Festas litúrgicas e populares

 FESTAS 

LITÚRGICAS E POPULARES 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO
 
 
 
As crenças religiosas costumam ser expressas através de danças, rituais mitos e de festas populares. No contexto cultural brasileiro, como resultado da nossa herança colonial, as festividades também são marcadas pela idolatria, pelo espiritismo, superstições, reunindo aí muito sincretismo religioso.
 
Tendo como pano de fundo o Calendário Litúrgico, vamos avaliar alguns desses sintomas à luz da Bíblia Sagrada.
 
 
Vícios: 1 Coríntios 3:16-17; 6:9-11 e 19-20; 2 Coríntios 6:16; Gálatas 5:19-20
 
Bebedeiras: Levíticos 10:9; Provérbios 23:35; Isaías 5:21-24 e 28:7-8; Habacuque 2:15-16
 
Jogatina: Isaías 55:2-3; Provérbios 17:16 e 1:19; 1 Coríntios 6:12; Mateus 24:45-51
 
Sexo Livre: Gálatas 5:19-20; Apocalipse 21:8; Romanos 1:24-27; Levíticos 18:22,29
 
Erotismo e sensualidade: Isaías 57:8,17; 1 Tessalonicenses 4:1-8; 1 Coríntios 6:16-20
 
Mentiras e falcatruas: João 8:44; Isaías 59:3-4; Colossenses 3:17 e 2 Coríntios 8:21
 
Uso de palavrões: Efésios 4:29 e 5:4; Colossenses 4:6; Romanos 14:21; Efésios 5:19-20
 
Obras da carne: Gálatas 5:19-21; 2 Pedro 2:10 e 13-4; Jeremias 9:9,5
 
Lazer pecaminoso: Provérbios 10:23. Gálatas 5:13; 1 Pedro 2:15-16; 1 Coríntios 8:9
 
Aparência do mal: 1 Tessalonicenses 5:22; Efésios 4:11-12; Romanos 14:23 e 1 Pedro 1:15
 
 
 
FOLIAS DE CARNAVAL
 
 
 
Acredita-se que o carnaval tenha se originado das festas em homenagem à deusa Ísis e ao deus Osíris, no Egito, por volta do ano 2000 a.C.. Outras fontes acreditam que tenha se originado das festas pagãs da Antiga Roma.
 
Os desejos da carne costumam ultrapassar os limites de bom senso dos indivíduos, transformando-se numa oposição humana contra os princípios de Deus. Observe alguns registros bíblicos que tratam sobre o comportamento humano nessas festividades populares:
 
Folias de Carnaval
 
 
 
QUARESMA E CINZAS
 
 
 
No ano 140 d.C., Telésforo, Bispo de Roma, instituiu o “Jejum Quaresmal”, que só veio a ser oficializado, no Ano 519, ocupando o lugar do feriado pagão que guardava 40 dias de jejum e pranto por Tamuz, deus que havia sido morto por um javali. A pergunta é: Que sentido pode ter um cerimonial prestado a um deus morto por um porco selvagem? 
 
Como afirma John Stott, “Crer é pensar”. A nossa pregação é uma revelação racional, bastando ter bom senso e perceber que essa prática é totalmente revestida de ideias pagãs (Colossenses 2:14-19).
 
Já a “Quarta-feira de Cinzas” traz um ritual muito antigo que envolve cinzas. Tal prática foi criada para que os fiéis pudessem demonstrar arrependimento pelos pecados praticados durante as folias de carnaval.  Parece uma ideia bonita, mas vamos observar o que Deus pensa disso tudo, lendo Isaías 44:18-20, que mostra o comportamento dos pagãos, que plantam árvores para depois de crescidas queimá-las e transformá-las em imagens de escultura (deuses)
 
 
Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura: ajoelha-se diante dela, e se inclina, e lhe dirige a sua oração, e diz: Livra-me; tu és o meu deus. 
Nada sabem, nem entendem; grudaram-se-lhe os olhos, para que não vejam, e se fecharam os seus corações, para que não entendam. (Isaías 44:18-20)
 
 
 
 
 
 
 
DOMINGO DE RAMOS
 
 
 
Essa prática festiva procura comemorar a entrada de Jesus em Jerusalém, pouco antes da Sua crucificação. Por ocasião dessa festividade, ramos são levados ao templo para serem ungidos com água benta. Graças a isso, segundo o entendimento católico, os ramos passariam a funcionar como um amuleto protetor para o restante daquele ano.
 
Mas, se funciona assim, onde fica o burrinho que a Bíblia inclui nesse acontecimento? Por que será que não benzem um burrinho também, nessas festas, uma vez que foi um deles conduziu Jesus a para dentro de Jerusalém? (Lucas 23:18-25).
 
Veja o que Jesus comentou sobre essa religiosidade oca e vazia: “Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mateus 15:8)
 
Procissão de Ramos
 
 
 
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
 
 
 
Nesse dia comemorativo, a população católica fica proibida pela Igreja de comer carne, restringindo-se apenas ao consumo de carne de peixe.  Mas, afinal, qual seria a ligação existente entre a morte de Jesus e a carne bovina? Seria o sangue existente nela? E a carne do peixe? Ela não tem sangue? Que jejum é esse, em que aos fiéis podem ”traçar” uma bacalhoada, uma camaroada, beber vinho, etc.?  Que restrição esquisita é essa? De onde veio isso?
 
Para podermos aprofundar esse fato, trazemos à lembrança o tempo em que éramos crianças, e nessa época o jejum era para ser cumprido durante todos os 40 dias de quaresma. Com o passar do tempo, o jejum foi encurtado apenas para as quartas e sextas-feiras da quaresma, e mais tarde ainda só para a quinta-feira santa e sexta-feira santa. Atualmente, pelo que observamos, o jejum só é obrigatório para a sexta feira santa!
 
Não pretendemos ridicularizar a fé de ninguém, mas temos a obrigação de perguntar o seguinte: Será que comer carne nessas datas deixou de ser um pecado, quando há poucos anos o papa liberou o consumo de carne e diminuiu a duração de jejum? Por que será que antes era pecado e agora não é mais? Todo esse tempo histórico não significou nada? 
 
Na verdade, foi o próprio tempo que se encarregou de mostrar que tal prática não redime, nem santifica ninguém. Veja os ensinos de Jesus e do apóstolo Paulo a respeito dessas coisas: 
 
 
[...] Ouvi-me vós todos, e compreendei. Nada há, fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar. Mas é o que sai dele que o contamina. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. [...]Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, pois não lhe entra no coração, mas no ventre, e depois é lançado fora. [...] O que sai do homem é o que o contamina. Pois do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba e a loucura. Todos esses males procedem de dentro, e contamina o homem. (Marcos 7:14-23)
 
[...] porque tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graça; porque da palavra de Deus, e pela oração é santificada. (1 Timóteo 4:4,5)
 
 
Procissão do “Senhor Morto”
 
 
 
CORPUS CHRISTI
 
 
Corpus Christi é uma festividade dedicada ao “corpo” de Cristo. Essa comemoração adotada pela Igreja Católica pretende demonstrar a presença “real” de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho em Seu corpo e em Seu sangue, crença completamente desacreditada por outros segmentos cristãos.
 
Sua origem, instituída pelo Papa Urbano IV, remonta ao Século XII, devendo ser celebrada na quinta-feira após outra festividade, que é chamada de “Festa da Santíssima Trindade”, a qual acontece no domingo depois de Pentecostes.
 
Vamos raciocinar um pouco: Os católicos acreditam que a hóstia que utilizam se transforma no corpo de Cristo. Por acaso o Deus Vivo poderia se tornar uma coisa inanimada para ser depois ingerida pelas bocas pecaminosas dos fiéis? Para embasar essa doutrina, eles costumam usar aquela afirmação de Jesus: “Este é o meu corpo; comei dele todos.”  Por que será que eles não pensam em colocar Jesus no lugar das portas que têm por aí. Jesus disse também “Eu sou a porta...” mas nem por isso Jesus possui fechaduras e dobradiças no Seu corpo! 
 
Os dois casos estão tratando apenas de uma comparação, uma figura de linguagem!  (1 Coríntios 11:24-25)
 
Procissão de Corpus Christi
 
 
 
FESTA JUNINA
 
 
 
Agora vamos falar daquela festa cheia de fogos de artifício.  A lenda diz que os fogos de artifício que estouram no dia 24 de junho (dia de São João), serve para acordar esse santo, que está dormindo. 
 
Essas festas que atualmente costumam se estender por todo o mês de junho, cultuavam a São João Batista, e eram chamadas, a princípio, de Festa Joanina, trazidas da Europa pelos portugueses.
 
No Brasil, essas festas ganharam força com a introdução de comidas típicas locais, como mandioca, milho, pipoca, etc., e também foram incluindo homenagem a mais dois santos do mês de junho: São Pedro e Santo Antônio (29 e 13 de junho, pela ordem). 
      
Uma das maiores atrações dessa festa é a “Dança da Quadrilha”, uma dança sofisticada oriunda da Corte Real da França. Essa prática folclórica, no Brasil, sofreu algumas modificações, sendo que a pobreza dos nordestinos sugeriam roupas remendadas, e dentes pintados de preto, como se estivessem cariados.
 
Se pararmos para analisar as “imagens” desses três santos, veremos que eles apresentam rostos tristes, cabisbaixos, abatidos, um ar de fracasso e desalento, não conseguindo se limpar e precisando ser carregados em procissões.  Essas festas devem ter representado um alento para os três ficarem mais alegres!
 
A fogueira, que sempre é acesa nessas noites, embora a história conte que serve para homenagear aos três santos, ela está relacionada a simbolismos ocultistas, aos cultos pagãos da Antiguidade e às divindades femininas, com vistas à fertilidade (Deuteronômio 18:9-12).
 
Um casalzinho caipira, “prontos” para a festa
 
 
 
DIA DE TODOS OS SANTOS
 
 
 
Para alguns historiadores, o primeiro santo canonizado pela Igreja Católica Romana foi Ulbarico, Bispo de Algsburgo, em 933 d.C., enquanto que outras fontes consideram que o primeiro canonizado foi o Papa Leão III, em 804 d.C.. 
 
A prática de divinizar pessoas se originou nas mitologias grega e romana, sendo chamadas de Apoteose. Trata-se da intenção de “selecionar” deuses menores (humanos) escolhidos criteriosamente para trabalharem como mediadores entre as pessoas do povo em geral e Deus. Nós, porém, cremos que Jesus é o ÚNICO mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5). 
 
Vamos comparar alguns santos católicos com as divindades mitológicas e mitos, apenas para constatar a mistura de novas crenças católicas com as divindades pagãs já existentes.
 
 
a) Deusa Ushtar: Tendo uma criança no colo, era conhecida por Santa Virgem Astarote, a rainha do céu e pode ser comparada com Maria, a mãe de Jesus, que ousam chamar de Mãe de Deus, de Virgem Santíssima e de Medianeira e de Rainha dos céus.
 
b) Castor e Pólux:  Esses irmãos gêmeos são comparados a Cosme e Damião;
 
c) Hímen: Ele ministrava casamentos, e é comparado a Santo Antônio, o santo casamenteiro;
 
d) Mercúrio: Pode ser comparado com São Paulo Apóstolo;
 
e) Júpiter: Pode ser comparado com São Pedro. 
 
 
É bom que se diga aqui que a palavra santo, que é “qãdhôsh” no Antigo Testamento e “hagios” no Novo Testamento, significa separado. Por conseguinte, todos os que estão em Cristo são santos (Romanos 16:2; 1 Coríntios 1:2; 6:1-2; Efésios 3:8 e Filipenses 4:21).
 
 
Santos suspeitos
 
 
Alguns santos que são homenageados nas festas populares e folclóricas católicas nunca foram santos, na verdade, e outros nem chegaram a existir. Vejamos alguns exemplos:
 
 
SÃO JORGE: Trata-se de um ser mitológico que nunca existiu. Confira: Por acaso você já viu algum dragão voando por aí, para ser caçado pelo “Jorginho” e sua lança? 
 
SANTO ONOFRE: Esse é o padroeiro dos bêbados. Será possível ?!?!  Como pode ser isso, se Apocalipse 21:8 afirma que os bêbados não entrarão no Reino do Céu?
 
SÃO PEDRO:  Esse aí não pode ter sido papa e nem santo, pois ele não aceitava ser homenageado pelas pessoas. Leia Atos 10 e confira essa afirmação. (Atos 10:25-26 e 14:7-8)
 
SÃO JOÃO BATISTA:  Não foi santo também. Lembram quando ele mandou que homenageassem a Jesus e não a ele, pois não se via no direito nem de desatar as sandálias do Mestre? Isso aconteceu por ocasião do batismo em águas de Jesus. Confira no texto João 1:29.
 
 
 
 
DIA DE FINADOS
 
 
 
O Dia de Finados é uma comemoração oriunda da doutrina do purgatório. Segundo o Catecismo Católico (não estamos nos referindo à Bíblia Sagrada), foi a Igreja mesma que formulou a doutrina do purgatório, durante o Concílio de Florença (1439) e no Concílio de Trento (1549 a 1563).
 
O historiador Jacques Le Goff diz que essa comemoração deveria ter o nome de “Além inventado pela Igreja”, para redimir e perdoar os defuntos depois da sua morte. Parece coisa do Congresso Nacional, de Brasília!!! 
 
 
 
PÁSCOA
 
 
 
Apesar da Páscoa ser celebrada entre os cristãos como a ressurreição de Cristo, ela foi misturada a diversos símbolos estranhos, os quais passaram a simbolizar o seu sentido geral.
 
 
1. Ovo de Páscoa: Esotericamente, o ovo representa o início de uma nova vida. Em regiões da China, Japão e outros países asiáticos, o ovo liga-se à simbologia do dragão que, na visão do paganismo, tipificava o renascimento da vida ou o despertar de um novo ser. A cultura chinesa considera o dragão como portador de boa sorte, aquele que afasta os maus espíritos. Na Polônia e na Hungria, o ovo está firmado em crenças religiosas dos antepassados.
 
2. Coelho da Páscoa:  Coelho bota ovo?!?  Afinal, o que têm os coelhos a ver com a ressurreição de Cristo? Os papas explicaram que o coelho faz parte da antiga simbologia da fertilidade, não só por ser um animal de reprodução rápida, mas porque ganha status de amuleto da sorte e da prosperidade. É como dizem os engraçadinhos: “Se pé-de-coelho desse sorte, coelho não virava churrasco”. Na vida secular, contudo, o coelho não passa de um símbolo de vida abundante sem maior importância. 
 
3. Chocolate: Também foi incorporado apenas por uma questão de melhor comercialização e por ser um produto muito gostoso. Trata-se de puro consumismo. Afinal, se coelho não põe ovos normais, imagine ovos de chocolate!!!
 
 
 
 
A missa de Páscoa
 
 
 
Essa missa originou-se de uma prática divinatória feita por meio do galo, um bicho considerado sagrado pelos pagãos. Outros segmentos acham que esse evento começou com Francisco de Assis. 
 
Afinal, o que é que o galo tem a ver com Jesus? E tem mais: Deus não gosta das repetições que aparecem nas missas e nas orações (Mateus 6:7; Hebreus 10:9-14)
 
Missa da Páscoa
 
 
 
FOLIA DE REIS
 
 
 
Esta prática é originária da “Festa de Eleos”, que homenageava os deuses June e Ceres. Quando meninos, esses santos saíam pelas ruas tocando um tambor em busca de esmolas para o Espírito Santo. Será que era o Espírito Santo que precisava desses “trocados” ou eram esses foliões que buscavam ganhar cachaça, como acontece até os dias de hoje, principalmente em localidade interioranas? (Confira Levíticos 10:9 e Efésios 4:30)
 
Folia de reis
 
 
 
NATAL, SUAS ÁRVORES E PRESÉPIOS
 
 
 
Essa tradição envolve a veneração de altares familiares. Francisco de Assis criou o presépio no ano 1223 para expressar a visão de que a pobreza tem papel de penitência. Para ele, a pobreza era sua mãe. O problema é que Francisco de Assis retrata Jesus apenas como um exemplo de bondade e não como o seu Salvador. Veja os seus equívocos:
 
1. Quantos reis magos visitaram o menino Jesus?  Para começar, a Bíblia não diz que eram três e nem que eram reis; apenas magos do Oriente (Mateus 2:1). Outra coisa: Eles não estavam sós, mas acompanhados de grandes comitivas. Esse fato chamou a atenção do rei Herodes, que alarmou-se com toda a cidade de Jerusalém (Mateus 2:3). Outra equívoco é que a lenda com os nomes Gaspar, Melquior e Baltazar foi criada no Século VIII e não consta da Bíblia. Finalmente, concluiu-se em Mateus 2:9-11 que eles visitaram Jesus em casa e não na manjedoura, como se costuma representar nos presépios.
 
 
Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, vieram uns magos do Oriente a Jerusalém [...]  Quando o rei Herodes ouvir isto, alarmou-se e com ele toda Jerusalém. [...] Entrando na casa, viram o menino  com Maria, sua mãe e, prostrando-se, o adoraram. Então, abrindo os seus tesouros, lhe apresentaram suas dádivas: ouro, incenso e mirra. (Mateus 2:1-11)
 
 
2.  Qual era a condição social de José e Maria? O presépio apresenta José e Maria bem pobres, porém José tinha uma situação sustentável. Ele era carpinteiro, sendo que parte do cedro usado na sua carpintaria era comprado e importado do Líbano, um material muito caro. Como ele procuraria por uma hospedagem se não tivesse condição financeira para isso?  A manjedoura só chegou a ser usada porque ele não conseguiu achar onde hospedar-se (Lucas 2:7). Além do mais, como teriam residido no Egito até aí, se não tivessem meios para isso?
 
3. Papai Noel e a Árvore de Natal:  O mês de dezembro foi o escolhido para festejar o Natal por causa das festividades oferecidas pelo mitraísmo ao “Sol Invicto”. Há diversas lendas sobre o surgimento de Papai Noel. Trata-se de São Nicolau, que era Bispo de Myra, na Turquia, homem que viveu no Século IV d.C. Um homem chamado Clemen Moore acrescentou o trenó puxado por renas (1832) e Thomas Nast fez o desenho atual (1863), com roupas vermelhas e barba comprida. A participação da Coca-Cola foi em dias bem mais recentes. Já a árvore de Natal tem origem bem diferente. 
 
 
O escritor S.V. Milton apresenta alguns perigos quando nos aproximamos desses símbolos natalinos modernos, americanizados:
 
a)  Substituir Jesus pelo Papai Noel na mente das crianças;
 
b)  Alimentar mentiras em torno da figura do Papai Noel com atributos divinos, como onisciência e onipresença;
 
c)  Ter a árvore de Natal como uma espécie de talismã da sorte;
 
d)  Transformar a data em mera comilança e consumismo;
 
e)  As festas religiosas devem existir somente para a glória de Deus.
 
Natal amerizanizado
 
 
 
CATERETÊ 
 
 
 
O cateretê foi introduzido no Rio Grande do Sul pelos jesuítas, quando das comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Senhora da Conceição. É uma festa repleta de danças, também bastante difundida também nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais além das festas católicas do Pará, Mato Grosso e Amazonas. 
 
Nas regiões litorâneas o cateretê é dançado com tamancos com sola de madeira dura de madeira. No interior desses estados, os dançarinos dançam descalços ou usam esporas nos sapatos, para produzirem um ruído parecido com o tamanco. 
 
Em alguns lugares, o cateretê é conhecido com o nome de Catira.  (1 Coríntios 6:12; 10:23)
 
 
 
 
OUTRAS FESTAS
 
 
 
Há diversas outras festas envolvidas com práticas e consagrações católico-ocultistas, em meio à idolatria e superstições. Veja o que Deus pensa delas, através da Bíblia:
 
1) Peão-de-boiadeiro: Festa idólatra. (Êxodo 20:1-5; Deuteronômio 4:6; Isaías 30:22 e 31:7)
 
2) Iemanjá: Festa com idolatria e feitiçaria. (Deuteronômio 7:5,26,27; Apocalipse 21:8; Jeremias 44:16-17)
 
3) Aparecida: Festa de idolatria. (Jeremias 10:3-5; Salmos 115:4-8)
 
4) Halloween: Festa de feitiçaria. (Deuteronômio 18:9-12; Ezequiel 13:18-21; Miquéias 5:12-14)
 
5) Cosme e Damião:  Festa de feitiçaria. (1 Coríntios 10:19-20; Habacuque 2:18-19; Deuteronômio 18:9-12)
 
 
 
 
A PARTICIPAÇÃO DOS CRISTÃOS 
 
 
 
Existem 10 perguntas que podem ajudar um cristão na hora em que for convidado para participar de uma festa popular como essas que citamos anteriormente. Sugerimos o uso desses quesitos como um roteiro pessoal de análise. (1 Coríntios 10:23)
 
1) Ela traz escândalo ou fere a consciência alheia? (Mateus 18:7 e Romanos 14:21)
 
2) Ela deforma a dignidade humana?  (2 Coríntios 4:2; Colossenses 3:17; 1 Coríntios 6:12)
 
3) Ela dá lugar à carne, envolvendo magia e ocultismo?  (Gálatas 5:13; Colossenses 3:17; 1 Pedro 1:14-25)
 
4) Ela inclui alguma aparência do mal?  (1 Tessalonicenses 5:22; Efésios 5:8; Mateus 5:13-16)
 
5) Ela sugere alguma dúvidas ao coração ou à consciência?  (Romanos 14:22; 1 João 3:20)
 
6) Ela prejudica outros ou fará mal ao seu corpo?  (1 Coríntios 8:9-13)
 
7) Jesus participaria dela, se fosse convidado?  (1 Pedro 2:21; 1 João 2:6; Colossenses 2:6; João 13:15)
 
8) Mantenho minha fé cristã enquanto participo dela?  (1 Pedro 3:15)
 
9) Minha consciência ficará em paz, enquanto participo dela?  (1 Timóteo 1:19; 1 João 3:10)
 
10) Meu pastor concordaria com essa minha atitude?  (Hebreus 13:7,17; Romanos 13:2)
 
 
Para resumir essas indagações acima, veja esse maravilhoso versículo bíblico: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.” (1 Coríntios 10:23)
 
 
 
FONTES PESQUISADAS
 
 
 
BARRETO, Archimínia. Mitologia dupla. Rio de Janeiro,RJ: Editora CPB, 1971.
 
GOFF, Jacques Le. O imaginário medieval. Rio de Janeiro,RJ: Editora Record, 1994.
 
MELO, Édino. A Bíblia: religiões, seitas e Heresias.  Série Ferramentas, Vol. III. Transcultural Editora. Campinas, SP. Série “Ferramentas” 
 
MILTON, S.V. Festas Populares. Curitiba: Editora A.D.Santos, 2002
 
SHEDD, Russel. O mundo, a carne e o diabo.  São Paulo,SP: Editora Vida Nova, 1995.
 
 

AUTOR DA PESQUISA
Walmir Damiani Corrêa
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Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 19/03/2020

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