O que a Bíblia fala sobre Maria

 

O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE 

MARIA

 

INTRODUÇÃO DO SITE “ELEVADOS”

 

Se a Bíblia não coloca Maria no patamar que a Igreja Católica Romana decidiu, toda essa crença passa a ser considerada uma Heresia. Esse rótulo costuma assustar, mas retrata perfeitamente o tamanho do erro do catolicismo em alterar as doutrinas bíblicas. 

Baseados nas nossas pesquisas e em tudo que temos ouvido há décadas nas igrejas, podemos definir Heresia como toda teoria que abrange as doutrinas bíblicas, mas decidem contrariá-las. É uma definição simples, mas espelha a verdade, que é muito ampla e precisa ser obedecida.

O trabalho a seguir foi “copiado” das publicações de um homem valoroso chamado Édino Melo, uma coletânea de livrinhos que denunciam uma série de heresias que estão por aí tumultuando a cabeça dos filhos de Deus. Os principais temas abordados estão ligados ao Esoterismo, Espiritismo, Catolicismo, Simbolismo, Nostradamus, Astrologia, Religiões, Seitas, etc. 

Para que não haja dúvidas quanto à qualidade desses estudos, informamos que os prefácios de tais livrinhos são assinados por autoridades teológicas como Russel Shedd, Luiz Sayão, Tácito Leite, entre outros.

Nossa participação neste trabalho postado se resume em aprimorar o português utilizado, dar mais clareza às verdades veiculadas e adaptar ao texto o padrão gráfico que identifica o Site Elevados.

 

INTRODUÇÃO 

 

O “Culto a Maria” foi organizado e instituído no ano de 381 d.C. pelo Concílio de Constantinopla, sendo que cinquenta anos depois (431 d.C.) Maria recebeu o título de “Mãe de Deus”. 

O Papa Pio IX se encarregou de criar em 1854 o título de “Imaculada” para Maria, ou seja, documento que garantiria sua concepção sem qualquer mancha de pecado original. Já a “Assunção de Maria” tornou-se Artigo de Fé no ano de 1950. 

 

AS 10 VERDADES BÍBLICAS SOBRE MARIA

 

1 - Maria considerou-se pecadora e não imaculada

 

Quando Maria levou o bebezinho Jesus ao templo, para apresentação e purificação, declarou-se pecadora como qualquer outra pessoa, pedindo humildemente por misericórdia, em momento algum declarando-se uma pessoa imaculada, sem pecados (Lc 1:46-47). Se ela fosse imaculada, não precisaria apresentar duas rolinhas para sacrifício dos seus pecados, conforme exigência da Lei de Moisés (Lv 12:1-8 e Lc2:22-24).  

 

2 - Jesus tratou Maria como uma mulher comum

 

Observe no texto que Jesus chamou-a de “mulher” (Jo 2:4), da mesma forma como chamou à mulher Samaritana (Jo 4:21), e a Cananéia (Mt 15:28). A Bíblia Católica (Bíblia de Jerusalém) defende que a frase “Mulher, que tenho eu contigo?”, dita por Jesus a Maria, durante as bodas de Caná, foi para mostrar que não desejava relacionamento algum com ela, e não para atender a uma mediação. Vamos pensar: Por que ela teria tal honra e não João Batista, considerado por Jesus como o maior entre os nascidos de mulher? (Mt 11:11)

 

3 - Maria foi mãe de Jesus porque estava casada com José

 

Explicando melhor, Maria foi mãe de Jesus porque era casa com José, homem que descendia de Davi, e não ela (Mt 1:16). Reflita conosco: Como ela teria sido escolhida apenas por temer a Deus, se Raabe (a prostituta de Mt 1:5)  e Bate-Seba (adúltera de Mt 1:6) também eram da linhagem de Jesus? Maria deu à luz Jesus pela graça!

 

4 - A Bíblia nunca considerou Maria como uma intercessora

 

Jesus é o único mediador (1 Tm 2:5; At 4:12), mas os católicos elegeram Maria como medianeira entre nós e Jesus. Se esse fosse o caso, o centurião (Mt 8:5-10) e o oficial do rei (Jo 4:46-54) deveriam também ser considerados intercessores, pois eles vieram até Jesus rogando por terceiros. Afinal, para que mediadores, se o próprio Jesus está entre nós (Mt 18:20), e se Ele é o nosso advogado (1 Jo 2:1-20? 

 

5 - Sendo uma pessoa comum, Maria não é mediadora

 

É importante que se diga que conceder a Maria a função de mediadora implicaria conferir-lhe atributos que pertencem somente a Deus. Pergunta-se: Como ela atenderia a todos ao mesmo tempo, já que ela não é onipresente, nem onisciente, capacidades divinas de estar em todos os lugares ao mesmo tempo e de conhecer todas as coisas? Nem os anjos, nem Satanás possuem tais atributos, quanto mais uma mulher na condição de pecadora! Colocar Maria nessa posição é pretender igualá-la a Deus!

 

6 - A Bíblia não mudou a identidade de Maria

 

Maria é tida pelos católicos como a “Senhora de Fátima”, “Senhora de Aparecida”, a “Senhora que desata os nós”, etc. Deus jamais anulou a identidade original de alguém. Os anjos, por exemplo, quando comentados em culturas diferentes, eles mantêm o mesmo nome. No caso de Maria, há mudanças não só de nome, como de forma. Vamos lembrar que quem age assim é Satanás, ostentando vários nomes e de várias maneiras para confundir aos outros (2 Co 11:14).

 

7 - Maria ainda está à espera da ressurreição dos mortos

 

Será que Maria teria acesso aos vivos para rogar a Deus por eles? Veja que tal crença envolveria a mediunidade, o que seria impossível à luz da Bíblia (1 Sm 12:22-23). Maria não ressuscitou, e  continua aguardando esse dia da mesma forma como todos nós que morremos em Cristo (Jo 3:13; 1 Ts 4:13-18).

 

8 - Maria só foi chamada de bendita por causa do fruto do seu ventre

 

Quando o anjo Gabriel cumprimentou Maria, não a saudou com nenhum título honroso (Lc 1:28). Outro destaque: após a anunciação, ele apresentou-se apenas a José, o cabeça do casal (Mt 2:13,19-22). Confirma-se, então, que Maria só foi chamada de bendita entre as mulheres por causa da criança que carregava.  Apesar disso, o Catolicismo usa a saudação para torná-la santíssima. Observe que, na Bíblia, bendito é usado 170 vezes normalmente para quem teme a Deus. Só nos seis primeiros capítulos de Deuteronômio esse adjetivo é usado seis vezes.

 

9 - Chamar Maria de “Rainha dos Céus” é abominação a Deus

 

No ano de 1954 o Papa Pio XII resolveu coroar Maria como a rainha dos céus. A Bíblia porém refere-se ao culto à rainha dos céus como um ato de rebelião à Palavra de Deus (Jr 44:16-17). 

 

10 - Maria não continuou virgem, pois ainda teve mais filhos

 

A Bíblia conta que José “conheceu Maria” (manteve relações sexuais com ela) após o nascimento de Jesus (Mt 1:24-25). Os Evangelhos registram que ela teve mais filhos depois disso (Mc 3:33; Mt13:54-46), sendo Jesus considerado o seu primogênito, o primeiro filho (Lc 2:7; 1:21-24) e não unigênito (filho único Jo 3:16). A Bíblia garante que Jesus teve irmãos (Mt 13:54-56). 

 

Vejamos, a partir de agora, quais são os dois argumentos que os católicos costumam usar para defenderem suas teorias de que Jesus não teve irmãos:

 

a)  Os irmãos de Jesus mencionados, seriam primos

 

Os católicos afirmam que quando a Bíblia fala dos irmãos e irmãs de Jesus, está se referindo a parentes próximos em geral, como primos, tios, etc., porque o Hebraico e o Aramaico não diferenciam uns dos outros. Essa explicação serviria se o Novo Testamento tivesse sido escrito em Hebraico e o Aramaico, porém isso só aconteceu com o Antigo Testamento. O Novo Testamento foi totalmente escrito em grego, língua que possui um termo definido para cada grau de parentesco existente. Para se ter ideia, o grego usa adelfós para irmão, adelfês para irmã, anepsiós para primo e suggenis ou suggenceês para prima.

Se estudarmos os textos originais gregos do Novo Testamento, veremos ali que Jesus tinha adelfós e adelfês (Mt 13:55-56 e Jo 7:1-10).  Também podemos afirmar que encontraremos citados os mais diferentes graus de parentesco bem especificados no Novo Testamento. Como exemplo, Marcos é chamado de primo de Barnabé (Cl4:10), assim como Isabel é referida como prima de Maria (Lc 1:36), e Tiago é colocado como irmão (carnal) de Jesus (Gl 1:19).

 

b)  A irmã de Maria 

 

A segunda teoria defendida pelo Catolicismo é que os chamados irmãos de Jesus eram, na verdade, filhos de Sua tia chamada de Maria de Cleofas, irmã da mãe de Jesus (Jo 19:25).  Porém, Mt 27:56 e Mc 15:40 indicam que o nome da tia de Jesus era Salomé, a esposa de Zebedeu. Examine Mt 4:21 e 10:2; Mc1:19; 3:17; 10:35 e Lc 5:10 e descobrirá que esses textos comprovam que Zebedeu tinha dois filhos, cujos nomes eram Tiago e João. Também poderemos constatar como a Bíblia faz diferença entre eles e os irmãos de Jesus em At 1:13-14, quando diz que Tiago e João foram orar com Pedro, sendo seguidos pelos irmãos de Jesus. Mais claro, impossível! (Jr 23:36-40).

 

Para encerrar este estudo, fazemos um questionamento: será que uma mulher com as atribuições que querem dar a Maria poderia viajar a Jerusalém, uma viagem longa, e esquecer seu filho de 12 anos no templo? (Lc 2:42-46)


AUTOR

Édino Melo

 

 

Por: Édino Melo

Publicado em 06/08/2019

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