As piores burradas após minha conversão

 

AS PIORES "BURRADAS" FEITAS

APÓS A MINHA CONVERSÃO

  

 

Creio que muitos "neopentecostais" viveram alguma coisa dessas relatadas abaixo. Eu mesmo, infelizmente, passei por isso e, ao cair "na real", uma profunda revolta me atingiu, e quis culpar meu Mestre por tamanha imbecilidade. A propósito: mudei o título do texto original. Não era "burrada". A palavra usada era outra bem mais pesada.

A seguir, algumas dessas “burradas” que lembro, aleatoriamente:

 

A ARCA E A OFERTA

 

Em uma campanha na igreja, levei para casa uma ‘réplica’ da Arca da Aliança em papelão, onde coloquei um pedaço de papel com meus pedidos. A tal de arca tinha que ficar em casa por um determinado período, sendo depois devolvida na igreja com uma oferta sacrificial preestabelecida no dia que peguei a mesma. A passagem bíblica que serviu de “base” para isso foi extraída de: 

 

E ficou a arca do Senhor três meses na casa de Obede-Edom, o gitita, e o Senhor o abençoou e a toda a sua casa. Então informaram a Davi, dizendo: O Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto é dele, por causa da arca de Deus. Foi, pois, Davi, e com alegria fez subir a arca de Deus, da casa de Obede-Edom para a cidade de Davi. (2 Samuel 6:11-12)

 

O CAJADO DE MOISÉS

 

Em uma reunião numa outra igreja recebemos um pedaço de pau “ungido” que representava o cajado de Moisés (mediante uma oferta considerável, claro). Com o dito-cujo em mãos, teoricamente tudo o que eu tocasse seria meu. Entrei em uma loja de eletroeletrônicos e saí profetizando a posse de uma geladeira duplex, uma TV 29 polegadas (na época era o máximo), um fogão de 6 bocas, e por aí vai. Obviamente não funcionou. Nota: Só usei o “cajado de Moisés” com fins lícitos (afinal, já era casado). A passagem bíblica de base desta vez foi tirada do livro de Números: 

 

Então Moisés levantou a mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu água copiosamente, e a congregação bebeu, e os seus animais. (Números 20:11)

 

TROMBETA DE CHIFRES

 

Um pastor da mesma igreja pregou que deveríamos circular sete vezes ao redor de tudo o que quiséssemos conquistar. Eu e minha ex fomos até um conjunto de prédios que estava em construção e rodeamos o prédio onde queríamos um apartamento. Circulamos a construção  por sete vezes, sob os olhar curiosos de várias pessoas que lá estavam.  O texto-base sugerido agora era de Josué:

 

Então disse o Senhor a Josué: Olha, entrego na tua mão Jericó, o seu rei e os seus homens valorosos. Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, contornando-a uma vez por dia; assim fareis por seis dias. Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca; e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. E será que, fazendo-se sonido prolongado da trombeta, e ouvindo vós tal sonido, todo o povo dará um grande brado; então o muro da cidade cairá rente ao chão, e o povo subirá, cada qual para o lugar que lhe ficar defronte.  (Josué 6:2-5)

 

OFERTA COM CHEQUE SEM FUNDOS

 

Eu frequentava uma igreja ‘apostólica’ e estava ouvindo um pregador americano que estava sendo transmitido ao vivo pela rádio. Na mensagem, o dito-cujo pediu para raparmos nossas contas no banco e trazermos a oferta no dia seguinte, quando se encerraria aquela campanha. Aos prantos, decidi participar. Fiz um cheque no valor que estava reservado para pagar as contas no fim do mês. Ao chegar à igreja no dia seguinte, o apóstolo tomou a palavra e disse que deveríamos triplicar o voto feito no dia anterior. Sem pensar duas vezes, rasguei o cheque e fiz outro com o valor três vezes maior do que tinha em conta, crendo que aquele ato de fé seria visto por Deus e ele proveria o saldo e minhas futuras bênçãos. Obviamente o cheque voltou e o departamento de cobrança da igreja (sim, eles tem um) começou a me ligar direto perguntando quando eu iria cobrir o dinheiro do cheque para eles no banco. Foi aí que comecei a abrir o olho. Detalhe importante: Eu trabalhava no banco NCNB, concursado!!!, e este foi o começo do fim de meu tempo por lá, pois ter cheque devolvido sendo bancário é...

 

JEJUM DE 40 DIAS FEITO EM 30 DIAS

 

Ao ouvir uma rádio evangélica à noite, comecei a me emocionar com um pastor que todo dia pregava próximo da meia noite e dizia que estava em jejum total por 40 dias e precisava levantar um valor “xis” para pagar aquele programa. Ele falava como um bode, sem sacanagem. Arrastava a voz, quase chorando. O tonto aqui, um dia, resolveu mandar um depósito de valor considerável para o pobre pastor. Um mês depois, o mesmo pastor estava fazendo a mesma campanha, dizendo que estava em jejum total por 40 dias. Só aí é que o idiota aqui fez contas. Se antes ele estava 40 dias sem comer nada, 30 dias depois ele estava de novo em jejum total de 40 dias...  Ou seja: Ou ele não comia nunca ou ele era o maior trambiqueiro.  Outra coisa que notei foi que ele falava como bode só enquanto contava sua triste história e pedia as ofertas. Na hora de falar os dados bancários para depositar a oferta, milagrosamente ele era curado daquela voz e falava clara e pausadamente. Esta foi uma das piores, pois eu já não era tão novo na fé assim, mas estava acabando de matar em mim este lado crente, no pior sentido da palavra.

 

OFERTA NO VALOR DE UMA JAQUETA DE COURO

 

Essa é rápida. Em uma campanha na igreja, eu precisava levantar o dinheiro para dar uma oferta preestabelecida no culto anterior e que, novamente, Deus não ‘cobriu’. O que fiz? Vendi minha jaqueta de couro novinha, comprada em 10 vezes no cartão de crédito.

 

“REVELAMENTOS” DURANTE UM NOIVADO

 

Após um culto, fomos todos para a casa de um irmão da Igreja, pois sua filha iria anunciar o noivado. Na cerimônia, um foi tomado de um lado, outro começou a rodopiar de outro, foi aquela unção doida. Neste fervor todo, começaram a ter “revelamentos” de que naquela casa tinha um monte de coisa do capeta. Começou então um ‘arrastão gospel’. Jogamos fora TV, garrafa de bebida, discos, uma monte de coisa. Cara, foi dantesco o negócio!

 

OS “REVELAMENTOS” TAMBÉM ME ATINGIRAM

 

Nessa mesma ‘unção’ acima, também fui convencido a fora itens de uso pessoal de valor inestimável, movido pela falsa noção de que tudo o que eu tinha algum apego e fosse material seria um ídolo colocado acima de Deus, na minha casa. Nessa brincadeira me desfiz de centenas de livros, discos, CD’s, fotos pessoais, roupas...

 

 

AUTOR NÃO CITADO

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Por: AUTOR DESCONHECIDO

Publicado em 22/07/2014

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