O renovo justo

 
O RENOVO JUSTO

 

 

Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor. Portanto, assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Visto que dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não cuidastes, e as afugentastes, e não cuidastes delas, trarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor. Eu mesmo recolherei o resto das minhas ovelhas, de todas as terras para onde eu as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos, onde frutificarão, e se multiplicarão. Levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, nem uma delas faltará, diz o Senhor. Vem dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo, um rei que reinará e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro. Este será o seu nome, com que o nomearão: O Senhor, Nossa Justiça. (Jeremias 23:1-6)

 

Deus poderia agir diferente. Poderia ignorar seu povo pecador. Poderia, Ele mesmo, chamar Seu povo ao arrependimento. Poderia, Ele mesmo, levar Seu povo à vida eterna. Mas Deus não age assim.

Deus valoriza as pessoas. Deus quer envolver os homens em sua programação. Deus quer a participação dos homens. É através dos homens que Deus quer continuar realizando a sua obra nesta mundo. Os homens são instrumentos nas mãos do Criador.

Deus mesmo poderia ter gritado a Sua mensagem ao povo em cativeiro. Mas não o fez. Deus chama, prepara e envia os profetas, entre os quais está Jeremias, a quem diz: “Tudo quanto Eu te mandar, falarás; eis que ponho na tua boca as minhas palavras.” Jeremias deveria ser o porta-voz do Senhor.

Deus mesmo poderia ter cuidado, guiado e libertado Seu povo nas mãos inimigas, mas não o faz. Deus chama, prepara e envia pastores, dirigentes e reis para realizar esta tarefa. Deveriam ser os porta-vozes do Senhor.

O que, porém, Deus não tolera nestes Seus auxiliares é a infidelidade, o relaxamento, a irresponsabilidade. Estes comportamentos o Senhor não admite, mas condena. Aos pastores, dirigentes, reis, guias e autoridades que revelam falsidade, negligência na defesa e pastoreio do rebanho do povo de Deus, o Senhor acusa e pune. O Senhor os acusa: “Os sacerdotes não disseram: onde está o Senhor? Os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal; destruíram, dispersaram e afugentaram as ovelhas do meu povo.” O Senhor ameaça e castiga: “Eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações.” 

O Senhor não precisaria de nenhum sacerdote, pastor, profeta, dirigente, rei ou guia para manter a Sua obra e atingir os Seus objetivos. Mas Ele os valoriza e os quer investir em Seu reino. Contudo, não tolera falsidade, descuido ou irresponsabilidade.

É exatamente assim que o Senhor também ainda pensa e age conosco, aqui e agora.  Não gostaríamos que o “ai dos pastores” repousasse sobre nós, mas q eu o Senhor olhasse para nós quando diz: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência.

E isto pode acontecer. Deus mesmo apresenta e aponta para o “Renovo Justo“ e para o “Senhor Justiça Nossa”. Revestidos desta justiça de Jesus Cristo, poderemos ser porta-vozes de Deus e caminhar o caminho da vida eterna.

 

AUTOR

Dr. Leopoldo Heimann

Comissão Interluterana de Literatura

Por: Leopoldo Heimann

Publicado em 10/09/2017

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