Adultério: Há um inocente?

 

ADULTÉRIO:

HÁ UM INOCENTE?

 

 

O casamento é uma parceria. A intimidade desta parceria é ilustrada pela expressão usada nas Escrituras para descrevê-la : “uma carne” (Gênesis 2:24; Mateus 19:5; Efésios 5:31). Como a maioria das parcerias, seu sucesso é dependente de ambos os parceiros cumprirem suas responsabilidades. 

Deus deu tanto ao marido quanto à esposa responsabilidades gerais que resultam em obrigações específicas. Os maridos devem amar suas esposas e viver com elas com compreensão, honrando-as como a parceira submissa no relacionamento (Efésios 5:25; 1 Pedro 3:7). As esposas devem se submeter aos seus maridos e cumprirem os deveres domésticos que estão relacionados com à manutenção do lar e dos filhos (Efésios 5:22; 1 Timóteo 5:14; Tito 2:4-5).

As obrigações dadas a cada parceiro do casamento não são condicionadas pelo cumprimento das responsabilidades do outro parceiro. Na verdade, exatamente o oposto é afirmado e pressuposto nas Escrituras. Pedro mandou que as esposas se submetessem aos seus maridos até mesmo em relacionamentos nos quais os maridos, talvez, não amassem suas esposas como deveriam (1 Pedro 3:1-6). O amor que é ordenado ao marido manifestar para com sua esposa não depende do caráter dela nem de sua obediência aos mandamentos de Deus, como demonstrado pelo significado da palavra escolhida por Paulo para descrever aquele amor, ou seja “ágape”.  (Efésios 5:25)

Apesar do sucesso do casamento depender dos dois parceiros cumprirem suas responsabilidades, ele pode fracassar como resultado de só um dos parceiros se recusar a obedecer ao padrão divino para esse relacionamento. Porém, não é incomum para casamentos fracassados que os erros ocorram por parte dos dois cônjuges. É um erro, no entanto, presumir que, no acontecimento de um casamento fracassado, ambos necessariamente tenham culpa pelo fracasso.

Jesus ensinou que o divórcio era permitido por Deus apenas pelo motivo específico da imoralidade sexual: “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]” (Mateus 19:9). O versículo proíbe o novo casamento de modo geral, mas o efeito da cláusula “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas” é para ensinar que há um caso no qual um “inocente” pode se divorciar do seu cônjuge culpado de imoralidade sexual, podendo se casar de novo, sem que esteja cometendo pecado.

Jesus também ensinou a responsabilidade pessoal em contribuir para os pecados dos outros em outras passagens, como em Mateus 18:6-7, mas claramente quando o cônjuge que pode se casar novamente sem pecado não é o responsável pela imoralidade sexual cometida. 

Alguém uma vez disse que pares perfeitos só existem em meias e luvas. Apesar disso, o ensinamento de Jesus sobre o divórcio e novo casamento sugere que é errado presumir que em todos os casos um cônjuge é responsável pelo fracasso do outro.

 

AUTOR

Allen Dvorak

Por: Allen Dvorak

Publicado em 23/12/2014

Procedência - Portal Padom

Todos os direitos reservados ©elevados.com.br 2013 - 2018