As Igrejas que estão morrendo

 

AS IGREJAS QUE ESTÃO MORRENDO

 

 

 

Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, mas estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.  (Apocalipse 3:1-2)

 

O texto acima faz parte da carta dirigida ao anjo, ou seja, ao pastor da Igreja de Sardes. Entende-se na leitura das cartas dirigidas às Igrejas da Ásia que o conteúdo estende-se à membresia e ao estado da congregação. 

Existem muitas igrejas nos nossos dias parecidas com a Igreja de Sardes, que vivem apenas de fachada, de marketing e de mídia. Pensando nisso, comecei a avaliar o que pode levar uma igreja a adoecer e morrer. Tentei reproduzir aqui o perfil de uma igreja moribunda ou morta e de uma liderança sem vida e imaginando que carta o Senhor Jesus escreveria para nossas igrejas da atualidade ou para as lideranças que aí instaladas?

 

PERFIL DAS IGREJAS QUE ESTÃO MORRENDO

 

• Igrejas que reduzem o tempo destinado à exposição da Palavra e trocam   a Palavra por teatros, jograis e coreografias;

• Igrejas que enfatizam o louvor em detrimento do ensino e desprezam a       centralidade da Mensagem da Cruz;

• Igrejas que acolhem a Teologia da Prosperidade e se empobrecem        espiritual e doutrinariamente;

• Igrejas que dão ênfase exagerada aos dons espirituais em detrimento da   reflexão teológica;

• Igrejas (ditas cristãs) que negam a Trindade como rezam as Escrituras    Sagradas;

• Igrejas que perderam o compromisso com o Evangelismo e Missão;

• Igrejas cujo amor pelas almas foi suplantado pelo amor aos cargos    eclesiásticos e políticos;

• Igrejas cujo sentimento de doação ao próximo foi sepultado pelo    compromisso com seu próprio ego, visão ministerial e projetos;

• Igrejas que trocaram a vida piedosa de oração pela agenda de inúmeras  festas, algumas de caráter judaico, como se sua comunidade fosse    composta de judeus ortodoxos;

• Igrejas que perderam o compromisso com a adoração e a consagração  de seus membros, em nome de uma liturgia oca de significado, vazia,    sem base bíblica;

• Igrejas que dizem possuir ministérios criativos, mas desprezam o  dinamismo do Espírito explícito nas páginas do Livro Sagrado;

• Igrejas que optam pelos pobres em nome de uma teologia que alega l  utar pela igualdade e inclusão social, mas que, se preciso for, pega em  armas para derramar sangue em nome da justiça;

• Igrejas que optam pelos ricos, visando os altos e gordos dízimos, para  em nome de Deus construir catedrais, onde o ofertante pobre fica em pé  ou assenta-se nos últimos bancos;

• Igrejas que defendem o casamento entre homossexuais e o aborto;

• Igrejas que defendem o homossexualismo no sacerdócio;

• Igrejas que tratam o pobre de “irmãozinho” e o rico de “doutor”;

• Igrejas que têm opção preferencial pelos formados, políticos e    celebridades;

• Igrejas que defendem a frouxidão moral frente ao pecado e tentam  alargar a porta que Cristo declarou estreita;

• Igrejas que sob pretexto de contextualização, mundanizam-se e, nem evangelizam e nem se contextualizam de fato, mas perdem seus membros para as práticas mundanizantes;

• Igrejas que priorizam o caixa e não o altar;

• Igrejas que pregam liberdade, mas encontram-se presas a escândalos;

• Igrejas que escondem suas mazelas nos porões da história da  denominação;

• Igrejas que fracassam na ação espiritual, social e doutrinária, porque  deturparam a visão de seus pioneiros;

• Igrejas que vivem de novas “unções”, tais quais: unção da conquista,  unção de ousadia, unção da multiplicação;

• Igrejas que aumentam em número e diminuem em calor humano;

• Igrejas que crescem em patrimônio, mas decrescem em Graça;

• Igrejas que avolumam propriedades, mas perdem a essência de ser  Igreja;

• Igrejas que trocam a Palavra Escrita pela “palavra confessada”;

• Igrejas que pregam cura, mas são doentes doutrinariamente;

• Igrejas que têm destacada expressão na mídia, mas são omissas na    práxis;

• Igrejas que defendem a ortodoxia, mas mentem na ortopraxia;

• Igrejas cuja liderança visa lucro e não o bem estar espiritual do rebanho;

• Igrejas cujos pastores visam a sua permanência perpétua no poder;

• Igrejas cujos líderes promovem os parentes e perseguem e matam os  profetas;

• Igrejas cujos obreiros descobrem no ministério uma fonte de lucro e  desprezam “as mesas”, isto é, o serviço aos santos.

Graças a Deus que mesmo em Sardes ainda há pessoas comprometidas com o Reino e que guardaram as suas vestes sem mancha e que andarão de branco, porquanto são dignas disso.

 

Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Apocalipse 3:4-6)

 

 

AUTOR

Pr. Guedes, 2013

www.estudosgospel.com.br

 

  

Por: Pr. Guedes

Publicado em 23/05/2014

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