A Palavra se tornou carne e viveu entre nós. Em João 1:14 o grego kenoõ significa que Jesus literalmente montou seu tabernáculo entre os homens.” (F.F.Bruce)

“A pregação (kerygma) está repaldada nesta historicidade de Jesus, sem questionamentos.” (C.H.Dodd)           

 

 

CAPÍTULO II  —  AUTENTICIDADE CIENTÍFICA

 

 

2.1  A criação do mundo

 

 

Enquanto a Ciência desenvolve teorias como a do Big Bang, a Bíblia coloca Deus como a mente que está por trás de tudo, mas tudo mesmo, até essa tal explosão cósmica chamada Big Bang, se é que existiu. (Gênesis 1.1)

Se observarmos atentamente, a Bíblia apresenta os acontecimentos numa ordem cronológica perfeita (Gênesis 1:21,26,27), conforme a primeira Lei da Termodinâmica, mostra que o universo está esgotando sua energia utilizável (Salmo 103:25-27), conforme a segunda Lei da Termodinâmica. Conforme a Arqueologia, a Bíblia apresenta o homem como a última coisa criada (Gênesis 1:26), sendo que os mesmos elementos constitutivos do corpo humano são encontrados na terra. Mais uma? A evaporação, condensação e precipitação da água (Eclesiastes 1:7) mostram que as águas retornam para a sua fonte, pela comprovação científica metereológica.

 

 

2.2  Documentos do Novo Testamento

 


Toda a explanação colocada neste item é baseada no trabalho do Pr. Edino Mello, exposto nos livrinhos da “Série Ferramentas”.

Muitos críticos atacaram a autenticidade dos documentos do Novo Testamento, durante os séculos 19 e 20, que encontrados nos mais diversos lugares.

 

 

2.2.1  Teste Bibliográfico dos manuscritos

 


Esse teste determina que os textos do Novo Testamento que possuímos são os mesmos originalmente registrados.  É considerado, inclusive, o documento historicamente mais exato entre todos os que foram encontrados da Antiguidade. Veja algumas comparações:


a) A famosa “Ilíada” de Homero (800 aC) chegaram até nós com uma lacuna de mil anos entre as duas partes encontradas, em II e III depois de Cristo.

b) Aristóteles escreveu suas obras em 343 aC e a cópia mais antiga que temos é do ano 1100 dC, com um lapso de 1.400 anos.

c) O Novo Testamento possui maior base manuscrita que qualquer outro. Segundo N.Geisler, a soma só de manuscritos em grego é agora de 5.586 e mais de 10.000 em latim.

d) Para se ter ideia, os relatos do Novo Testamento já circulavam nos limites do tempo de vida das pessoas contemporâneas de Jesus (Atos 2:22 e Atos 26:24-26).

 

 

2.2.2  Teste de Evidência Interna

 

 

Esse teste sobre os escritos apostólicos investiga se os mesmos são dignos de crédito; Para F.F.Bruce, o Novo Testamento é o registro inegável de testemunhas oculares e de relatos feitos por eles (Lucas 1:13 e 3:1 – 2 Pedro 1:16 – 1 João 1:3 e João 19:35).

W.G. Kümmel diz que no século I já havia se iniciado a guarda e a cópia dos escritos apostólicos (2 Pedro 3:15,16), que já eram lidos pelos irmãos e usados nas obras missionárias (Colossenses 4:16 e 1 Tessalonicenses 5:27). No ano 130 Papias descreve Mateus, Marcos e Taciano, e em 170 ele editou o “Diatessáron”, que é uma harmonia da vida de Jesus, segundo os Evangelhos.

 

 

2.2.3  Teste de Evidência Externa

 


Esse teste sobre os documentos e arqueologia certifica se existem outras fontes fora do documento bíblico que apoiam a sua autenticidade. No caso do Novo Testamento, temos o testemunho do historiador judeu Flávio Josefo (37-100 dC), Plínio, o velho (111), de Tácito (115), Irineu (180), Eusébio e o Talmude, entre outros.

O grande arqueólogo William F. Albright assegura que a exatidão minuciosa das descobertas arqueológicas corroboram a autoridade dos escritos bíblicos.

 

 

2.2.4   Testemunha Silenciosa

 

 

W.Paroschi informa quem em 1972, o Prof. O’Callaham fez uma descoberta notável, ao trabalhar no fragmento 7Q5 achado nas cavernas de Qumram, próximo ao Mar Morto. Tratava-se de Marcos 6:52 e 53. Depois de uma década de silêncio, após uma análise miniciosa, o documento foi datado no ano 50. Consiste no mais antigo fragmento conservado do Novo Testamento.

Provou-se assim, que os Evangelhos são testemunhos diretos de homens que haviam visto, ouvido e tocado tudo aquilo que relataram: a verdade dos fatos (João 19:35 e 20:31 – Atos 2:22).

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 


MELO, Edino. A Bíblia: religiões, seitas e heresias. Coleção Ferramenta, Vol. II. Campinas, Transcultural Editora, 2005.

LEWIS, C.S. Cristianismo puro e simples. São Paulo: Editora ABU, 1985.

LEWIS. C.S. God is the dock: ensays and theology and ethic. Erdmans, 1970.

LEWIS. C.S. Milagres: um estudo preliminar. São Paulo: Rditora Mundo Cristão, 1998.

 

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 27/11/2013

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