Meditações

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MEDITAÇÕES 

 

  

 

 


SENHOR, TU ME SONDAS...

Pr. Gerhard Grasel

 

Ó Senhor, tu me sondas e me conheces. Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar; conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha boca, ó Senhor, tudo conheces. Tu me cercaste em volta; puseste sobre mim a tua mão. Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim; elevado demais para que possa atingir. Para onde me irei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer nas profundezas a minha cama, tu ali também estás. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se eu disser: Decerto que as trevas me encobrirão, e a noite será luz à roda de mim, nem ainda as trevas são escuras para ti, a noite resplandece como o dia, pois as trevas e a luz para ti são a mesma coisa. Pois criaste o meu interior, entreteceste-me no ventre da minha mãe. Eu te louvo porque de um modo terrível e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado. Quando fui entretecido nas profundezas da terra, os teus olhos viram o meu corpo ainda informe. Todos os dias que foram ordenados para mim, no teu livro foram escritos quando nenhum deles haviam ainda. Quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão vasta é a soma deles! Se os contasse, seriam em maior número do que a areia. Quando acordo ainda estou contigo.  Se tão-somente matasses o ímpio, ó Deus! Apartai-vos de mim, homens de sangue. Eles falam contra ti com intenção maligna; os teus inimigos tomam o teu nome em vão. Não odeio eu, ó Senhor, e abomino aqueles que se levantam contra ti? Odeio-os com ódio completo; tenho-os por inimigos. (Salmo 139)

Conta-se que, certo dia, Martinho Lutero estava muito triste e deprimido. De repente, recobrou suas forças e adquiriu novo ânimo ao escrever na mesa e paredes de seu quarto as palavras: “Vivitm vivit! (Ele vive! Ele vive!)” Perguntado sobre o que queria ele dizer com essas palavras, respondeu: “Jesus, meu Salvador, vive. Se ele não vivesse, eu não desejaria viver mais uma hora. Mas como ele vive, nós viveremos por meio dele, pois ele disse: ’Porque eu vivo, vós também vivereis’.” 

Num domingo de Páscoa todos os cristãos celebram a vitória da vida sobre a morte. Ou melhor, da vida eterna sobre a morte eterna. Festejamos a promessa cumprida, Jesus de fato ressuscitou como ele havia predito. A verdade da ressurreição de Cristo pertence à “reserva de ouro da economia cristã”. Isso quer dizer que a ressurreição de Cristo é o ponto de partida e de chegada do cristianismo. A ressurreição é o centro de nossa fé e esperança. Essa fé mexe com toda nossa vida e nos faz ver a vida e a morte, a minha morte e de meu semelhante, com outros olhos, numa outra perspectiva. Como cristão tenho futuro, porque tenho um passado perdoado em cristo.

Na perspectiva da ressurreição, a vida tem sentido e a morte não é mais a tragédia final, mas o início da vida eterna com Deus. Eis por que existe esperança apesar da morte, e até na própria morte, porque Páscoa é a morte da morte. Disse Jesus: “Eu vivo, vós também vivereis.” (João 14:19)  Ele vive e dá vida. Isso não é um sonho, mas a promessa daquele que é a ressurreição e a vida. Ele nos ressuscitará no último dia. Confiantes nas palavras do Senhor Jesus, podemos encarar a morte com toda a sua radicalidade e seu caráter de juízo.

No Salmo 139, quando Davi conversa com seu Deus, ele lhe pede que o Onisciente e Todo-poderoso o examine muito bem, que olhe bem no íntimo de seu coração, que o teste, prove, e que o guie por esse caminho que conduz à eternidade. Que pedido bonito a ser feito por nós no domingo da Páscoa. Que bênção saber-se guiado pelo Senhor da vida.

 

 

CEGOS GUIANDO CEGOS

Pr. Carlos Eberle

 

E, convocando a multidão, lhes disse: Ouvi, e entendei. O que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca, isto sim é o que contamina o homem. Então, acercando-se dele os seus discípulos, lhe disseram:  Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras se escandalizaram? Ele, porém, respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada. Deixai-os: São condutores cegos. Se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. Então Pedro lhe disse: Explica-nos essa parábola. Jesus, porém, disse: Nem mesmo vós tendes inteligência? Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas o que sai da boca, procede do coração, e é isso que contamina o homem. Pois do coração procedem maus pensamentos, assassínio, adultério, prostituição, furto, falso testemunho, blasfêmia. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos não contamina o homem. (Mateus 15:10-20)

 

O capítulo 15 do Evangelho de Mateus começa com uma situação em que os fariseus e escribas chegam a Jesus para fazer-lhe uma acusação, ou seja, de que Seus discípulos não lavavam as mãos antes de comer. Os escribas e fariseus não podiam aceitar que os discípulos transgredissem essa lei do povo judeu, que mandava lavar as mãos antes de comer, pois quem não o fizesse estaria pecando. Jesus, porém, responde-lhes sabiamente: “Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas o que sai da boca, procede do coração, e é isso que contamina o homem...” e assim por diante.

Infelizmente, em nossas igrejas ainda hoje há muitos escribas e fariseus que, preocupados com o cumprimento de algumas leis (hoje em dia chamadas de tradição), esquecem-se do principal. Como exemplo, temos membros na igreja que se preocupam se o pastor muda o modo de participação na santa ceia; se ele apresenta-se no culto com roupas adequadas ou não; se na doutrina os jovens aprendem de cor os textos bíblicos, e assim por diante. Há preocupações constantes com os hinos cantados nos cultos, devendo ser sempre os mais tradicionais, de preferência de origem estrangeira. Isto também está bem presente entre pastores, que ficam brigando por linhas teológicas e esquecem-se do que realmente contamina o homem. Se todos nós passássemos a nos preocupar com o que realmente contamina nossas vidas (adultério, maus desígnios, homicídios, furtos, falsos testemunhos, prostituição e blasfêmias), nossas igrejas seriam bem mais vivas e atuantes.

Olhemos um pouco para dentro de nós mesmos e façamos uma análise para ver se estamos cultivando plantas que o “Pai Celestial não plantou”, como os escribas e fariseus na época de Jesus. Lavar as mãos e tomar a refeição com agradecimento é bom, mas não podemos esquecer os que não têm nem água nem pão. Isso é muito mais importante. 

 

MORTE: O ÚLTIMO INIMIGO

 Ev. Alexandre Nunes

 

Inimigos não faltam: miséria, solidão, doenças, desemprego, infelicidade amorosa, vícios, dívidas, problemas familiares, etc. Eles são inúmeros, mas todos podem ser vencidos.

Contudo, de todos os inimigos, o maior é a morte. Algumas pessoas têm consciência disso, mas outras ainda não sabem que a morte é um inimigo.

A morte vem para sadios e doentes; jovens e idosos; ricos e pobres. Ela pode chegar a qualquer hora e lugar, seja na rua, em casa, no trabalho, no hospital, no avião, na igreja... Ela não avisa antes de chegar. Para a morte, o local não faz diferença.

Conta-se uma história que a morte disse a um homem que, naquela semana, viria a ele. Desesperado, por não querer morrer, tentou enganá-la. Foi a um baile à fantasia e resolveu vestir-se de palhaço. Quando a morte chegou ao baile, procurou o homem e não o encontrou, então disse: “Já que não encontrei quem eu vim buscar, levarei esse palhaço mesmo”.

O grande problema é que as pessoas têm se preocupado em vencer outros inimigos e têm ignorado o maior de todos, que é a morte.

Quando chega o momento de enfrentá-la, a prioridade de vencer os outros inimigos faz as pessoas serem vencidas por ela.

O texto sagrado diz: “O último inimigo a ser destruído é a morte.”  (I Coríntios 15:26). Isso significa dizer que depois da morte não há mais o que vencer. Ela deve ser vencida agora, e o sacrifício para mantê-la vencida deve ser diário.

A frase: “Uma vez salvo, salvo para sempre”, que muitos defendem por aí, é um engano do diabo. É por isso que o Senhor Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.”  (Lucas 9:23)

Mas, se ela chegar agora, neste momento, quem será o vencedor? Ela ou você? Para os vencidos pela morte ainda há o dano da segunda morte, que é o lago de fogo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de modo algum sofrerá dano da segunda morte.”  (Apocalipse 2:11)

Que o Senhor Jesus abençoe a todos os que dia após dia tem lutado para tornar-se um vencedor!

 

 

ORAI POR JERUSALÉM!

Lauri Pinnow

 

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor. Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém. Jerusalém está edificada como uma cidade compacta, para onde sobem as tribos, as tribos do Senhor, como estatuto de Israel, para darem graças ao nome do senhor.  Pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi. Orai pela paz de Jerusalém: Prosperem aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz em ti. Por causa da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem. (Salmo 122)

 

Nossa vida não termina com a morte, mas continua na eternidade. Para onde nós estamos caminhando? Queiramos ou não, chegaremos a um destes lugares:  céu ou inferno. Embora muitos queiram negar a existência desses lugares, nós sabemos que eles existem, através das Escrituras.

Em Jerusalém estava construído o templo, a casa do Senhor. Muitos iam à Cidade Santa para agradecer a Deus por todos os Seus feitos. O salmista Davi descreve a alegria de um grupo que, aproximando-se de Jerusalém, veem a casa do Senhor.

Nós também estamos caminhando em direção de Jerusalém, não àquela cidade para onde caminhavam os povos do Antigo Testamento, mas à Jerusalém Celestial, também chamada de Pátria Celeste. Nesta vida nós somos peregrinos, sem morada fixa, pois a nossa pátria está nos céus. O caminho que nos leva à Jerusalém Celeste é Jesus, como Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

E por Cristo ter aberto o caminho da salvação através da Sua morte e ressurreição, nós também queremos ir à casa do Senhor para, em conjunto, com alegria, agradecer pela salvação de nossas almas e por todos os benefícios que Deus nos deu.  Motivados pelo amor de Cristo, queremos também sempre que possível ir aos cultos para ouvir a Sua Palavra, pois “quem é de Deus ouve as palavras de Deus” (João 8:47).

Todos os homens, também os cristãos, passam por dificuldades. E, por problemas financeiros, de saúde, ou qualquer outro, muitos dizem que a vida não tem graça. Precisamos cuidar para que as dificuldades desta vida não desviem os nossos olhos das Jerusalém Celestial e nem nos afastem de Deus e da igreja.

Todos nós gostamos e precisamos dormir. Feliz aquele que pode deitar em seu leito com a seguinte certeza: Se amanhã eu acordar, Jesus estará comigo; se eu não acordar, estarei com Ele na Pátria Celeste.

 

 

 

MANANCIAIS DO DESERTO

Lettie Cowman

 

Chamei-o, e não me respondeu. (Cântico dos Cânticos 5.6.)

 

Sabemos que quando Deus dá a alguém uma grande fé, Ele a prova por meio de longas esperas. Muitas vezes, Ele tem deixado servos Seus a ouvirem o eco da própria voz, como se ela estivesse batendo num céu de bronze. Eles batem na porta de ouro, mas ela permanece imóvel, como se estivesse emperrada. Como Jeremias, eles oram: “De nuvens te encobriste para que não passe a nossa oração.”

Assim, os verdadeiros santos têm continuado em longa e paciente espera, sem receber a resposta; não porque suas orações não sejam veementes ou não sejam aceitas, mas porque assim aprouve Àquele que é soberano e que concede Sua graça conforme Lhe parece bem. Se Ele acha que convém exercitar a nossa paciência, Ele fará como quer. Nenhuma oração é perdida. 

A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas para aumenta-lo. O carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades. 

O fôlego despendido em oração nunca foi despendido em vão. Não existe oração não respondida ou não ouvida por Deus, e algumas coisas que consideramos como recusas ou negações são simplesmente demoras. 

Às vezes, Cristo demora a vir em nosso auxílio, a fim de provar a nossa fé e avivar as nossas orações. O barco pode estar coberto pelas ondas, e o Mestre, dormindo, mas Ele despertará antes que se afunde. Ele está dormindo no barco, mas nunca passa da hora, pois com Ele não existe o “tarde demais”.

 

LADRÕES DA ALEGRIA

Hernandes Dias Lopes

 

A alegria não é uma opção, mas uma ordem divina. Não depende de circunstâncias, mas coexiste com a dor. Não é baseada em sentimentos, mas no Senhor Jesus que nos sustenta nas turbulências da vida. Circunstâncias, pessoas, preocupação com bens materiais e ansiedade são ladrões que roubam a nossa alegria. Não precisamos viver prisioneiros da ansiedade nem como escravos da ganância. Podemos perdoar as pessoas e confiar no cuidado divino diante das providências carrancudas. Podemos experimentar uma alegria real e uma paz profunda. Deus é a fonte dessa alegria e o promotor da paz.

 

 

A MENTE HUMANA

Bartolomeu de Andrade

 

Todos nós conhecemos o velho adágio que diz: "mente vazia, oficina de satanás". Na esteira desse raciocínio, quero continuar pensando que a mente cheia de pensamentos vãos, torna-se uma usina do inferno. 

Atos infames, cruéis, egoístas e toda sorte de obra maligna são resultados dos pensamentos fúteis alimentados pela incontinência. Todavia, a Bíblia nos ensina a ocupar a nossa mente com tudo que é bom, puro, verdadeiro e digno. 

A renovação da mente é a fonte que nos possibilita discernir a vontade perfeita de Deus para nossas vidas. A Escritura diz que Deus conservará em paz, aquele cuja mente está firmada nas coisas pertinentes a justiça Divina. 

A mente é o campo da batalha onde quase tudo é decidido na vida. O pensamento evoluído revoluciona o mundo. Vacinas foram criadas, distâncias se encurtaram, a existência modernizou-se porque o pensamento humano se desenvolveu.  Pensemos nisso!

 

 

ALEGRIA DE VIVER

Clóvis Cunha

 

Há quem diga que a vida é boa quando olha ao seu redor e vê tudo que adquiriu e possui ao longo da sua existência. Há os que não têm quase nada do que um dia pensou ter, mas estão vivendo com saúde, e dizem: “Que vida boa!”.  Há os que apenas sonham, e até trabalham, mas o sonho parece cada vez mais distante, mas assim mesmo expressam: “Que bom que estou vivo e posso sonhar!” Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância!” 

Que a gente possa dar uma espiada na vida nossa de cada dia, e ver no que consiste nossa alegria de viver. Será que nossa alegria está embasada apenas no que temos? Ou apenas com relação às pessoas à nossa volta? Ou ainda apenas na saúde que desfrutamos?

É bom que eu e você lembremos, neste dia, que o que temos, que as pessoas ao nosso redor e até a saúde física são elementos tão frágeis e transitórios, que não dá para embasar nossa alegria de vida apenas a essas coisas.

Que Jesus, de fato, seja nossa alegria maior de viver!

 

 

CHUVAS DE DEUS

Amanda Moraes

 

E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor vosso Deus porque Ele vos dará em justa medida a chuva temporã; farei descer no primeiro mês, a temporã e a serôdia" (Joel 2:23)

Deus tem todo o poder. Quando falamos em tempo de Deus, falamos naquilo que Ele faz na hora em que Lhe apraz. Mas a palavra de Deus nos mostra mais sobre o tempo. Judá vivia em uma época má, uma época de devastação, tudo isso advindo pelo pecado cometido.

Assim, Deus convoca Seu Povo ao arrependimento, fazendo essa promessa sobre a chuva temporã e serôdia. Temporã quer dizer precoce, antes do tempo, enquanto que Serôdia é a chuva tardia. Deus tem poder sobre o tempo de mandar a chuva. 

É assim na nossa vida. Sabemos que Ele tem um tempo para cada propósito embaixo da terra, mas também sabemos que Deus envia a chuva temporã de acordo com a necessidade do povo. Deus conhece cada necessidade, mas Ele quer ouvir nosso clamor. E quando tocamos o coração de Deus, a resposta vem imediatamente, independente de tempo. Ela vem na misericórdia do Senhor.

Quem sabe você está pensando que chuva temporã não é boa, que vem antes do tempo, que seria como fruto temporão, que não presta... Mas estamos falando de um Deus Todo-Poderoso, que faz o que Lhe apraz e que tem poder para fazer tudo perfeito em qualquer tempo que Ele assim o desejar.

Quando Deus envia a chuva temporã e a serôdia, Ele capacita para a colheita. Não importava qual era a chuva Ele trazia alimento de boa qualidade. 

Essa palavra é consolo para quem espera. Se você não está suportando mais esta provação e sente que ainda há um tempo de espera. Há para você o consolo de encontrar no poder de Deus a chuva temporã. Ela trará para sua vida sua colheita fora de tempo, mas perfeita. 

Nem sempre Deus manda a chuva temporã, mas sabemos pela Palavra que Ele pode sim fazer isso se desejar abençoar um filho Seu. 

Meu desejo é que o Senhor envie a chuva temporã nesta época de necessidade e faça com que a colheita seja perfeita. 

 

 

SEJA MEU AMIGO

Autor Desconhecido

 

Meu filho, reparte com outros a felicidade que encontras em mim. Tuas preocupações deixa comigo e compartilha as preocupações dos outros. Conta-lhes que só se encontra consolo em mim.

Meu filho, reparte com os outros a paz que encontras em mim. Teus conflitos lança sobre mim e lembra aos que brigam: Os que fazem as pazes são filhos de Deus.

Meu filho, leva a paz e harmonia para o meio dos homens. Tuas confusões serão remediadas por mim. Conta aos que estão confusos que Eu quero dar-lhes consolo, se vierem a mim.

Meu filho, quem tem a mim, tem tudo. Pede aos que sofrem necessidades, que procurem pelo Reino de Deus, e encontrarão aquilo que necessitam.

Meu filho, Eu sou a ressurreição. Conta aos homens que Eu vivo eternamente e que a amizade que alguém faz comigo também dura eternamente. Sim, quem crê em mim, tem a vida eterna.

Meu filho, tu não precisas ser como o pêndulo do relógio, mas seja como um canal que liga a fonte d’água com a plantação. Sê um elo de ligação entre mim e os homens do mundo.

No meio das preocupações encontrarás, então, a felicidade; No meio dos conflitos, encontrarás a paz; No meio de confusões, encontrarás a harmonia; No meio de necessidades, encontrarás perfeição; No meio da morte, encontrarás vida eterna em mim.

 

 

O TESOURO DAS BOAS NOVAS

Autor desconhecido

 

Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes a pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão. (Mateus 7:6)

O ponto de Jesus neste versículo tem sido bastante debatido. Uma possibilidade, dado o contexto de julgamento (vv. 1-5), é que Ele esteja alertando os discípulos contra o hábito de criticar seus irmãos perante as pessoas do mundo. Quando fazemos isso com parentes ou colegas de trabalho, estamos expondo Cristo e a Sua Igreja ao vexame. Às vezes isso é tudo que algumas dessas pessoas precisam para desviar outros do caminho do Senhor. Se hoje fazemos isso com nossos irmãos, amanhã o mesmo pode ser feito por outras pessoas contra nós. Outra possibilidade é que Jesus está tentando ajudar os irmãos a terem equilíbrio na questão de julgamento. Ele acabou de alertar contra uma atitude crítica.

Alguns cristãos poderiam começar a pensar que não é para julgar ninguém e abandonar qualquer critério em relação aos outros. O próprio Mestre alertou os discípulos de que não deveriam insistir com certas pessoas que rejeitam o Evangelho (Mateus 10:14,15).  Jesus também teve ocasião de condenar alguns grupos inteiros (Mateus 5:14 e 16:6). Paulo, eventualmente, abandonou seus esforços com grupos que insistiam em rejeitar o Evangelho (Atos 13:46 e 18:6)

O discípulo tem que usar discernimento e reconhecer que algumas pessoas não aceitarão a graça de Deus. Quando isso acontece, não é que nós estamos abandonando as pessoas, mas apenas aceitando a posição que a própria pessoa insiste em tomar diante do Senhor. Há outros que aceitarão, e é para estes que Cristo quer que levemos o Evangelho.

Tanto Jesus como Paulo nunca desistiram de pregar o Evangelho. Eles simplesmente o levaram para outras pessoas. Pela graça de Deus muitas daquelas pessoas se converteram. Vamos ouvir e seguir essa palavra de Jesus, valorizando e compartilhando onde será bem-vindo o tesouro das Boas Novas de Jesus.

 

 

A CHUPETA DO ENGANO

Alexandre Nunes

 

É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão.  (1 João 3.10)

Todo o mundo ama as crianças, não é? A foto de uma criança gemendo por alguma necessidade comove qualquer coração, especialmente quando padece de fome.

Quem, em sã consciência, seria capaz de ferir um inocente? Pois é, mas quando nascem, seus pais são os primeiros a estimular o engano nelas. Quando começam a chorar, logo os pais empurram uma chupeta entre seus pequenos lábios. Pobres criaturinhas. Sugam aquela borracha como se fosse o peito de sua mãe. 

Tal engano não para por aí. Mais tarde, são obrigadas a engolir a pior das chupetas: os costumes religiosos dos pais. Aprendem que todos são filhos de Deus. Contradizendo seus dogmas de fé, as religiões também ensinam que a criança não batizada é pagã. E, se é pagã, então é filha de quem? Filho de Deus é pagão?

Ensinam também que Jesus é o Salvador. Se todos são filhos de Deus, por que há o Salvador? E Salvador de quem? Filhos de Deus já não estão salvos? 

Ensinam também que a Santíssima Trindade é o Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo. Mas, por que insistem em chamar Maria de "a Mãe de Deus"? Deus tem mãe? Se Deus tem Mãe, então ela é maior do que Ele? Quem é maior: o filho ou a mãe/pai? Cadê a figura da Mãe na Santíssima Trindade?

Por esses e outros enganos é que a chupeta do diabo continua contaminando os seres humanos por toda a vida. E depois me chamam de desalmado, quando afirmo categoricamente que filhos de Deus são apenas os nascidos da água e do Espírito. 

 

 

PERIGOS DA AMBIÇÃO

Autor desconhecido

 

E chegaram a Cafarnaum. Quando ele estava em casa, perguntou-lhes: “O que vocês estavam discutindo no caminho?” Mas eles guardaram silêncio, porque no caminho haviam discutido sobre quem era o maior. Assentando-se, Jesus chamou os doze e disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos”.  (Marcos 9:33-35)

Ambição, por si só, não é má. A grande questão é o alvo. Aonde é que queremos chegar? Estamos buscando o lugar onde mais podemos servir ou mais seremos servidos? É grande a tentação de pensar que quanto maior a nossa posição, melhor podemos servir Jesus. Portas vão abrir, ajuda virá, nossas ideias receberão o devido reconhecimento e assim por diante. Certo? Ledo engano. É o contrário. 

Os "maiores" é que sofrem tentação maior. E se forem realmente úteis a Deus, sofrerão ataques e resistência maior ainda. Há um ditado que diz "quanto mais alto você sobe na árvore, mais forte o vento bate". Se houver oportunidades de servir à sua disposição, dê graças a Deus e dedique-se a elas. Melhor ainda se forem com pouco reconhecimento. Assim você terá menos tentação de se orgulhar, menos resistência daqueles que querem aparecer e mais espaço para fazer o que Jesus lhe criou para fazer - servir. Quer um grande serviço no Reino? Vá para o final da fila e encoraje quem está em penúltimo lugar.

 

 

PÃO VIVO

Mário Fernandez

 

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. (João 6:51)

Eu amo aprender com homens de Deus que sabem o que eu não sei. Estive num evento, alguns meses atrás, e um dos palestrantes da vez usou esta expressão: “Se você está comendo o pão que o diabo amassou, precisa conhecer o pão que amassou o diabo”. Eu nunca tinha ouvido essa expressão e fiquei com aquilo na mente até voltar a este versículo onde Jesus Se apresenta como Pão Vivo.

Imaginando pão como algo que alimenta, o diabo realmente só daria pão a alguém para prolongar seu sofrimento. Jesus é o pão enviado pelo Pai para nos dar vida e vida eterna. Entendendo pão como produto do trabalho (sustento), novamente vemos o diabo investimento somente em roubar, matar ou destruir. Jesus é o pão vivo que nos sustenta e nos permite prosseguir.

Mas eu gosto de pensar em pão como símbolo de unidade, pois não se consegue mais separar os ingredientes da massa. Penso também numa mescla ou fusão, pois a água é absorvida pela farinha e se incorpora na massa do pão. Vejo ainda transformação, pois o fermento leveda toda a massa. Vejo participação, pois uma pitada de sal tempera todo pão uniformemente. 

Com um pouco de atenção se percebe detalhes como cor e cheiro agradáveis, textura de uma casca crocante, etc. Um pão é uma obra de arte, é um trabalho esmerado. Só consigo ver Jesus neste papel como modelo de perfeição, de algo que não poderia ser melhor, não tinha como ser mais bem feito, impossível de ser melhorado.

O fato é que se você se sente maltratado, humilhado, pesado, machucado, prejudicado, pode ser que realmente esteja comendo da mão de alguém que quer seu mal e não te ama. Pois neste caso quero te apresentar um pão vivo vindo do céu, que na descida amassou o Seu inimigo e tirou dele o direito de mexer contigo. As lutas virão, mas a forma de encarar muda. Encare com otimismo e bom ânimo, pois a vitória já foi conquistada, mesmo que ainda não tenha chegado. Mas virá. A luta pode ser dura, mas a vitória virá no final de tudo, com toda certeza. Ele é o Senhor dos Senhores.

 

 

O VOO DA ÁGUIA

Autor desconhecido

 

Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fadigam.  (Isaías 40:31)

Antes de levantar voo a águia fica em um penhasco aguardando até que comece a soprar uma corrente de ar quente em direção do céu e, lançando-se neste vento, sobe até as maiores alturas. 

Este “esperar no Senhor” e o “discernir as correntes de ar quente do Espírito Santo”, representam as principais etapas do plano de voo de um cristão.

Para aqueles que desejam adorar a Deus e manter comunhão com Ele, é essencial perceber em que direção o Espírito Santo quer fluir e reagir de maneira adequada e sensível a este mover.

 

 

DOIS AMIGOS NO DESERTO

Autor desconhecido

 

Diz a lenda que dois amigos caminhavam no deserto. A certa altura da viagem, começaram a discutir e um dos amigos deu uma bofetada ao outro. Angustiado, mas sem nada dizer, ele escreveu na areia: O MEU MELHOR AMIGO DEU-ME HOJE UMA BOFETADA. 

Seguiram caminhando, até que chegaram a um oásis, onde decidiram tomar banho. O homem que havia sido esbofeteado começou a afogar-se, mas o seu amigo salvou-o. Depois de se recuperar, escreveu numa pedra: O MEU MELHOR AMIGO HOJE SALVOU A MINHA VIDA.   

O homem que havia esbofeteado e também salvado o seu melhor amigo perguntou:      

— Quando estavas angustiado pela bofetada que te dei, escreveste na areia e agora, escreveste numa pedra!?!?  Por quê?   

O outro amigo respondeu-lhe:  

— Quando alguém nos faz mal devemos escrever isso na areia para que os ventos do perdão façam a frase desaparecer. Mas quando alguém faz algo de bom por nós, devemos gravar isso em pedra, para que nenhum vento o faça desaparecer. 

 

 

A OLARIA DE DEUS

Autor desconhecido

 

“Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas,Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.Então, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: "Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel”. (Jeremias 18:1-6)

Vemos, nesta passagem, Deus mostrando a soberania d'Ele sobre os homens. Somos como um vaso de barro nas mãos do Senhor. E hoje, esta palavra vem como veio a Jeremias naquele dia. Deus te manda descer à casa do oleiro neste dia, hoje mesmo!

Quando um vaso desce à casa do oleiro, ele primeiro faz uma análise no vaso. Vê o que aquele vaso necessita para ser um vaso de honra na presença dele. Olha todas as rachaduras, todos os defeitos.  Então, após esta análise, Deus começa a trabalhar para fazer mais um vaso de honra.

Algumas vezes, o vaso não pode ser simplesmente restaurado, precisando ser quebrado para que se possa fazer um vaso novo. Deus, então, vê que precisa mexer com um barro novo.

O barro, em seu estado bruto, não serve para manuseio, na roda do oleiro, precisando passar por todo um processo, tornar-se elástico, para modelagem. Primeiro, colhe-se o barro. Depois, peneira e mistura com água. Deixa de molho (para livrar das impurezas) e, por fim, é pisado até sair todas as bolhas de ar (elas enfraquecem o vaso na hora de passar pelo forno). No forno, o barro, enfim, se torna mais resistente.

É por este processo que o barro necessita passar para estar apto a se tornar um vaso novo.

Na roda o oleiro trabalha. A roda é o tempo de Deus. Desta forma, Deus trabalha com os vasos dele que somos nós.

Temos, às vezes, que passar pela olaria de Deus para que possamos nos tornar melhor para ele e todo este processo nos custa muitas lágrimas. É um tempo de silêncio e de dor. É Deus fazendo o vaso de honra para a glória d’Ele.

Hoje, esta palavra fala ao seu coração. Deus pode estar te chamando para a olaria dEle. Tem alguns vasos que Deus vai somente restaurar a partir de hoje, mas outros, Deus está chamando para ser feito novamente. E depois será nas mãos dEle como vaso de honra.

Tem alguns, no entanto, que estão já saindo da olaria. Deus está nos últimos detalhes. Esses já passaram por todo o processo, já estão na fornalha, que é o último estágio. Estão praticamente saindo da fornalha. Está saindo, neste instante, vasos de honra da fornalha. Glórias a Deus!

Seja qual for o estágio em que você está, nas mãos de Deus, Ele é o seu oleiro e é Ele quem faz a obra do jeito d’Ele, no tempo d’Ele.

 

 

A OPORTUNIDADE DE BARTIMEU

William G. Johnson

 

“O que você quer que eu lhe faça?”, perguntou-lhe Jesus. O cego respondeu: “Mestre, eu quero ver!” (Marcos 10:51)

Por quanto tempo ele havia estado ali sentado, mendigando?  Quando cada dia é noite porque você é cego e você nunca vê o sol nascer, e se um dia se mistura com o outro até que outro ano se passa, tudo o que você sabe é que você ainda está sozinho e que a vida consiste em encontrar o seu lugar na estrada de Jericó a fim de pedir esmolas ao povo que passa, dia após dia, dia após dia.

Um dia, Bartimeu, o mendigo cego de Jericó, ouve o som de muitos pés. Quem está vindo?  Será que o governador chegou para uma visita oficial? Ou é uma procissão religiosa? Logo ele descobrirá.  Alguém perto lhe diz: "É Jesus de Nazaré que está passando" (Lucas 18:37). 

Jesus de Nazaré... Ele sabia quem era.  Era o operador de milagres do norte do país!  Dizem que ele alimentou uma multidão de milhares de pessoas a partir de apenas cinco pães e dois peixinhos!  Dizem que quando Ele fala, até mesmo as tempestades desaparecem. Dizem que Ele pode até ressuscitar os mortos! Dizem que Ele pode até abrir os olhos de um cego de nascença!

— Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Tenha misericórdia de mim, o  cego Bartimeu! Se você deu vista a pessoas cegas na Galiléia, faça isso também em Jericó! Faça isso também por mim!

— Fique quieto seu velho! Segura essa língua!  Sente-se e cale a boca!

Mas ele gritava ainda mais alto, com insistência, em tom queixoso:

— Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 

E acima das vozes que o repreendiam, ele ouviu outra voz, essa mais doce, compassiva: 

— Tragam aqui esse homem!

Bartimeu lança fora os trapos que o cobriam e se lançou em direção àquela voz convidativa. De má vontade, o povo o deixa passar.

— O que você quer que eu lhe faça?  — Era aquela voz novamente.

— Senhor, eu quero ver!

— Então, recupere sua visão! A sua fé o curou.  

E imediatamente Bartimeu recebeu a capacidade de enxergar e seguiu a Jesus pelo caminho.

 

ORAÇÃO

Mário Fernandez

 

[...] e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7:14)

Dentro do fascinante assunto da oração, este versículo é um clássico e nos ensina muitas coisas. Eu observei, parece que intencionalmente, que Deus colocou o ensino de que a oração fica posicionada entre o "humilhar" e o "buscar minha face". Isso pode ter vários motivos e não quero de modo algum esgotar o assunto, embora alguns pontos mereçam atenção.

Primeiro, não adiantaria orar na situação em que este povo estava sem primeiro humilhar-se. O cenário era da inauguração do Templo de Salomão. Era uma promessa clara de Deus, como dizendo que, sempre que fosse necessário, Ele estaria pronto para uma intervenção para com o Seu povo. 

Antes de orar, cabe humilhar-se, para que venha a nós, de maneira especial, o Seu favor, a Sua misericórdia, a Sua bondade, a Sua provisão. Somos alcançados por Sua graça salvadora e Suas misericórdias são a causa de não sermos consumidos, mas precisamos mais. Devemos desenvolver nossa salvação com temor e tremor, buscando intimidade e santidade a cada dia. A oração precedida de humilhação diante d’Ele está no caminho da bênção.

Depois, tendo orado, buscar Sua face torna-se algo fluente, uma sequência lógica e funcional. Podemos entender o buscar Sua face de diferentes formas, mas não posso evitar de pensar em adoração (com ou sem música), não evito de pensar em orar mais ainda, buscar na Palavra (a Bíblia). Não consigo deixar de pensar em declarações de amor verbalizadas, em forma de oração ou não, em forma de poesia ou não, musicalizadas ou não. Mas nada supera a obediência e a santidade, quando o assunto é buscá-Lo, nada vai além de cumprir Sua vontade quando se trata de buscá-Lo.

Se você tem dificuldade para orar, experimente começar a orar confessando suas culpas, suas negligências, suas dificuldades, tudo aquilo que pode ter aborrecido ou entristecido o coração do Pai. Somente depois de feito isso comece a reconhecer Seu Poder, Santidade, Caráter infalível, Sua Majestade, enfim o Deus que Ele é. Depois, sem pestanejar, agradeça pelos Seus atos de provisão, de cuidados, de misericórdia.  Agradeça pela salvação em Jesus Cristo. Depois, se sobrar fôlego, peça alguma coisa.

Isso pode mudar sua vida de oração, pode ter certeza.

 

 

CONFIANÇA: A ARMA DA PROSPERIDADE

Aírton Evangelista da Costa, 2010

 

Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. Há momentos em nossas vidas, que passamos por situações em que ninguém pode nos ajudar ou nos consolar. 

Não sabemos nem explicar o que realmente estamos sentindo, só sabemos que a dor é tão grande, que a única coisa que queremos fazer é chorar. 

Se você está passando por momentos que ninguém pode te ajudar, feche-se em seu quarto em secreto, somente você e Deus e chore, chore diante do Senhor, que com toda certeza Ele virá te consolar, talvez, Ele só esteja esperando você chamar por Ele.                        

"...invoca-me no dia da angústia: Eu te livrarei, e tu me glorificarás" .

Quando nossa vida está nas mãos de Deus, existe dentro de nós a convicção de que não há Mar Vermelho, que não se abra; não há montanha que a fé não remova; não há tempestade, que não se acalme, e não há gigante Golias que as pedras não derrubem. 

 

 

PEDIR O PÃO

Autor desconhecido

 

Muitos Cristãos têm o costume de fazer uma oração de agradecimento pelas suas refeições. Mas, quantos realmente pedem a Deus sua comida diária? 

Cristãos vivendo em situação precária fazem isso. Mas, será que o resto de nós esquecemos o quão dependentes estamos d’Ele para aquela comida que comemos em cada refeição? 

O problema não é que Deus acabe retirando seu favor por nossa ingratidão. O problema talvez seja que perdemos algo muito mais precioso - a percepção do quanto dependemos dEle e do quanto temos sido abençoados. Que tal voltar a pedir a Deus seu pão de cada dia? Daí, quando você o receber, poderá dar graças por algo que você realmente pediu a Deus. E quando fizer isso, talvez é bom lembrar de pedir por alguém que talvez não tenha a certeza que terá o seu pão naquele dia.

 

 

QUANDO O FRACO VIRA FORTE

Pr. Olavo Feijó

 

Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então sou forte. (2 Coríntios 12:10)

Paulo sofria muito por causa de uma provação que ele chamava de “espinho na carne”. O contexto bíblico não explicita o que era o tal “espinho”. O apóstolo, ao orar intensamente sobre seu sofrimento, ouviu do Senhor uma explicação muito esquisita: ”O meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”  Em função disso, ele escreveu: ”Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas. Pois, quando sou fraco é que sou forte.” (2 Coríntios 12:10)

Por que será que ninguém sabe exatamente a natureza do espinho do Apóstolo? Uma das possíveis explicações é que cada um de nós tem lá o seu próprio espinho, a sua própria provação. A própria Palavra nos ensina que enquanto estivermos vivendo aqui na Terra, teremos provações e tentações: sensualidade, inveja, ódio, preconceito, medo, impaciência, revolta... O ensino do Senhor a Paulo foi radical: quanto mais insistirmos com nossas próprias forças, em eliminar nossos espinhos, mais ficaremos escravos deles.

A explicação de Paulo está no princípio do verso: ”por amor de Cristo”. Enquanto estivermos revoltados, irritados, chorosos, orgulhosos, a única coisa que conseguimos é aprofundar os espinhos. ”Regozijar-se nas fraquezas” é olhar para as provações com os olhos de Cristo. Quando fazemos isto, sentimos a presença d’Ele. Ao sentirmos a Sua presença, sentimos naturalmente a Sua força. A atitude de Paulo pode ser nossa atitude. Porque este é o segredo da força cristã.

 

 

OS COSTUMES DOS HOMENS

Autor desconhecido

 

Algumas pessoas têm uma fidelidade admirável. Infelizmente, são mais fiéis às tradições e costumes de seu grupo religioso do que a Deus.

Por mais espirituais que os fundadores ou grandes intérpretes ou pregadores de um grupo possam ser, suas interpretações da Bíblia nunca podem tomar o lugar da Palavra de Deus. Porém, é justamente isso que aconteceu com os fariseus. Isso também acontece hoje quando nós começamos a impor ou proibir coisas que Deus nunca impôs ou condenou. 

É inevitável que essas interpretações e exigências entrem em choque com a vontade de Deus. Como resultado, deixamos de nos importar com as coisas de Deus e nos esforçamos cada vez mais para "cumprir" as exigências humanas. Deus nos deu um meio simples e eficaz para ter certeza de que nossas crenças e nossas práticas estão sempre de acordo com sua vontade. Vamos nos alimentar da Palavra de Deus diariamente. Quem a ela se apega não sairá da vontade de Deus.

 

 

OUVINTES DOS PEDREGAIS

Autor desconhecido

 

Outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda.  (Mateus 13:5)

A semente lançada no pedregal encontra solo pouco profundo. A planta brota rapidamente, mas as raízes não podem penetrar no rochedo, a fim de obter nutrição para sustentar seu crescimento, e logo perece. 

Muitos que professam religião são ouvintes de pedregais, uma classe que pode ser convencida com facilidade, mas que só possui religião superficial. 

Existem aqueles que recebem a preciosa verdade com alegria; são excessivamente zelosos e se admiram de que nem todos sejam capazes de enxergar as coisas que lhes são tão claras. Insistem para que outros aceitem a doutrina que tanto lhes satisfaz. São rápidos em condenar o hesitante e aqueles que cuidadosamente avaliam as evidências da verdade e consideram todos os seus aspectos. 

No entanto, no momento da provação, esses entusiastas geralmente vacilam e fracassam. 

Como as raízes de uma planta, que penetram o solo para sugar a umidade e os nutrientes da terra, assim deve ser o cristão para permanecer em Cristo e absorver a seiva e os nutrientes que d’Ele emanam, assim como os ramos da videira, até que não possa ser pelas provações desviado da Fonte de sua força. 

Os ouvintes de pedregais podem se regozijar por um período, pois pensam que a religião é algo que os libertará da prova e de toda dificuldade. Eles não avaliaram o risco. 

Os que foram representados por Cristo como ouvintes de pedregais, confiavam em suas boas obras, em seus bons impulsos. Confiavam na própria força e justiça. Não estavam "fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder" (Efésios 6:10). Não sentiam que a eterna vigilância era o preço da segurança. Poderiam ter se revestido de toda a armadura de Deus e serem capacitados a oferecer resistência aos enganos do inimigo. 

As ricas e abundantes promessas de Deus foram proferidas em seu benefício e, ao crerem na Palavra de Deus, teriam sido revestidos com um "assim diz o Senhor" e habilitados a se oporem a cada artimanha maliciosa do adversário; pois ao atacar o inimigo como uma inundação, o Espírito do Senhor levantaria contra ele uma bandeira em nosso favor. 

 

 

A FUNÇÃO DO SAL

Autor desconhecido

 

O sal é bom, mas se deixar de ser salgado, como restaurar o seu sabor? Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros.   (Marcos 9:50)

Sal tem o duplo benefício de preservar e dar gosto.  Na época de Jesus sua função de preservar carnes e outros alimentos era muito mais importante. O Cristão também tem propósitos parecidos. Nenhum discípulo tem o poder de salvar. Mas, todos os seguidores de Jesus trazem a mensagem daquele que salva e preserva a vida eterna. Além disso, o discípulo que está devidamente ligado ao Mestre traz um gosto especial à vida. 

A paz no meio da tribulação, a tranquilidade diante da perda e do sofrimento são traços distintivos dos seguidores de Jesus. E quem conhece sua alegria sabe que não depende de substâncias ou estímulos, mas, brota de um profundo prazer na vida que só quem anda com Jesus experimenta. 

Quanto mais perto de Jesus andamos, mais estas qualidades são evidentes em nós. E isso não é só para nosso benefício, mas, para contagiar e persuadir outros ao nosso redor. Como está o tempero Cristão em sua vida?

 

 

OS LEGALISTAS E A PALAVRA DE DEUS

Autor desconhecido

 

Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa.  (Marcos 7:13)

Os legalistas, aqueles que fazem das suas opiniões e interpretações pessoais uma nova lei, se veem como os grandes defensores da fé. Na verdade, eles sempre foram uma das maiores ameaças à vontade de Deus. Seus ensinamentos, ao invés de apoiar e elucidar, anulam a Palavra de Deus. Tiram dela toda sua força e desviam seu propósito. 

O que Deus deu para cuidar e guiar vira um peso que ninguém aguenta e um obstáculo insuperável. Tome cuidado com regras e proibições que não são claras na Bíblia. Pessoas que exigem fidelidade a deduções e inferências da Palavra de Deus só levarão pessoas para cada vez mais longe de Jesus. 

O que Deus espera de cada um de nós está claro e patente em sua Palavra. O resto é opinião. Olhe para Jesus, e fixe seus olhos n’Ele. Fazendo assim, seu caminho pela frente ficará cada vez mais claro, até que você veja Ele mesmo sorrindo na sua frente de braços abertos. Siga Jesus!

 

 

A MULHER SIRO-FENÍCIA

Autor desconhecido

 

Jesus saiu daquele lugar e foi para os arredores de Tiro e de Sidom. Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse; contudo, não conseguiu manter em segredo a sua presença. De fato, logo que ouviu falar dele, certa mulher, cuja filha estava com um espírito imundo, veio e lançou-se aos seus pés. A mulher era grega, siro-fenícia de origem, e rogava a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. Ele lhe disse:   -  --“Deixe que primeiro os filhos comam até se fartar; pois não é correto tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”.   (Marcos 7:24-27)

Jesus foi enviado para os judeus, e não os gentios, como os habitantes de Tiro e Sidom. Quando ele falou sobre isso não foi para desprezar, mas, para diferenciar a prioridade. O termo "cachorrinhos” era uma expressão popular que os judeus usavam para os gentios. O termo grego se referia aos animais caseiros de estimação. Jesus provavelmente estava falando assim porque era o que a mulher esperava dele. Também serviu para que, dentro de uma situação familiar, ela pudesse demonstrar que tipo de fé ela tinha.

Jesus estava pronto para todo tipo de situação. Para Jesus, o planejado e o inesperado forneciam igualmente momentos oportunos. 

Será que nós estamos atentos para momentos inesperados? Estamos prontos para situações até incômodas para compartilhar nossa fé? Se estamos, não há limite para aquilo que Deus pode fazer através de nós. Ore agora para aquele momento durante o dia quando Deus vai lhe dar uma oportunidade inesperada. Às vezes, são os melhores momentos para deixar Jesus agir através de nós.

 

ORAÇÃO E GRATIDÃO

Mário Fernandez

 

Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1 Tessalonicenses 5:18)

Quem não tem gratidão para expressar a Deus não entendeu o que significa redenção. Ter um dono é muito mais do que ir de vez em quanto na frente d’Ele e contar algumas coisas que aconteceram ou pedir alguma coisa que esteja querendo ou precisando.

O fato incontestável é que a maioria das pessoas gasta 80% do tempo em que está orando para pedir coisas. Eu creio, sinceramente, que não deveria ser assim, pois a gratidão deveria ocupar o espaço maior, independente do que estejamos vivendo ou sentindo. Já recebemos muito mais do que merecíamos e não reconhecer isso é cruel. Aliás, nem merecemos nada, se não fosse por graça e favor de Deus, pura misericórdia por mim e por você.

Se analisarmos o modelo de oração ensinado por Jesus em Mateus 6:9-13, veremos que temos seis manifestações de gratidão e adoração para quatro pedidos. Números são frios, eu sei, mas com eles entendemos melhor muitas coisas. Pode ser que isso pareça excessivamente matemático para alguns. Para mim, não.

Quem não sabe agradecer, não está nem perto de saber orar. Aliás, isso é pouca prioridade na vida cotidiana da maioria das pessoas que eu conheço, convivo ou observo: entram e saem do elevador sem nem olhar para um funcionário ali perto; compram, pagam e saem em silêncio... É estranho para mim, mas é assim. Imagino o aborrecimento do coração de Deus com o bando de pidões que acabamos nos tornando, em algumas fases da vida. Quem não tem gratidão, não tem moral para pedir nada.

Talvez o mais difícil, para a maioria das pessoas, nem seja usar palavras de gratidão, mas ter um coração agradecido. É um exercício, é um constante treinamento e crescimento.  Vamos praticar?

 

 

PALAVRÕES

Mário Fernandez

 

Uma tarde eu me debrucei em minha cama, lendo um livro interessante. Um vento gostoso entrava pela janela, e eu me divertia, bastante concentrada em meu livro. 

De repente, comecei a ficar zonza e atordoada com uma barulheira que vinha não sei de onde. Olhei:  era a minha tia. Ela havia entrado em meu quarto, xingando e reclamando sem parar. Parecia que o problema era o cão que espalhara lixo pelo jardim.

Mas, que engraçado! A impressão que eu tive foi de que minha tia tinha espalhado um saco de lixo no meu quarto, e saído como se nada tivesse acontecido. Imediatamente, lembrei das vezes que falei palavrões.

Como é desagradável uma pessoa que reclama de tudo, xinga os outros, pragueja quando algo acontece, diz palavrões!

Achei muito legal quando me explicaram uma frase: "A boca fala do que o coração está cheio". Quer dizer que, se estamos tristes, falamos de coisas tristes e ruins. Se estamos alegres, conversamos sobre coisas belas e úteis, elogiamos as virtudes dos outros, buscamos fazer as pessoas se sentirem bem e felizes com a nossa presença.

É por isso que me esforço para prestar muita atenção em tudo o que eu penso e falo. Porque oferecer lixo aos outros é faltar com o respeito. Mas também porque, quando oferecemos flores, através de pensamentos, palavras ou atitudes, nossas mãos ficam cheias de perfume!

 

 

QUANDO ESTOU FRACO, ESTOU FORTE

Pr. Nélio da Silva

 

Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. (Salmos 119:71)

Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte. (Joel 3.10)

A vida consiste num contínuo ciclo de aprendizado. Através dos anos investidos na nossa educação formal, nós ganhamos a errônea impressão de que, para aprender, precisamos sempre de uma outra pessoa — o professor. Evidentemente que existem excelentes professores, que têm devotado as suas vidas ao ensino, em benefício de outros, e eles são realmente preciosos. Porém, o seu melhor professor é VOCÊ. A vida está, constantemente, apresentando-lhe experiências de aprendizado. Você tem a opção de, através dessas experiências, aprender ou não aprender. Tudo que lhe acontece de bom ou de ruim — especialmente de ruim — é uma oportunidade para você aprender.

Ao se defrontar com um aparente fracasso ou um retrocesso na sua caminhada, você tem basicamente duas opções:  Você pode optar por se irar, se ressentir e se deprimir, em função da sua experiência; ou você pode optar por aprender através daquela experiência.  A maneira de reagir depende exclusivamente de você e, quanto a isso, o seu controle é absoluto. Se você se ira e se ressente, o que você ganha em troca? Quais são os atributos positivos que essas emoções podem acrescentar à sua vida?

Deus, através da frágil, temporal, porém sublime existência humana, nos dá oportunidades diárias de aprendermos preciosas lições. Podemos aprender com outras pessoas, mas as melhores lições são aquelas aprendidas com as nossas próprias experiências. E cada pessoa tem a responsabilidade de decidir o que fazer com esse aprendizado.

 

 

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Shirley, 2011

 

Deus tem um plano para cada um de nós, com propósitos bem definidos (Provérbios 16:4). O plano é perfeito e inclui a salvação em Cristo (2 Tessalonicenses 2:13) e a capacitação para lhe servirmos (2 Coríntios 5:18-20; Romanos 1:5; 1 Pedro 2:9). O plano de Deus é que sejamos muito produtivos na sua obra (João 15:8), dando muitos frutos (Mateus 7:19; 21:19; Lucas 13:6-9).

Essa é uma das características dos discípulos de Cristo. Para que possamos ser produtivos e cumprir a vontade de Deus, Ele nos capacitou para isto, dando-nos os Dons Espirituais, que são para todos (1 Pedro 4:10; 1 Coríntios 12:7; Efésios 4:16).

Cada um de nós que fazemos parte do Corpo de Cristo, a Igreja, possui pelo menos um dom espiritual. Deus espera que cada salvo produza frutos para Ele e, certamente, nos capacitou para este fim. Deus não nos pediria para fazer algo que não pudéssemos fazer. 

Ele não faz acepção de pessoas (Romanos 2:11). Ele não capacitou somente alguns e deixou outros sem dons. Portanto, os dons são para todos.

Devemos descobrir e conhecer melhor os dons espirituais, colocá-los em prática, aprender a desenvolvê-los (2 Timóteo 1:6; 1 Timóteo 4:14) e então usá-los com amor, na unção do Espírito Santo, para edificação do Corpo de Cristo, para a glória de Deus e crescimento do Seu Reino.

Assim descobrimos que os dons espirituais são habilidades especiais concedidas pelo Espírito Santo a cada crente, segundo a graça de Deus, para serem usadas na edificação mútua visando o bem comum do corpo de Cristo.

Os dons são concedidos por Deus pelo Espírito Santo, segundo a Sua vontade (1 Coríntios 12:11,18). É o Espírito Santo quem decide qual é o nosso dom. Não são dados de acordo com o nosso nível espiritual em que se encontra, o número de anos passados na igreja, pelo cargo que alguém ocupa ou por merecimento (Efésios 4:7).

 

 

SALVAÇÃO  ( I )

Mário Fernandez

 

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. (Romanos 3:23)

Diversas coisas nesta vida são o que são, independentemente de concordarmos ou não, de crermos ou não, de entendermos ou não. Dou como exemplo a lei da gravidade: eu não sei como funciona, mas as coisas na minha casa caem para baixo. E não adianta negá-la para pular de um lugar alto, pois vai cair da mesma forma.

Assim é com a salvação. Em algum momento temos de tomar uma decisão crucial: em que vamos acreditar? Quando a minha hora chegou, eu decidir acreditar na Bíblia e isso foi decisivo para mim. Ao decidir isso, as coisas ficaram claras e simples.

Eu sou pecador e estava perdido, sim. Não somos bons, por melhores que sejamos, pois a natureza do homem é perdida. Portanto, precisamos de salvação, sim, ainda que alguns grupos defendam que isso não seja necessário. Eu escolhi a Bíblia.

A perfeição e a plenitude da profunda santidade de Deus não permite que nenhum ser humano, por sublime ou "iluminado" que se julgue, se aproxime d’Ele. Sem chance!  Não é para nós! Mas sem Ele estamos condenados ao inferno, lugar do afastamento definitivo d’Ele. Isso não é bom. Não tinha remédio.

A única forma de resolver isso é morrer, mas se eu morrer não desfruto do resultado. Fico de ficha limpa, mas sem crédito para continuar. Não tinha remédio. A não ser que outro morresse no meu lugar, mas isso era impossível, porque teria de ser voluntário para não ser assassinato. Sem remédio.

Até que Deus interviu na história cumprindo Suas promessas e profecias, mandando Um que poderia morrer por todos, voluntariamente. E mais: alguém que era tão santo quanto Ele pagaria pelo pecado de toda a humanidade e não apenas por um. 

Esse Um é Jesus e crendo n’Ele ou não, é o único que poderia ter feito isso em toda a História. E é por isso que precisamos da salvação em Jesus.

 

 

A HUMILDADE E O ORGULHO

Alexandre Nunes

 

Cada um de nós precisa, diariamente, fazer uma reflexão sobre as nossas atitudes, no que diz respeito ao nosso relacionamento com as pessoas que nos cercam, em casa, no trabalho, na escola, na igreja, enfim, nos lugares que frequentamos, independentemente de nossa posição social ou nossa posição dentro da Igreja, para vermos se estamos exercendo o verdadeiro cristianismo, pois é muito comum observarmos isso no início da conversão, mas a prática do cristianismo jamais se afasta daqueles que nasceram de Deus.

A humildade, por exemplo, é a base do caráter de Deus e daqueles que nasceram d’Ele. Já o orgulho é a base do caráter do diabo e daqueles que nasceram da carne. Observe que o orgulho nasceu antes que houvesse mundo, pois ele nasceu no céu e conseguiu destruir Lúcifer e a terça parte dos anjos do céu, transformando-os em demônios. 

Já a humildade foi o primeiro ensinamento que o Senhor Jesus se preocupou em dar a Seus discípulos e ao povo, quando iniciou Seu ministério terreno: "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus." (Mateus 5.3) Se fosse o diabo ensinando esse versículo, ele diria: "Desventurados os orgulhosos de espírito, porque deles é o reino das trevas."

O Senhor Jesus não só ensinou, mas deu exemplo: “... a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. (Filipenses 2.7-8)

Conhecemos muitos homens e mulheres que um dia foram um expoente nas mãos de Deus; líderes que faziam a diferença e que ganharam muitas almas nesse mundo, e caíram, porque não vigiaram e deixaram o orgulho entrar no coração, ou nunca haviam nascido de Deus, e, por isso, o orgulho estava escondido e se manifestou no momento de maior ascensão de seus ministérios – e na maioria deles, isso era evidente na maneira arrogante, prepotente e pedante de tratar os seus pequeninos comandados.

Importante! Não importa se estamos tratando de membro, obreiro, pastor, esposa de pastor, evangelista, músico do ministério de louvor, se você não tem em seu espírito a humildade, muito especialmente no tratamento com pessoas que lhe cercam; isto é, se você é uma pessoa que trata mal as outras se fazendo superior a elas, esse espírito não provém de Deus. Cuidado! Veja o que dizem as Escrituras: "Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade" (Provérbios 18.12).

E você meu amigo leitor? Será que você está tratando os que o cercam com humildade ou com orgulho no coração, fazendo-se superiores a eles? Medite nesta mensagem e tome uma posição diante de Deus! 

 

 

A PASSOS LARGOS

Clóvis Cunha

 

Esta caminhada da vida nos exige firmeza. Um vacilo qualquer e podemos colocar tudo a perder. Muitas vezes é numa palavra mal dita; ou ainda numa decisão tomada de forma precipitada; ou ainda numa escolha feita apenas na base das aparências; ou numa avaliação acerca de qualquer tema onde não foram levados em consideração pontos relevantes...

Enfim, a caminhada a nós proposta pela vida nos exige que cada passo seja dado de forma firme. Muita coisa conspira, hoje em dia, para nosso passo ser meio trôpego, mas se olharmos para a frente e para o alto, onde Deus está, não tenho a menor dúvida de que nossa caminhada será triunfante.

Que possamos estar alertas a qualquer sinal de vacilo em nossa caminhada, e que a gente seja capaz de avaliar a situação, nos posicionarmos corretamente na estrada, e continuar a passos firmes até a vitória.

 

 

A MOTIVAÇÃO CERTA

Alejandro Bullón

 

Mestre, disse João, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos. Não o impeçam, disse Jesus. (Marcos 9:38-39)

Uma das cenas que mais afasta pessoas do caminho de Jesus é um cristão brigando com outro cristão. 

Denúncias de uma igreja contra outra, rixas entre uma "linha" e outra da mesma igreja servem mais à causa do inimigo do que de Cristo. Não compete a nós determinar onde Deus pode operar e através de quem. Se alguém estiver realizando boas obras em nome do Senhor, há uma palavra clara: “Não o impeçam”, disse Jesus.

Isso não quer dizer que tudo que é feito em nome do Senhor é realmente coisa de Deus. Mas, o que serve para derrubar o inimigo e levantar Jesus deve ser atacado. Isso não é nosso alvo. Se temos força para atacar, que seja contra quem é claramente nosso inimigo. 

Há uma ironia no fato que, pouco antes, os próprios discípulos não conseguiram expulsar um demônio (9:18) e em seguida se deparam com um homem que fazia isso, evidentemente com facilidade. Será que o motivo deles em querer impedir o homem foi realmente para defender a causa de Cristo, ou será que foi para defender uma causa pessoal? Já sentiu a necessidade de atacar ou impedir outro que se considerava Cristão? Parou para refletir sobre seus próprios motivos?

 

 

SEM MEDO DE GIGANTES

Autor desconhecido

 

Vamos atacar agora e conquistar a terra deles; nós somos fortes e vamos conseguir isso!  (Números 13:30)

O povo de Israel estava bem perto de entrar na terra prometida por Deus. Moisés, então, enviou doze espias para fazer o reconhecimento do lugar. Esses homens ficaram por lá quarenta dias e, na volta, trouxeram muitas frutas para provar que a região era muito boa e fértil.

Mas eles trouxeram também o desânimo. Disseram a todo o povo que os habitantes daquela terra eram gigantes e muito poderosos. Nunca seria possível vencê-los. Foi o suficiente para que o desencanto tomasse conta de todos. Naquele momento, se levantou o corajoso Calebe, um dos doze espias, e disse que, apesar dos gigantes, Deus estaria com eles e certamente alcançariam seu objetivo naquele lugar.

A atitude corajosa de uma pessoa pode inspirar um grupo inteiro. Entretanto, o mesmo pode acontecer com a falta de coragem. No caso de Calebe, era a sua voz contra a dos demais espias.

Sir Ernest Shackleton (1874-1922) foi um explorador inglês que, por volta de 1900, preparou uma expedição para chegar ao Polo Sul. Colocou nos jornais de Londres um anúncio interessante: "Procuro homens para uma viagem arriscada. Salário baixo, frio enregelante, longos meses de completa escuridão, perigo constante, retorno incerto. Honra e reconhecimento em caso de sucesso."

De fato, a expedição de Shackleton não chegou a alcançar o Polo Sul, mas muitos aceitaram o desafio. Quanto àquela geração do povo de Israel, ela não entrou na terra prometida porque muitos não tiveram a coragem de Calebe.

A pessoa corajosa não é a que jamais tem medo. O próprio Jesus sentiu medo diante da angústia da cruz. Coragem é enfrentar o desafio tendo em vista um nobre resultado. Não se esqueça de que Calebe foi um dos poucos que entraram na terra da promessa. Vale à pena seguir seu exemplo.

 

 

TRABALHAR PARA REPARTIR

Mário Fernandez

 

Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. (Efésios 4:28)

Uma das coisas que a maioria das pessoas tem dificuldade de entender é que Deus não nos dá recursos materiais apenas para satisfazer a nossa própria necessidade ou prazer. Não tem nada de errado em comprar bens, ter o que se necessita e desfrutar-se de uma qualidade de vida confortável e compatível com seu trabalho e com sua renda.

Errados são os exageros. Um deles é não conquistar nada, como se tivesse feito um voto de pobreza informal ou involuntário. Podemos, sim, produzir riquezas neste mundo, não apenas para nosso proveito, mas para abençoar os que necessitam, como ensina este versículo, pois sempre haverá pobres e desfavorecidos no nosso meio.

Outro exagero é acumular, o que nesse tempo em que vivemos talvez seja o mais comum. Pessoas gastando sua vida para terminar com algum dinheiro e bens, mas sem sequer ter saúde para desfrutar deles. Ouvi durante anos que deixar herança para o filhos brigarem entre si era como matar um boi, jogar toda carne no lixo, e usar apenas um dente para fazer um botão de camisa. Desperdiçar a vida não é equilibrado e não há dinheiro no mundo que pague por isso.

Temos de nos render ao ensino claro de Deus na Sua Palavra. Aquele que era corrupto, furtava de qualquer forma, deve parar de fazer isso e tratar de produzir algo que possa ser repartido, como benção, com quem tiver necessidade. Sejamos, portanto, trabalhadores diligentes e generosos e prosperaremos.

 

 

A MULHER DE CAIM

Autor desconhecido

 

A Bíblia não menciona quem foi a companheira de Caim. Entendo a sua curiosidade. Certamente você quer saber o seguinte: Se depois da morte de Abel só ficou Caim, com quem este teria se casado? Como a humanidade se multiplicou?

Adão viveu novecentos e trinta anos (Gênesis 5:5). Gerou muitos outros filhos. O filho de nome "Sete", por exemplo, foi gerado quando Adão tinha cento e trinta anos. Sete gerou muitos filhos e filhas. A Bíblia só menciona os nomes dos homens. Portanto, ao tempo em que viviam Caim e Abel, já existiam muitos filhos, homens e mulheres. 

Deus permitiu, no início, que houvesse casamento entre parentes próximos (entre irmãos, entre tios, sobrinhos, etc.), pois não havia outro meio de multiplicar a espécie. A Teoria da Evolução da Espécie diz, todavia, que o ancestral do homem foi o macaco, e o da mulher, uma macaca. Tal tese se contrapõe à teoria bíblica da Criação. Deus criou primeiramente os animais e só depois criou o homem. Se Deus quisesse que os homens fossem produto de uma evolução, teria criado apenas os animais. A partir destes, os homens surgiriam normalmente.

 

 

A MINHA GRAÇA TE BASTA

Thiago Rocha

 

Esta foi a resposta de Deus ao apóstolo Paulo, quando este orou intensamente, para que lhe fosse retirado o espinho da carne. Deus não lhe retirou o espinho, mas lhe deu a Sua graça, para que conseguisse suportá-lo.

Você, provavelmente, deve ter o seu espinho na carne, também. Você também já deve ter clamado ao Pai, para que ele lhe fosse retirado.

Deus permitiu o espinho na carne de Paulo, para que ele não se ensoberbecesse (v.7), para que não ficasse orgulhoso. Assim, ao invés de um simples Paulo, Deus nos proporcionou o maior dos apóstolos.

Se você tem orado, e a sua dor não tem passado, aceite-a como permissão de Deus, visando o seu benefício espiritual. Aceitando, você poderá contar com a graça de Deus.

“A minha graça te basta”, diz o Senhor, para que possas sentir a tua fraqueza e possas recorrer ao Seu poder;

“A minha graça te basta”, para te fortalecer o ânimo, firmar os pés, a fim de que não desanimes, nem tropeces pelo caminho;

“A minha graça te basta”, para te fortificar a fé e fazer de ti um filho à altura do nome de Deus;

“A minha graça te basta”, para creres que todo esse sofrimento será transformado em bem-aventurança e vitória, por toda a eternidade, porque “a minha graça é melhor do que a vida.” (Salmo 63:3)

 

 

SANTIDADE PÚBLICA E PRIVADA

Revista Ultimato, 2003

 

Você há de convir que ser santo em casa é muito difícil. Na rua é mais fácil, no trabalho é mais fácil, na sociedade é mais fácil e na igreja é mais fácil ainda. O problema é ser santo em casa, separado da multidão, escondido da crítica e da fofoca dos catadores de escândalos. Na presença dos outros é mais fácil. O problema é na presença da família.

Em casa e no aconchego do lar, tudo é reservado. Ali você não precisa cuidar da aparência, você não precisa se cobrir com verniz o que é e o que está feio. Você não precisa esconder o verdadeiro caráter. 

Na rua é diferente. Você precisar ser igual aos outros, sepulcro caiado de branco, bonito por fora e bem cheiroso. Em casa, o sepulcro pode ficar aberto e deixar à mostra todo o tipo de imundície e de mau cheiro. Sob os holofotes é muito cômodo dar um beijo carinhoso na esposa ou apertar carinhosamente o nó da gravata do marido. Na rua você é o que não é em casa e em casa você é o que não é na rua. 

É o problema da dupla personalidade: uma falsa e outra verdadeira; uma para você exibir e outra para você viver. É o problema do prato limpo por fora, mas cheio de porcaria por dentro (Mateus 23:25).

Antes de ser um cavalheiro fora de casa, você tem de ser um cavalheiro dentro de casa. O que vale não é o que você mostra, mas o que você é. Porque cedo ou tarde os outros vão descobrir quem você é e você saberá quem os outros são. A hipocrisia generalizada não dura para sempre. Um dia ela desmorona.

Você precisa descobrir que o Senhor não vê a aparência, mas o coração (1 Samuel 16:7). Já que é assim, é necessário que você tome a decisão do salmista: “Em minha casa viverei de coração íntegro” (Salmo 101:2).  A santidade que conta é a santidade dentro de quatro paredes e não a santidade do outro lado das quatro paredes. Primeiro a santidade privada, depois a santidade pública!

 

 

UMA COMÉDIA PARA DEUS

Martinho Lutero

 

Por que conspiram as nações, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes se reúnem contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos as suas cadeias, e sacudamos de nós as suas algemas. Aquele que está entronizado nos céus se ri; o Senhor zomba deles. Então lhes fala na sua ira, e no seu furor os confunde, dizendo: Eu ungi o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os regerás com vara de fero; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Portanto, ó reis, sede prudentes, deixai-vos instruir, juízes das terra. Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no vosso caminho, pois em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que ele se refugiam. (Salmo 2) 

Todos nós que cremos em Cristo estamos, na verdade, nos céus, onde habita nosso Senhor e Deus. Naturalmente não segundo a carne, mas na fé e pela promessa. Dessa forma devemos elevar-nos ao céu. Lá, essas fúrias e conspirações são inúteis e superadas há mais de 1.500 anos, como diz Cristo: “O príncipe deste mundo está julgado.” (João 16:11)

Imaginemos um louco tomar uma varinha e investir com ela com fúria contra uma fortificação, tentando derrubá-la! Quem conseguiria conter o riso? Por isso, a fúria dos gentios e as conspirações dos príncipes são uma comédia para Deus, um verdadeiro divertimento carnavalesco.

Essa sabedoria é secreta e oculta, e só pode ser aprendida da Palavra de Deus. Deixe para lá sentimentos e pensamentos tristes e caminhe com Moisés nas nuvens da escuridão. Agarre-se às coisas invisíveis, suba até o Senhor e firme-se na Palavra da Promessa, aprendendo que Deus se ri dessa grande tolice.

O que, porém, afirmei de reis e príncipes, afirmo também de cada pessoa individualmente, pois em nenhum lugar o diabo é mais astuto, mais poderoso, disfarçado, piedoso do que em nosso coração. Se conseguirmos derrotá-lo ali de seu trono com fé firme, e confiarmos nas coisas invisíveis, não daremos a mínima pelos tiranos enfurecidos. Se, no entanto, ainda os temermos, tal temor e medo não vem deles, mas de nossos corações ainda fracos e apegados às coisas terrenas.

Por isso, temos que aprender a ser fortes e corajosos em todo perigo e adversidade, acima de tudo, porém, contra nós mesmos e nossos corações, pois é ali que o diabo se encontra firmemente alojado, mais do que fora de nós. Ele, inclusive, faz uso das circunstâncias do momento e com elas nos assalta, para que não tenhamos a fé firme, o amor sincero como deveríamos ter, antes nos tornemos impacientes.

Crer na remissão dos pecados por amor de Cristo é o mais elevado artigo de fé, e isso é verdade: quem crê neste artigo, tem perdão dos pecados. Por isso, o diabo não poupa esforços para nos tirar esta fé.

 

 

O NOVO HOMEM

Pr. Samuel Rodrigues Moreira

 

Nicodemos, príncipe dos judeus, foi ter de noite com Jesus e Jesus disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.” (João 3:1,3)

 

Por que nascer de novo? Porque conhecer suficientemente essas questões deve ser a prioridade de todos nós. Observe que o homem morreu para Deus. No seu estado original, o homem foi criado à imagem de Deus, — imortal, justo, santo, sábio, com capacidade para governar o mundo. Deus lhe deu uma prova, advertindo-o severamente sobre as terríveis consequências caso transgredisse a Sua ordem: “Da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:17).

No exato momento em que o homem desobedeceu ao seu Criador, ele morreu espiritualmente, ficando sua alma de Deus. Assim, o homem que pretender viver para Deus, precisará passar por um novo nascimento, isto é, morrer para si mesmo, para o pecado, e passar a viver em novidade de vida para Deus.

Mas como é que isso poderá acontecer conosco? Nicodemos, ao fazer-se tal pergunta, arrazoava consigo mesmo: “Porventura pode o homem tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? Jesus respondeu: Na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito, é espírito.” (João 3:4-6)

Verificamos claramente que o novo nascimento não é reencarnação, pois “...aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.” (Hebreus 9:27). Assim, o novo nascimento é espiritual e não carnal.

Diz o apóstolo Paulo que “Quando o homem nasce de novo, nova criatura é, pois as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo.” (II Coríntios 5:17).  E o apóstolo João completa: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” (I João 5:18). E Paulo ainda completa: “Assim, também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:11). 

Como um recém-nascido começamos a conhecer as coisas ao nosso redor, vamos nos alimentando e crescendo, ou seja: começando a conhecer as coisas espirituais, nos alimentando da Palavra de Deus e crescendo numa nova vida.

Alguém poderia perguntas “Para que nascer de novo?”, e responderíamos que é para poder ver o Reino de Deus, para passar a ser bem-aventurado e para ser santo, tendo a oportunidade de um dia ser recebido na Casa do Pai.

Você, leitor, também pode nascer de novo. Adquira o hábito de ler a Bíblia Sagrada, assistir cultos evangélicos, onde passará a sentir novas emoções puras e santas, será feliz e entendendo que sua vida adquiriu um verdadeiro significado e propósito, e você viverá para Deus para sempre.

 

 

O HOMEM INTEGRAL

Pr. Natalino Pieper

 

[...] existe em Jerusalém, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebraico de Betesda, o qual tem cinco pavilhões. Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, coxos e paralíticos [esperando o movimento das águas. Um anjo descia em certo tempo, e agitava a água. O primeiro que entrasse no tanque, depois do movimento da água, sarava de qualquer doença que tivesse]. Estava ali um homem, inválido havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava nesse estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, desce outro antes de mim. Então lhe disse Jesus: Levanta-te! Toma a esteira, e anda. Imediatamente o homem foi curado, tomou a sua esteira, e pôs-se a andar. Aquele dia era sábado. Então os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: É sábado, e a lei não permite que carregues a tua esteira. Ele respondeu: O homem que me curou me disse: Toma a tua esteira e anda. Então lhe perguntaram. Quem é o homem que mandou que tomasses a tua esteira, e andasse? O homem que fora curado não sabia quem era, pois Jesus se tinha retirado por entre a multidão que havia naquele lugar. Mais tarde, Jesus o encontrou no templo, e disse: Olha, agora já estás curado. Não peques mais, para que anão te suceda coisa pior. O homem partiu e anunciou aos judeus que Jesus era quem o tinha curado. (João 5:1-15)

A Escritura ensina que Deus, quando criou o homem, criou-o como um todo: corpo, alma e espírito. Deus “não apenas fez o corpo humano de uma forma cuidadosa, tomando para tal o pó da terra, mas soprou-lhe o fôlego da vida, fazendo-o à sua imagem, dotando-o com alma e mente.”

Há os que dão maior valor à alma em detrimento ao corpo. Outros fazem confusão entre “corpo humano” e “natureza humana corrompida”. Nosso corpo é tão importante quanto nossa alma. E é tão precioso aos olhos divinos, que Deus o ressuscitará e glorificará no dia do juízo final.

Deus vê o homem como um ser total, completo. Seu amor se estende ao homem todo. Em Seu ministério público, Jesus demonstrou imenso amor e interesse com o homem todo, tanto ao corpo quando à alma. Temos um exemplo clássico em Mateus 9:1-7. Trata-se de um homem que sofria de paralisia e que foi colocado diante de Jesus por alguns amigos. Seu problema não se tratava apenas de um mal físico, nem apenas de um mal espiritual do perdão e da cura para o seu corpo. Jesus, verdadeiro Deus e também verdadeiro homem, portanto apto a se compadecer e condoer, deu-lhe a oportunidade de voltar a ser um homem completo. Cristo falou contra o desânimo do homem e acrescentou à necessidade espiritual do homem a cura de suas pernas paralisadas, dizendo: “Tem bom ânimo, filho, estão perdoados os teus pecados (...) levanta-te, toma a tua esteira e anda.”

Está demonstrado que Jesus se interessava tanto pelo corpo quanto pela alma das pessoas, pois Ele veio ao mundo para redimir o homem por inteiro. Trata-se de uma redenção total. Seu amor foi um amor sacrificial. Deu Sua própria vida em favor dos Seus semelhantes. E agora nos recomenda no texto acima que nos amemos uns aos outros, assim como Ele nos amou.

Consequentemente, não podemos restringir nossos interesses e amor apenas às almas dos homens, nem tampouco devemos limitá-los às necessidades físicas dos homens. Nosso interesse e amor cristãos devem estar voltados ao homem todo. Este foi e sempre será o desejo de nosso Redentor.

 

 

A FAMÍLIA DE JESUS

Pr. Curt Albrecht

 

Foram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dele por causa da multidão. Foi-lhe dito: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te. Respondeu ele: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam. (Lucas 8:19-21)

 

Grandes multidões, gente de todas as cidades vinham ter com Jesus, e Ele falava-lhes por parábolas (Lucas 8:4), e foi numa dessas ocasiões que Ele foi procurado por sua mãe e seus irmãos, mas a movimentação não permitia que eles chegassem até onde Jesus estava.

A Igreja Católica Romana ensina que José e Maria não tiveram filhos deles próprios. Até Martinho Lutero era de opinião de que Maria continuou sendo virgem depois do nascimento de Jesus. A Bíblia, no entanto, é clara ao falar dos irmãos e das irmãs de Jesus, no sentido de “irmãos de sangue”. Vejamos algumas delas: 

 

Maria perdeu sua virgindade após seu ventre ter gerado Jesus. O Evangelho de Mateus registra que José teve relações sexuais com Maria, após o nascimento de Jesus. (Mateus 1:25)

O Evangelho de Marcos registra uma conversa em que os nomes dos familiares de Jesus eram mencionados. (Marcos 6:3)

O Evangelho de Lucas menciona Jesus como o filho “primogênito” de Maria, ou seja, o primeiro de outros.

Na Epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo menciona ter visto um outro apóstolo, de nome Tiago, dizendo que era o “irmão de Jesus”, pois havia outro Tiago entre eles, na época. (Gálatas 1:19)

 

Voltando ao nosso texto, narram ali que Sua mãe e Seus irmãos queriam vê-Lo. Até certa altura do ministério de Jesus, Seus irmãos não acreditavam nele (João 7:3-5). Mais tarde, porém, felizmente, vemos esses Seus familiares participando do grupo dos crentes que “perseveravam unânimes em oração”, como conta Atos 1:14. 

E nós, como olhamos para Jesus? Qual é a nossa atitude para com Ele? Que queremos d’Ele? Ou só recorrer a Ele como sendo um eficaz curandeiro, a quem se paga os benefícios com gorjetas? Deste modo, Ele não nos ajudará em nada e pereceremos eternamente em nossos pecados.

Damos graças a Deus que Jesus é mais do que apenas um grande homem. Ele é Filho de Deus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, o Salvador do Seu Povo, dos pecados deles. Quem crê n’Ele não é julgado, mas tem a vida eterna. Ele é o único Salvador de cada pessoa, também de você e de mim.

Quem realmente crê em Jesus e o ama, este se esforça por fazer a vontade de Deus, a qual consiste em amar a Deus acima de todas as coisas e a amar ao próximo como a si mesmo. Você tem vivido dessa forma?

Somente quem crê em Jesus Cristo, quem o ama de verdade e faz a vontade do Pai Celeste é que se torna “irmão, irmã e mãe” d’Ele, conforme Ele mesmo declarou. (Mateus 12:50) 

Torne-se você também irmão ou irmã de Jesus, pela fé que você tem n’Ele, agora e para a eternidade. Você é que se sentirá feliz e será útil na família de Jesus.

 

 

 TUDO TEM O SEU TEMPO

Enos Heidmann

 

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de ficar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz [...]  (Eclesiastes 3:1-8)

Tudo neste mundo tem o seu tempo. Há tempo para nascer e para morrer, tempo de alegria e de ficar triste, tempo de dançar e tempo de chorar... Tempos e mais tempos.

De alguns tempos nós gostamos e os esperamos ansiosamente. Marcantes e desejados são aqueles que elaboramos como positivos. Tempos de nascer, de plantar, de curar, de construir, de alegria, de dançar, de ajudar, de abraçar, de procurar, de economizar, de remendar, de falar, de amar e de paz.

Há poucos tempos, porém, que nós tememos e que jamais queremos enfrentar. São tempos tidos como negativos: de morrer, de arrancar, de matar, de derrubar, de chorar, de prantear, de espalhar, de afastar-se, de perder, de jogar fora, de rasgar, de calar, de aborrecer e de guerrear também vêm e, às vezes, se concentram num espaço muito curto de nossa vida.

Entre tempo de ganhar e de perder, nós vivemos 80 a 90 anos. A palavra de sabedoria que registramos acima, nos lembra hoje da realidade marcante e profunda dos diferentes tempos do viver humano. E assim, a cada dia, ganhando e perdendo, a vida passa, mas permanece um saldo maior que é a própria vida.

Deus nos criou, nos deu o fôlego da vida e o desafio de elaborarmos, sob essa luz, toda a nossa vida num processo de construção positiva. Buscar a cada dia um sentido verdadeiro e profundo para viver, intensamente e da melhor forma, cada tempo.

É tempo de amar e viver. Sempre será tempo de orar e de buscar em Deus a sabedoria e a capacidade para mudar os tempos que podem ser melhores e diferentes e buscar força e fé para enfrentar e aceitar aquilo que em nossa vida for imutável.

 

 

VAMOS PARA O INFERNO?

Pr. Carlos Sanches

 

Houve uma reunião social num castelo da Inglaterra, onde se falava sobre tudo, quando a dona da casa, uma jovem senhora, começou a falar sobre a Bíblia, reconhecendo-a como a Palavra de Deus. Um senhor, entre os convidados, perguntou-lhe com ar de cinismo se ela também acreditava que existia perdição.

Como ela respondeu prontamente que sim, pois Jesus já o havia dito, o senhor convidado foi até o fim da sala, onde encontrava-se um passarinho de diversas cores dentro de uma gaiola. Ele pegou o passarinho, dirigiu para a lareira e ameaçou jogar o passarinho no fogo. A dona da casa, de um salto, segurou o homem pelo braço, dizendo:

— Solte já esse pobre passarinho! — E o homem lhe perguntou:

— Você tem pena desse passarinho só porque quero jogá-lo no fogo? E o seu Deus, que joga milhões de pessoas no inferno num piscar de olhos?

Aquela frase deixou todos os presente estupefatos, que imediatamente olharam para a jovem senhora, esperando qual seria sua resposta. Mas diante do silêncio geral, ela disse:

— Você está completamente enganado! Deus não joga ninguém no inferno. Ao contrário, está sempre tentando impedir que as pessoas vão para lá, e tenta salvá-las. São as pessoas que correm para o inferno, são elas que escolhem esse caminho.

E é verdade. Em Provérbios 14:12 lemos que “Há caminho que ao homem parece direito, mas o está levando para a morte.” Em Jeremias 21:8 lemos: “Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.”

Todos nós temos o direito de escolher o caminho da vida ou da morte. Esperemos que apesar do livre arbítrio que Deus nos dá, você saiba escolher a decisão mais correta. 

 

 

O INFERNO É PARA QUEM QUISER

Pr. Carlos Sanches

 

Você, certamente, já ouviu Jesus convidando e muito não querem nem ouvi-lo: “Vinde a mim todos os estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28).  Muitas vezes já deve ter ouvido, numa igreja, o culto chegar ao seu final com um convite cantado assim: “Manso e suave Jesus convidando, chama por ti e por mim.”  

É, eis que Ele está à porta te esperando, velando por ti e por mim. E o que estamos esperando, que não respondemos prontamente? Jesus convida z ti e a sim!

O pecador não deve desprezar tal convite. Jesus já pagou em nosso lugar todas as dívidas que temos com Deus. Veja bem: Se você tem uma dívida em reais, num banco, e de repente alguém se oferece para pagar tal dívida, você não aceitaria esse oferecimento com alegria?  Pois Jesus lhe oferece muito mais do que isso!

Conheci uma jovem cuja vida terminou com uma morte trágica, e poucos dias antes dessa tragédia não aceitara a oferta de Jesus. Você sabia que o tempo da graça passa e apenas um dia poderá ser tarde demais?

Uma pessoa, certa vez, falou o seguinte, enquanto conversávamos sobre esse assunto: “Sei que estou errado, mas não quero mudar.”

Amigo leitor, é bom que se diga que o inferno estará cheio somente de voluntários, ou seja, pessoas que estarão lá porque não quiseram trilhar o caminho da salvação. São eles mesmos quem decidem por esse fim. Rejeitam o presente oferecido por Jesus. Que esse não seja o seu caso!

 

 

PERDOAR AO INIMIGO

Augusto Kirchhein

 

Jesus nos surpreende. Do alto da cruz, quando os soldados tinham acabado de cumprir a sua missão de leva-Lo até à morte, Ele exclamou: “Pai, perdoa essa gente. Eles não sabem o que estão fazendo.” (Lucas 23:34).

Por que será que Jesus agiu assim? Parece que estava tentando diminuir o pecado daqueles homens, que talvez estivessem fazendo aquilo “sem querer”.

Foi um exemplo prático de amor estendido aos outros. Jamais o perdão e o desejo de salvação dos outros devem ser esquecidos. O que Jesus fez nos desarma, esfria os ânimos, afrouxa os músculos enrijecidos de raiva e prontos para a vingança.

É possível agir como Cristo? Imagino que muita gente deve ter dito, cochichando: “Só um santo faria isso.”

Pode ser duro, mas é verdade: Deus espera que peçamos perdão pelos pecados que nos chateiam, traem, machucam e entristecem. Assim como Jesus pediu ao Pai que perdoasse os seus algozes, cabe a nós também pronunciarmos estas palavras de bênçãos para os nossos devedores. Para isso, precisamos encarar o pecado de uma forma diferente, pois o “não sabem o que fazem” dito por Jesus é norteador.

Muitos pecam por ignorância, enquanto que outros pecam por cegueira, por não enxergarem o mal. Essas pessoas ainda não foram libertas pelo Espírito Santo. Além disso, não nos cabe punir os pecadores, mas apenas perdoar. Assim, estaremos estendendo o amor divino sobre os outros.

O amor de Jesus surpreendeu o Inimigo. Antes, porém, surpreende a nós mesmos, pois estaremos ficando livres da culpa dos pecados. O amor de Jesus nos move a orar ao Pai para que perdoe os que pecam contra nós, demonstrando, assim, a nossa disposição em vê-los ao nosso lado, quando chegarmos ao céu. Tal atitude vai surpreender a todos: a nós e aos pecadores. 

 

 

 

 

Por: elevados.com.br

Publicado em 20/08/2014

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