Ambrósio de Milão

 

AMBRÓSIO 

 

 

Ambrósio de Milão, como era conhecido,  nasceu na cidade de Trèves (atual Alemanha), por volta do ano 340, de uma família romana cristã. Seu pai era governador da Gália, e sua morte prematura fez com que o restante da família se transferisse para Roma, onde Ambrósio estudou Direito, Retórica e iniciou sua carreira jurídica. 

Ali ele foi convidado para o cargo de Conselheiro do Prefeito, sendo que em 372 foi nomeado Prefeito Consular de uma região do norte da Itália, próxima a Milão, uma espécie de governador. 

Quando faleceu o Bispo de Milão, adepto ao Arianismo, Ambrósio apressou-se em dirigir-se para lá, tentando intervir nos desenlaces políticos normais dessas situações. Adversário das doutrinas arianistas, bom jurista e funcionário imperial, procurou evitar um conflito nessas novas eleições eclesiásticas, através de um discurso firme e muito sensato. Foi tão sereno e equilibrado que, ao final, a assembleia exigiu sua aclamação ao posto de Arcebispo de Milão.  

Surpreso com a indicação, recusou imediatamente, dizendo que não tinha essa pretensão, pois considerava-se um pecador, não era ainda batizado, pois ainda estava se preparando para tal. Porém, poderosas interferências, inclusive do Imperador Valentiniano, o fizeram mudar de ideia, sendo que no espaço de uma semana batizaram Ambrósio e o consagraram Arcebispo de Milão. 

Diante do desafio, Ambrósio viu-se na necessidade de se dedicar ao estudo das Sagradas Escrituras, ingressando num curso de Teologia, e passando a entender sua inesperada eleição como um chamado de Deus. Em seguida, doou tudo o que possuía para os pobres.

Ambrósio nunca se casou. Morreu em Milão em 04 de abril de 397.

 

 

PRESTÍGIO RELIGIOSO E POLÍTICO

 

 

Desde que iniciou seus estudos, e depois que passou a desempenhar cargos, Ambrósio sempre conviveu com pessoas de alto nível do governo imperial romano, transformando-se num dos mais influentes membros do clero do Século IV e um dos quatro doutores dos primeiros tempos da Igreja.

Enquanto desfrutava de prestígio dentro da sede do Império Romano, registra-se sua presença como conselheiro de três imperadores romanos: Graciano, Valentiniano II e Teodósio I. Foi graças à sua ação política que a Igreja de Roma conseguiu tratar com o poder público sem servilismo. Sua figura representava o ideal para um bispo-pastor, pois precisava se impor como símbolo de liberdade e pacificação para o Povo de Deus.

Em certa ocasião, o Imperador Teodósio I massacrou a população da Tessalônica, que havia se insurgido contra o Império. Quando Teodósio foi ver Ambrósio na sua igreja, recebeu áspera repreensão e foi coagido a fazer uma penitência pública, por causa do seu ato.

 

Ambrósio repreende o Imperador Teodósio I

 

 

PRODUÇÃO LITERÁRIA

 

 

Apesar de Ambrósio não ser considerado um intelectual, seus trabalhos na área religiosa o notabilizaram, produzindo obras litúrgicas, comentários sobre as Escrituras e tratados ascético-morais. Começava, então, a tornar-se um especialista na doutrina cristã e na arte de administrar a comunidade cristã a ele confiada, que acabou por render-lhe o título de Doutor da Igreja.

Os livros dele que conseguiram chegar aos dias de hoje são praticamente reproduções de pregações e sermões. Agostinho, que se converteu diante de Ambrósio, chegando a ser um de seus mais frequentes discípulos, sempre testemunhou que os sermões de Ambrósio gozavam de um enorme prestígio, pois ele era dono de uma grande eloquência no uso das palavras e portador de tom de voz agradabilíssimo. 

 

 

PRODUÇÃO MUSICAL

 

 

A maior contribuição de Ambrósio, contudo, foi no campo da música, pois havia um número muito pequeno de hinos naquela época, obrigando as igrejas a cantarem quase sempre os mesmos cânticos. Ele escreveu muitos hinos novos, sendo que alguns deles existem até os dias atuais.

Atribui-se a ele a promoção do Canto Antifonal, um estilo no qual uma parte do coro responde de forma alternada ao canto de outra. Também atribui-se a ele a composição do “Veni redemptor gentium”, um conhecido hino natalino.

 

 

FRASES DE AMBRÓSIO 

 

 

Selecionamos aqui algumas frases pronunciadas por Ambrósio, durante o desempenho do seu ministério na Igreja:

 

A Igreja é o navio que navega bem neste mundo, ao sopro do Espírito Santo, com as velas da Cruz do Senhor plenamente afastadas. 

O verdadeiro arrependimento é parar de pecar.

No início se davam sinais aos não crentes. A nós, porém, na plenitude da Igreja, importa compreender a verdade, já não por sinais, mas pela fé.

Da mesma forma como Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração transpassado de Cristo morto na cruz.

As coisas que não se veem são muito maiores do que as que se veem, porque as que se veem são temporais, as que não se veem, porém, são eternas.

Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.

O sábio, para falar, antes medita o que dizer, ou a quem dizer, em que lugar e tempo.

As lágrimas não pedem perdão, mas o alcançam.

Aquele que luta tem o que esperar. Onde há luta, há coroa.

 

 

 

FONTES DE PESQUISA

 

 

WIKIPÉDIA – AS ENCICLOPÉDIA LIVRE. Ambrósio. Pesquisado em 22/09/2014.

 

NOVAS EDIÇÕES LÍDERES EVANGÉLICOS. História da Igreja. 04 ed. São Paulo: IBETE, 1987.

 

 

AUTOR DA PESQUISA

Walmir Damisani Corêa

 

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 23/09/2014

Todos os direitos reservados ©elevados.com.br 2013 - 2018