Agostinho

 
AGOSTINHO DE HIPONA

 

 

Conhecido como Agostinho de Hipona, nasceu em 354 no norte da África, filho de Patrício, um homem pagão e de Mônica, uma mulher cristã. Apesar de ser considerado um romano pela sua cultura e língua, ele recebeu uma educação cristã, mas viveu uma vida desregrada quando jovem.

Dono de uma inteligência brilhante, Agostinho foi encaminhado para Milão aos 29 anos de idade, onde teve contato com o Bispo Ambrósio, de quem se tornou discípulo. Em muito pouco tempo já lecionava oratória, tanto em Milão quanto em Roma.

Sua conversão ao Cristianismo aconteceu aos 33 anos de idade, quando foi batizado, vindo a desenvolver uma abordagem original à filosofia e à teologia, acomodando uma variedade de métodos e perspectivas até então desconhecidos. Acreditando que a graça de Cristo era indispensável para a liberdade humana, ajudou a formular a doutrina do pecado original.

Depois de oito anos de conversão foi ordenado Bispo de Hipona, onde trabalhou durante 35 anos, vindo a falecer no ano de 430.

Foi considerado um dos pais da Igreja. Na Igreja Católica Romana e na de Comunhão Anglicana, ele é venerado como um santo, um proeminente Doutor da Igreja. Por outro lado, muitos protestantes, especialmente os calvinistas, consideram Agostinho como um dos "pais teológicos" da Reforma Protestante, por causa de suas doutrinas sobre a salvação e graça divina. Entre os ortodoxos ele é chamado de “Abençoado Agostinho”.

 

 

 

1. PRINCIPAIS OBRAS LITERÁRIAS

 

 

Autor de uma imensa obra literária, Agostinho escreveu mais de 100 livros, mais de 500 sermões e mais de 200 cartas.

Entre os livros mais importantes da sua carreira podem ser citados “Confissões”, “A graça de Cristo e o pecado original” e “Cidade de Deus”, que comentaremos a seguir.

 

 

1.1 Confissões

 

 

No livro “Confissões”, ele contou sobre a sua vida desregrada na mocidade, uma espécie de testemunho de fé. 

Historicamente, esse livro é considerado como a primeira autobiografia da literatura universal.

 

 

1.2  A graça de Cristo e o pecado original

 

 

Nessa obra, Agostinho combateu as heresias surgidas no seu tempo, como as dos donatistas, dos pelagianos e outras.

 

 

1.2.1  Donatistas

 

 

A influência do donatismo foi sentida do século IV até o século VII. Seguidores de Donato, eram cristãos de linha dura que não aceitavam o retorno à Igreja dos crentes que haviam fraquejado durante as perseguições do Imperador Diocleciano, quando negaram sua fé. Segundo a opinião deles, os cristãos deveriam ser rebatizados para que pudessem iniciar um processo de perdão e volta aos meios cristãos. 

Os mais intransigentes em não aceitar o perdão da Igreja perdoar àqueles que fraquejaram, fundaram outra Igreja, que passou a ser alvo de cuidados por parte de Agostinho, que conseguiu trazer de volta muitos desses extremados donatistas.

 

 

1.2.2  Pelagianos

 

 

Quanto aos pelagianos, eles seguiam a Pelágio, defendendo que o crente poderia viver sem pecado, como Cristo, bastando que O tivessem em seu coração. Agostinho, de acordo com a Palavra de Deus, ensinava que somente pela graça de Deus o homem poderia vencer o pecado.

 

 

1.3  Cidade de Deus

 

 

Neste terceiro livro, Agostinho descreve duas cidades: a “Cidade de Deus”, representada pela Igreja visível, e a “Cidade dos Homens”, representada por Roma e pela Babilônia, explicando que a Cidade dos Homens possuía um governo baseado no egoísmo, com tendência a desaparecer. Já as pessoas que se convertiam eram recebidas pela Igreja, passando a ser considerados cidadãos da Cidade de Deus. Baseando-se nesse ensino de Agostinho, a Igreja conseguiu aumentar seu poder político durante a Idade Média, chegando a dominar o mundo totalmente, tanto na fé como militarmente. 

Este livro, chamado “Cidade de Deus”, constituiu-se no primeiro compêndio de Filosofia da história literária.

 

 

INFLUÊNCIAS DE AGOSTINHO

 

 

Indubitavelmente, Agostinho foi um grande teólogo, influenciando o pensamento da Igreja. Essa influência é sentida até o dia de hoje, tanto no Catolicismo quanto no Protestantismo. Na verdade, “Cidade de Deus” teve uma influência impressionante na organização política e no pensamento da Igreja Católica Apostólica Romana, enquanto que o livro “Graça e Pecado” influiu mais no pensamento dos reformadores, ou seja, no Protestantismo. 

Mais tarde, o pensamento de Agostinho iria influenciar a própria Reforma Protestante, pois Lutero era um monge agostiniano que conhecia profundamente as obras e o pensamento do seu mestre. O mesmo veio a acontecer com outro reformador destacado, que foi Calvino.

 

 

FRASES DE AGOSTINHO

 

O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios.

Não há lugar para a sabedoria onde não haja paciência.

Não basta fazer coisas boas; é preciso fazê-las bem.

Conhece-se melho a Deus na ignorância.

Dois homens olharam através das grades da prisão: um viu a lama, o outro viu as estrelas.

Se não podes entender, crê para que entendas. A fé sempre precede, o intelecto segue.

Tão cegos são os homens, que cjegam a gloriar-se da própria cegueira.

Geralmente suspeitamos dos outros o que sentimos em nós.

As lágrimas são o sangue da alma.

 

 

FONTES DE PESQUISA

 

 

WIKIPÉDIA – A ENCICLOPÉDIA LIVRE.   Agostinho de Hipona.  Pesquisado em 03 de setembro de 2014. 

NOVAS EDIÇÕES LÍDERES EVANGÉLICOS. História da Igreja. 04 ed. São Paulo: IBETE, 1987.

 

 

AUTOR DA PESQUISA

Walmir Damiani Corrêa

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 22/09/2014

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