O ocultismo moderno

 

O OCULTISMO MODERNO

 

 

INTRODUÇÃO

 

Sempre que estivermos nos referindo ao ocultismo, é preciso deixar claro que não se está tratando de um sistema religioso homogêneo, ou seja, de uma organização com práticas padronizada, planejadas.

Cada grupo herético ou seita pode conter, dentro do seu escopo doutrinário ou das suas regras de fé, uma série interminável de práticas e ensinos extraídos das crenças ocultistas em geral, tanto implícita quanto explicitamente. 

Podemos também afirmar que o movimento Nova Era é a veia por onde corre e se desenvolve todo tipo de ocultismo no mundo, um sistema que vai se estribando em outros, interligando os segmentos que forem surgindo através desse sistema, que vão se chamando de “seitas”. 

Entre essas seitas podemos citar a Ordem Rosacruz, a Maçonaria, a Ciência Cristã, a Igreja Universal e Triunfante (Elizabeth Claire Prophet), o Mormonismo (Joseph Smith), a Igreja da Unificação (Rev. Moon), a Igreja Seicho-No-Ie (Masaharu Taniguchi), a Igreja Messiânica Mundial, a Teosofia (Helena Petrovna Blavátskaya), a Antroposofia, o Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, as seitas afro-brasileiras, como a Umbanda, a Quimbanda, o Candomblé, o Vodu, etc., as seitas espíritas como o Kardecismo (Allan Kardec), a LBV – Legião da Boa Vontade (Alziro Zarur), o Racionalismo Cristão, a Cultura Racional, etc..  A relação é muito grande.

 


PRATICANTES DO OCULTISMO

 

 

Os que se envolvem em tais práticas são adjetivados como sensitivos, videntes, parapsicólogos, gurus, mestres, babalorixás, ialorixás, benzedeiras, satanistas, médiuns, canalizadores, bruxas, etc. A lista aqui também é enorme.

Dentro do ocultismo a pessoa se sente poderosa, dominadora e, ultimamente, se tem destacado muito a figura das bruxas. É bom que se diga que o perfil da bruxa moderna é bastante diferente da imagem que as pessoas costumam ver nas histórias em quadrinho antigas, quando apareciam com nariz curvado, rosto enrugado, roupa preta e chapéu preto e pontudo, normalmente montando uma vassoura. 

Hoje, as bruxinhas são elegantes, belas, bem vestidas, usam salto alto e atendem em seus apartamentos, cercadas por uma moderno aparato tecnológico, incluindo aí computadores, telefones celulares, etc. Para poderem desempenhar seus trabalhos elas precisam fazer cursos específicos que podem durar até sete anos. Durante seus atendimentos de aconselhamento elas orientam acerca da vida sentimental, profissional e financeira das pessoas que as procuram. Qualquer semelhança com as ciganas dos anos 60, seria uma “mera coincidência”.

Quanto à existência das superstições, ao contrário do que muitos intelectuais esperavam, seu desaparecimento não aconteceu com o avanço da tecnologia nem com o avanço das ciências físicas. Muitos garantiam que a população moderna não mais difundiria estórias como as da cegonha, das fadas, etc., e que seriam aposentadas as patas de coelho, figas, fitas vermelhas, ferraduras, arrudas ou as imagens de Buda. Também acreditavam que o mês de agosto deixaria de ser chamado de “mês do desgosto”, e que não se teria mais medo de "mau-olhado", de gato preto, etc. A lista é enorme também.

Contudo, para a decepção geral desses otimistas, o que ocorreu foi o inverso. Milhares de pessoas "intelectualizadas" passaram a se envolver com alguma forma de superstição, ganhando a vida defendendo e interpretando os “poderes” dessas crenças antigas.

 

 

A TEOLOGIA CRISTÃ E O OCULTISMO

 

 

Os estudiosos de Teologia citam a existência de cinco categorias de ocultismo, quais sejam:

• Astrologia: afirma que o movimento dos astros determina os acontecimentos, bem como o caráter dos homens; 

Magia: confere poder a alguém,  quer para o bem, quer para o mal;

Feitiçaria: refere-se a certas pessoas com poderes não explicáveis pelos sentidos;

Mediunidade ou Necromancia: prática da comunicação com os mortos;

Reencarnação:  seria uma volta à vida em outro corpo. 

O assunto é muito vasto e de difícil pesquisa, mas não faltarão novas oportunidades para que voltemos ao assunto.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

COSTA, Valdeli Carvalho da. Umbanda. Vol.I. São Paulo/SP: Loyola, 1983.

CUPERTINO, Fausto. As muitas religiões do brasileiro. São Paulo: Civilização Brasileira, 1976.

ITIOKA, Neusa. Os deuses da Umbanda. São Paulo/SP: ABU, 1987

MELO, Edino. A Bíblia: Religiões, Seitas e heresias. Vol. IV. Campinas/SP. Editora Transcultural.

OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e Heresias. Rio de Janeiro/RJ: CPAD, 2001.


AUTOR DA PESQUISA

Walmir Damiani Corrêa

www.elevados.com.br

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 21/03/2020

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