Mitologia Greco-romana

 

MITOLOGIA GRECO-ROMANA

 

INTRODUÇÃO

 

 

Antes de introduzirmos o assunto, torna-se necessário que se defina Mitologia, assunto um pouco nebuloso para a maioria das pessoas, que se confunde entre história, lenda, ficção, religião, enfim, muita gente não sabe o que significa isso.

Para começar, precisamos entender a composição da palavra MITOLOGIA. Ela se divide em MITO, que num contexto acadêmico quer dizer, basicamente, qualquer narrativa sacra e tradicional, seja ela verdadeira ou não, mais o sufixo LOGIA, derivado do radical grego “logo”, representando um campo de estudo sobre um assunto em particular.  Dessa forma, a junção dos dois termos resulta na palavra MITOLOGIA, que seria o estudo dos mitos, ou seja, das personagens que fazem parte da cultura das civilizações antigas.

Para não nos estendermos muito nessa área introdutória, mostramos algumas definições conhecidas sobre o que significa Mitologia.

 

AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA: Mitologia, do grego “mythología”, é a história fabulosa dos deuses, semideuses e heróis da Antiguidade grego-romana. É o conjunto de mitos próprios de um povo, civilização ou religião.  

ARRUDA & PILETTI: Mitologia é a reunião de crenças e narrativas tradicionais que se referem, em geral, aos primórdios do mundo e da humanidade. Com forte conteúdo religioso, essas narrativas procuram dar inteligibilidade à natureza e às ações da humanidade. Os mitos têm sido extremamente importantes para as sociedades, mantidos pelos rituais e cerimônias, passando a fazer parte do cotidiano e das crenças de cada indivíduo.  

WIKIPEDIA.ORG: Mitologia é o conjunto de narrativas relacionadas aos mitos das civilizações antigas, de seus significados e da relação entre eles e os povos, consideradas pelo Cristianismo como ficções alegóricas. 

THAÍS ÁCIEVITCH: Mitologia é um conjunto de mitos (histórias e lendas), sobre vários deuses, heróis, titãs, ninfas, e centauros, originando-se da união das mitologias dórica e mecênica. Seu desenvolvimento ocorreu por volta de 700 a. C.

 

Para que se tenha ideia da importância que a Mitologia representa na história dos povos, afirmamos que, com exceção do Judaísmo (iniciado por Abraão) e do Cristianismo, (iniciado por Jesus), todas as demais religiões do mundo têm suas origens, de uma forma ou de outra, nessas histórias fantásticas da Mitologia.

Na visão dos neopaganistas helênicos, foi a ausência de religiões que fizeram com que as civilizações gregas e romanas considerassem a Mitologia como uma religião, com uma roupagem um pouco diferente.

Se nos deslocarmos aos tempos mais antigos da civilização, nos veremos enlaçados por essa teia muito densa de informações, e nos perderemos na viagem. Muitas ideias e crenças pagãs deram origem a um número muito grande de deuses e mitos, em Roma, na Grécia e em outras partes do mundo, mas foram as greco-romadas que mais se destacaram na história antiga dos povos.

 

 

1. MITOLOGIA GREGA

 

 

1.1  História da Civilização Grega

 

 

As principais fontes a respeito da Mitologia Grega foram escritas no século VIII a.C. por Hesíodo (Teogonia), e por Homero (Ilíada e Odisséia). A primeira fonte tratou da origem e da história dos deuses gregos, enquanto que a segunda descreveu os grandes acontecimentos envolvendo heróis e deuses. 

Para que entendamos o funcionamento da Mitologia Grega, precisamos conhecer alguma coisa dessa civilização, que influencia o mundo ocidental até os nossos dias. Porém, como se trata de um período muito longo da História, apenas nos limitaremos em dizer que esse período começou por volta do ano 2000 a.C., com a fusão de vários povos. 

Em 334 a.C. o povo grego uniu-se aos macedônios, derrotando o poderoso Império Persa, dando início ao Período Helenístico, sob o comando de Alexandre, um dos maiores líderes militares da História. 

As conquistas desse imperador serviram para difundir a cultura grega por vastos territórios do mundo antigo, cujos princípios resistem até aos dias de hoje na Arquitetura, na Política, nos hábitos esportivos e na área do conhecimento.  Foi daí que surgiu a filosofia, que ainda serve de reflexão para muita gente, através de pensadores como Sócrates, Platão, Aristóteles e outros.  

 

 

1.2  A Mitologia como religião

 

 

A religião dos gregos era politeísta e antropomórfica, isto é, utilizava vários deuses com forma humana, acreditando que os mais de 30 mil deuses que habitavam o Monte Olimpo tinham forma, virtudes e defeitos humanos. O interessante é que, nos cultos, os gregos pediam proteção, mas não a salvação da sua alma, pois cada cidadão tinha o direito de imaginar como bem quisesse a sua vida após a morte.

Os rituais da época consistiam em orações, sacrifícios e libações, mantendo-se sempre aceso o fogo sagrado, durante os serviços.  As cerimônias aconteciam em nascimentos, casamentos e funerais. Quanto às cerimônias fúnebres, era normal acontecerem homenagens aos mortos, uma vez por ano, em todas as cidades. Nos templos, os cultos aconteciam com orações e sacrifícios de animais.

 

 

1.2.1  Festivais religiosos

 

 

Os festejos públicos marcados para prática de esportes, aconteciam sempre em homenagem aos deuses do panteão grego e entre os quatro tipos mais conhecidos, destacavam-se os Jogos Olímpicos, em homenagem a Zeus, na cidade de Olímpia. A partir de 776 a.C. esses jogos passaram a acontecer de quatro em quatro anos, onde os atletas juravam lealdade e disputavam seis provas: corrida, luta livre, pugilismo, corrida de carros, lançamento de dardo e de disco. Os vencedores recebiam uma coroa de louros e eram homenageados pelos poetas da época. 

De acordo com o site Wikipedia.org,, havia um evento esportivo bem popular, na Grécia Antiga, chamado de “Lupercália”, disputado na Arcádia e dedicado a Pã. Outros jogos eram realizados anualmente, em locais diferentes, mas culminaram nos “Jogos Olímpicos” da Antiguidade, realizados a quatro anos e dedicados a Zeus. 

 

 

1.3  Origem dos mitos 

 

 

As figuras mitológicas gregas não se derivam apenas da Grécia em si, mas da mistura acontecida entre a cultura dos indo-europeus, dos povos antes dos gregos e até mesmo dos asiáticos, egípcios e outros povos com as quais os gregos estabeleceram contato.

Para que se entenda melhor o tipo de fé mitológica, explicamos que os primeiros habitantes da Península Balcânica, em grande parte agricultores, atribuíam a cada aspecto da natureza um espírito e esses espíritos vagos assumiram a forma humana e entravam na mitologia local como deuses e deusas.  Estamos falando do Sol, da Lua, do nosso Planeta, da natureza, e assim por diante. É mais ou menos o que vemos acontecer com as tribos indígenas amazônicas, que adoram todo tipo de coisa.

Voltando à Grécia, quando as tribos do Norte invadiram a Península Balcânica, trouxeram consigo um panteão próprio de deuses, além de crenças voltadas à conquista, à força à valentia, à batalha e ao heroísmo violento. Assim, as antigas divindades locais se fundiram com aquelas dos invasores, ou então foram se desgastando na insignificância.

 

 

1.4  O Gênesis Mitológico

 

 

Vejamos, então, como essa nova comunidade grega entregou sua fé nesse mix de crenças, inclusive sobre a criação do mundo. Assim como o livro de Gênesis conta como aconteceu a criação do mundo, de acordo com a inspiração do Espírito Santo, os gregos se encarregaram de modificar essa história, parte copiando alguns acontecimentos, e no restante, criando lendas, verdadeiras aberrações. E passaram a crer naquilo tudo, como se fosse uma religião.

Contam as lendas que, no princípio, havia somente o grande Caos (um lugar vazio), e tudo o que foi aparecendo passou a ser representado por uma entidade, por um deus. Para começar, URANO e GAIA representavam o céu e a Terra, respectivamente, de cuja união nasceram figuras mitológicas como os titãs, os ciclopes, os gigantes, etc., que especificaremos mais tarde. 

CRONOS, filho de Urano com Gaia, que era o titã do tempo, casou-se com REIA, assumindo a liderança de todos os titãs. Destronou seu pai, e quando teve filhos, devorou a todos eles, recém-nascidos, pois temia ser deposto por eles, mais tarde. O único filho que conseguiu sobreviver foi ZEUS, escondido pela sua mãe Reia. Quando adulto, Zeus obrigou seu pai Cronos a devolver os irmãos que haviam sido devorados e, com a ajuda deles, encarcerou o pai no inferno. Só esse início de história já daria assunto para uma bela novela das nove!

A partir daí, o universo foi dividido pelo poder desses irmãos, sendo que Zeus era considerado por todos como o maior de todos, que escolheu HERSA por esposa. Os demais irmãos de Zeus eram HÉSTIA, DEMÉTER, POSEIDON e HADES.

A responsabilidade pela criação da humanidade foi colocada nas mãos de PROMETEUS, o titã que roubou o fogo de Zeus. Porém, quando o roubo foi descoberto, Zeus acorrentou Prometeus num local de castigo eterno, ao ar livre, onde um abutre viria comer o seu fígado.   À noite, o fígado se recomporia, para que fosse devorado novamente no dia seguinte. Só quando o herói HÉRCULES matou o tal abutre é que Prometeu conseguiu se libertar. Vale ressaltar que esse tema se encaixaria melhor numa minissérie das dez, pois apresenta cenas fortes, condenadas pela Censura.

A união de Zeus com Hera resultou nos filhos ARES AFRODITE, APOLO, ÁRTEMIS, HEFESTOS, ATENA, HERMES e DIONÍSIO. 

Chateado com todo o acontecido, Zeus resolve castigar toda a civilização, mandando um grande dilúvio. DEUCALIÃO (filho de Prometeu) e sua mulher PIRRA conseguiram salvar-se do dilúvio e encarregaram-se de iniciar uma nova humanidade. Aqui, deveria aparecer um letreiro, avisando que “qualquer semelhança com fatos bíblicos é mera coincidência." 

Todos esses deuses citados acima moravam no Monte Olimpo, com exceção de Poseidon, Hades e HEFESTOS, que moravam, no mar, no inferno e no vulcão Etna, respectivamente. 

 

 

1.5  As  entidades mitológicas

 

 

Nem todas as personagens mitológicas conhecidas são deuses. Existe uma gama delas, cada uma com uma função, dividindo-se em titãs, heróis, ciclopes, divindades aquáticas, ninfas, musas, gigantes, plêiades e outras figuras. 

Dada essa imensa quantidade de personagens da Mitologia Grega, fica muito difícil e enfadonho relacionarmos e, pior ainda, destacarmos a função de cada uma. Tentaremos resumir bastante essa quantidade, mas recomendamos aos leitores interessados a pesquisar o site Wikipedia.org, que trata deste assunto, pois lá existe uma relação bastante completa.

Antes de mais nada, vamos informando que essas grande quantidade de figuras mitológicas se divide em dois grandes grupos: as imortais e as mortais.

 

 

 

1.5.1  Figuras Mitológicas Imortais

 

 

a) Deuses Primordiais      

 

 

São chamados de primordiais os deuses que serviram para identificar ou representar locais ou lugares que foram aparecendo, na criação do mundo, como já comentamos anteriormente. São eles:

 

CAOS  —  Divindade sem gênero, da qual todo o resto foi criado;

ÉTER  —  Deus dos céus;

URANO  —  Deus do céu, pai dos titãs, afugentou os ciclope do Tártaro;

ÉREBO  —  Deus das trevas e das sombras;

GAIA  —  Deusa da Terra, mãe dos titãs e dos gigantes;

HEMERA  —  Deusa da luz e do Sol;

NIX  —  Deusa da noite;

TÁRTARO  —  Lugar mais profundo e sombrio, abrigo de monstrous;

TÁLASSA  —  Deusa do mar.

 

 

b)  Titãs e Titânides

 

 

Os 12 titãs nasceram da união entre URANO e GAIA (Céu e Terra). Esses ancestrais dos futuros deuses olímpicos eram seres híbridos, ou seja, não eram inteiramente humanos, mas tinham o poder de se transformarem facilmente em animais. Segundo a obra “Teogonia”, do poeta Hesíodo, os titãs são os seres que ajudaram na formação do mundo. 

 

CRONOS  —  É o titã do tempo e da agricultura, líder de todos os demais titãs. Derrubou seu pai Urano, e era pai de Zeus, Hades, Poseidon, Hera, Dméteer e Héstia;

REIA  —  É a titânide da fertilidade feminina, da maternidade e da geração. Irmã e consorte de Cronos, mãe de Zeus, Hades, Poseidon, Hera, Deméter e Héstia;

HIPERIÃO  —  É o titã da luz, pai de Hélio (sol), Selene (lua) e Aos (amanhecer);

TEIA  —  É a titânide da visão e da luz brilhante do céu azul, consorte de Hiperião e mãe de Hélio, Selene e Eos;

JÁPETO  —  É o titã da mortalidade, pai de Prometeu, Epimeteu e Atlas;

CÉOS  —  Titã do intelecto e do eixo do céu, circulado pelas estrelas;

CRIO  —  Titã do mar abissal, pai de Astraeus, Pallas e Perses;

MNEMÓSINE  —  É a titânide da memória e da lembrança, mãe das nove musas;

OCEANO  —  É o titã dos oceanos, fonte de toda a água fresca do planeta;

TÉTIS  —  Esposa do titã Oceano, mãe da primavera, dos rios, riachos, fontes e nuvens;

FEBE  —  Titânide da Lua, do intelecto e da profecia, companhia de Koios;

TÊMIS  —  Titânide da lei, da justiça e ordem divina.

 

 

c)  Deuses Olímpicos

 

 

Esses eram os principais deuses do panteão grego, residentes no Monte Olimpo. Segundo as lendas, eles moravam num imenso palácio, no topo desse monte, uma montanha que ultrapassa o céu. Comiam do bom e do melhor, ao som da lira de Apolo, do canto das musas e da dança das Cárites. 

 

ZEUS  —  Rei dos deuses, governante do Monte Olimpo, deus do céu e dos trovões. Seus símbolos são o raio, a águia e o carvalho.

HERA  —  Mulher de Zeus, Hera é a deusa do casamento, das mulheres e do nascimento. Costuma aparecer enfeitada com penas de pavão. Seus símbolos são o próprio pavão e a vaca.

AFRODITE  —  Deusa do amor, da beleza, da sexualidade, do desejo e sedução. É esposa de Hefesto e o amor de Ares. É a mais bela das deusas e mortais. Seus símbolos são a murta e a pomba.

HEFESTO  —  Deus do fogo, do trabalho, dos metais e dos ferreiros. Seus símbolos são o machado e a chama.  

POSEIDON  —  É o deus do mar, da água, dos terremotos e dos cavalos. Seus símbolos são o cavalo, a onda, o golfinho e o tridente.

APOLO  —  Deus do sol, das artes, da música, da profecia, da poesia e do arco. Considerado o mais bonito entre os deuses. É irmão gêmeo de Ártemis e seus símbolos são o arco de ouro, a lira e o louro.

ARES  —  Deus da guerra, da coragem, do homicídio, da força. Os seus símbolos são os cachorros, os javalis e a lança.

ÁRTEMIS  —  Deusa da caça, dos animais selvagens e da Lua, assim como protetora dos jovens. É irmã gêmea de Apolo. Ártemis é uma deusa virgem e seus símbolos são o arco de prata, o cachorro e o veado.

ATENA  —   É a Deusa de Atenas, da sabedoria, da guerra estratégica, da manufatura e da razão. Os seus símbolos são a coruja, o elmo e a oliveira.

DEMÉTER  —  Deusa da agricultura, da vegetação e das estações do ano. Ela é filha de Cronos e Reia. Ela e Zeus são pais de Perséfone.

DIONÍSIO  —  Deus da vida, do teatro, do vinho, das festas e do prazer. Seus símbolos são a pantera e a videira.

HADES  —  Deus do submundo. É irmão de Poseidon e de Zeus e parceiro de Perséfone. Seus símbolos são o bidente, o elmo da escuridão e Cerberus.

HERMES  —  Deus do voo, dos ladrões, dos comerciantes e dos viajantes. Ele é também o mensageiro dos deuses, mostrando para as almas onde fica o caminho para o reino de Hades. Seus símbolos são o caduceu e as botas voadoras.

HÉSTIA  —  É a deusa do lar e da família, sendo filha de Reia e Cronos, irmã de Zeus, a mais velha dos olimpianos. Seus símbolos são a lareira e a tocha acesa.

 

 

d)  Heróis Gregos

 

 

Os heróis gregos eram semideuses que tentavam impedir o despertar de GAIA, a deusa da Terra. Mesmo fazendo parte da galeria dos deuses, destacaremos apernas cinco deles, que são os mais comentados.

 

PERSEU  —  herói que matou o monstro com cabeça cheia de serpentes;

JASÃO  —  conquistou o tosão de ouro;

TESEU  —  herói que matou o minotauro;

ÉDIPO  —  herói que matou a esfinge

HÉRCULES  —  escapou da fúria de Hera. 

 

 

e)  Ciclopes

 

 

Os CICLOPES, por exemplo, eram gigantes imortais com apenas um olho no meio da testa. Segundo a lenda, trabalhavam como ferreiros com o deus Hefesto, forjando os raios a serem usados por Zeus. 

Parte deles eram filhos do casal Urano e Gaia, outra parte vinham de Poseidon e uma terceira era proveniente da Lícia.

 

 

f)  Outras Divindades Imortais

 

 

Existem ainda outras categorias de figuras mitológicas menos comentadas, daí darmos apenas uma explicação sintética:

 

HECATÔNQUIROS  —  Eram três gigantes da Mitologia Grega, filhos do casal Urano e Gaia e também irmãos dos 12 titãs e dos três ciclopes. Seus nomes: Briareu, Coto e Giges.

DIVINDADES AQUÁTICAS  —  São as divindades gregas que dominavam as águas, podendo ser citados Netuno, Oceano, Pontos, Tétis e Oceânidas, Anfitrite, Nereu e Dóris, Tritão e Proteu, Leucotéia e Palemon, Poseidon, Cila e Glauco, as Sereias, Harpias e Taumas.  

NINFAS  —  São figuras femininas que podem fazer parte de qualquer categoria de deusas, frequentemente alvo de luxúria por parte dos sátiros. Alguns resumos as consideram com fadas sem asas, figuras femininas leves e delicadas.

MUSAS  —   Eram entidades mitológicas a quem era atribuída, na Grécia Antiga, a capacidade de inspirar a criação artística ou científica. Até os dias de hoje, toda mulher bonita, que serve de modelo de beleza, é chamada de “musa”. 

Vamos ver agora mais algumas imagens de seres que fazem parte da Mitologia Grega:

 

 

1.5.2  Figuras Mitológicas Mortais

 

 

O número de personagens mortais da Mitologia Grega é imenso, não havendo possibilidades de serem citadas aqui, neste espaço. Como já dissemos, existe uma lista completa em www.wikipedia.org onde as pessoas interessadas podem dar uma olhada. 

Citaremos aqui, apenas para registro, algumas dessas figuras, que nos parecem mais conhecidas: Medusa, Esparta, Penélope, Orfeu, Orion, Midas, Medea, Hermaphrodito, Cleópatra, Anfitrião, Agamenon, Eneias, etc.

 

 

2.  MITOLOGIA ROMANA

 

 

A Mitologia Romana é um conjunto de crenças e práticas politeístas, ou seja, adoração de vários deuses diferentes dos deuses gregos, mas guardando alguma semelhança com aqueles. 

Para os Romanos, homens e deuses teriam que viver em harmonia, tendo confiança mútua, sendo que os rituais e cultos aos deuses tinham como objetivo agradá-los, pois dos deuses dependiam a saúde, a proteção do Estado e o sucesso na guerra, as colheitas fartas, enfim, a prosperidade dos homens.

Ao contrário dos gregos, os romanos não especulavam sobre a origem dos deuses. Eles apenas cumpriam os rituais com exatidão, para garantir a tal harmonia mútua. Muitos deuses foram incorporados à Mitologia Romana por pertencerem a regiões conquistadas pelos romanos. 

 

 

2.1  Divindades Romanas

 

 

Inicialmente, vamos relacionar as divindades gregas que foram adotadas na Mitologia Romana, mas com nomes diferentes:

 

JÚPITER  —  Deus dos deuses, senhor do universo e do dia;  (Zeus)

JUNO  —  Protetora da mulher, do casamento e do parto; (Hera) 

FEBO  —  Deus da música e da poesia, irmão gêmeo de Diana; (Apolo)

BACO  —  Deus do vinho, das festas, do lazer e prazer; (Dionísio)

VESTA  —   Deusa da do lar e da família; (Héstia) 

NETUNO  —  É o deus dos mares, da água dos terremotos; (Poseidon) 

PLUTÃO  —  Deus do submundo e das almas; (Hades)                              

MINERVA  —  Deusa da sabedoria, da arquitetura e das artes; (Atena); 

MARTE  —  Deus da guerra, dos camponeses, da virilidade; (Ares) 

DIANA  —  Deusa da caça, da castidade e dos animais; (Ártemis)

CERES  —  Deusa da agricultura, dos cereais e do casamento; (Deméter)

MERCÚRIO — Deus do comércio  e da ladroeira; (Hermes) 

VULCANO —  Deus do fogo, da lava, dos metais e dos ferreiros; (Hefesto)

VÊNUS  —  Esta é a deusa do amor e da beleza; Afrodite)  

FAUNO  —  Divindade protetora rebanhos e pastores; (PÃ)

CIBELE — Deusa da Terra, identificada como esposa de Saturno; (REIA)

CUPIDO  —  O deus do amor, da paixão, filho de Marte e Vênus; (Eros)

 

Além desses deuses dos gregos, os romanos também adoravam a outros deuses próximos ao seu cotidiano, classificados de acordo com suas atribuições:

 

SILVANO  —  Deus das florestas, da pecuária e do pânico;

BELONA  —  Deusa romana da guerra, parceira de Marte nas batalhas;

ANGITIA  —  Deusa da cura, simbolizando a serpente da Antiga Roma;

ESCULÁPIO  —  Deus da Medicina;

JUSTIÇA  —  Deusa da justiça e da vingança, sempre com os olhos vendados;

FAUNA  —  Deusa da fertilidade e feminilidade;

PUTA  —  Deusa menor da agricultura. Os festivais de poda das árvores terminavam em bacanais, daí a origem da palavra atual para prostitutas;

QUIRINO  —  Deus guerreiro, protetor de Roma. Era casado com Hora;

POMONA  —  Deusa das frutas e dos jardins;

VITÓRIA — Adorada pelos generais,  teve sua imagem em moedas;

JANO  —  Deus que cuida da porta do paraíso, que possui dois rostos;

LARES  —  Espírito ancestral protetor da casa e da família;

FORTUNA  —  Deusa do desenvolvimento urbano, do destino e da sorte;

LETO  —  Deus da morte e da velhice;

CONCÓRDIA   —  Deusa da harmonia e paz nos lares;

DISCÓRDIA  —  Deusa da maldição e das desgraças;  

 

Assim como na Mitologia Grega, os deuses romanos tinham características humanas, como sentimentos e aparência física. A diferença está no fato de que eles não mantinham contato direto como os homens, como acontecia na Mitologia Grega.

Após calamidades causadas principalmente por guerras, a maioria da sociedade romana adotou uma atitude cética em relação aos deuses, por estes não terem lhes protegido, apesar dos rituais oferecidos.

Aproximadamente no século III a.C., a crença nos deuses foi dando espaço a religiões orientais com aspectos mitológicos, com características com envolvimento pessoal, ritos de iniciação e sacrifícios. Após alguns séculos, o Cristianismo tornou-se a religião oficial romana, fato que só foi reconhecido em 313 d.C., pelo Imperador Constantino.

 

 

3.  MITOLOGIAS DIVERSAS

 

 

Quem não se aprofundou muito nesse assunto até hoje, vai entender que só existem lendas na Antiga Grécia e na Roma Antiga, mas isso não é verdade, pois figuras mitológicas existem pelo mundo todo, inclusive no Brasil, através da sua história, cultura e folclore.

Para encerrar este trabalho de pesquisa, mostraremos alguns mitos fora da Mitologia Greco-romana e, com certeza, figuras que nosso leitor já deve ter ouvido falar, ou lido em algum lugar. 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

www.infoescola.com. Consultado em 06/11/2012.

www.wikipedia.org. Consultado em 06/11/2012.

www.brainly.com.br. Consultado em 10/11/2014.

deusesdasmitologias.blogspot.com.br. Consultado em 10/11/2014.

 

 

AUTOR DA PESQUISA

Walmir Damiani Corrêa

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 12/11/2014

Todos os direitos reservados ©elevados.com.br 2013 - 2018