Candomblé e Batuque

 

 

CANDOMBLÉ & BATUQUE

 

 

Para historiar as origens africanas e a chegada do Candomblé e do Batuque ao Brasil, nos utilizamos dos escritos de um seguidor dessas instituições, chamado Sérgio Silveira, num blog da Rede Social. Simplesmente enxugamos o texto, para que não ficasse muito extenso, mas em momento algum inserimos qualquer ideia favorável ou contrária ao conteúdo.

Segundo esse artigo, o Candomblé e o Batuque são formas africanas de se ver Deus. São cultos à natureza, às divindades que governam a mesma, segundo a determinação de Olorúm, palavra africana que designa o Supremo Criador. Olô significa Senhor e Orúm significa céu. Dessa forma, Olórum significa Senhor, dono do céu.
 
 
 
 
Como religião, o Candomblé e o Batuque mantêm os preceitos de acordo com as práticas que eram realizadas pelos seus mais antigos sacerdotes, ainda em sua terra natal, a África. Essas práticas se diferem entre si nas qualidades dos Orixás, nas comidas e nas formas de culto, porém unem-se na mesma crença a Olorúm.
 
Segundo entendimento dos seguidores, Deus criou o mundo e seus ministros, os Orixás, para que governassem o mesmo em Seu nome. Os Orixás não possuem hierarquia de poder, pois dependem uns dos outros para que possa agir e interagir na vida dos seus seguidores.
 
 
 
 
As principais nações do Candomblé são Angola, Kêtu, Jêje e Nagô, das quais se originaram outras com Bate Folhas, Engenho Velho, Gantois, Mahi, Bogun, Muxicongo, entre outras, enquanto que o Batuque vem das ramificações das nações africanas Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.
 
 
 
DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS
 
 
 
Uma das diferenças do Batuque com o Candomblé está nas oferendas aos Orixás. Outra diferença é que nas quintas-feiras o Candomblé cultua a Odé, enquanto que no Batuque se cultua a Ogum. 
 
Por outro lado, Xangô é o único rei coroado nos dois segmentos, o mesmo acontecendo na adoração a Yemanjá, a mãe de todos os Orixás.
 
 
 
 
 
CANDOBLÉ E BATUQUE NO BRASIL
 
 
O Candomblé, aqui, teve seus primeiros passos no Brasil Colônia, sendo que a primeira casa fundada foi em Salvador, na Bahia, com o nome de Ilé Axé Iyá Nassô Oká, fundada por três negras africanas que eram princesas na sua terra natal. Isso aconteceu mais ou menos no ano de 1600. Uma outra casa de renome foi fundada em 1636, com o nome de Ilê Maroiá Lájié.
 
Quanto ao Batuque, seus primeiros passos no território brasileiro começaram bem depois do Candomblé, no Estado do Rio Grande do Sul, sendo que a primeira casa foi fundada entre os anos de 1833 e 1859, fundada por negros escravos que ali viviam. O apogeu do Batuque aconteceu quando chegou ao Rio Grande um príncipe chamado Custódio, no final do século XIX, que passou a governar a comunidade.
 
Quando os escravos africanos chegaram ao Brasil, encontraram aqui, entre os indígenas, um culto semelhante ao seu, de natureza mediúnica, chamado “Pajelança”, onde também se procurava comunicação com os espíritos.
 
 
 
SINCRETISMO RELIGIOSO
 
 
Como o controle dos governantes e dos jesuítas eram intenso, os negros não podiam cultuar aos seus deuses aqui, e tiveram que se adaptar às imagens dos santos católicos. Publicamente, expressavam sua fé aos santos nominalmente, mas quando estavam sozinhos, davam um jeito de substituírem esses santos pelos seus orixás, evocados fervorosamente. Foi assim que surgiu o sincretismo religioso que hoje mistura católicos com espíritas abertamente.
 
Depois também aconteceu uma mistura dos rituais do Candomblé com os da Pajelança, dando origem a um outro culto chamado “Candomblé de Caboclo”. Os espíritos invocados eram tanto de índios como de negros, mistura que sofreu uma degeneração, com o tempo, caindo em práticas de baixa magia, conjuros, Canjerê, Catimbó, Macumba e Quimbanda, o que afastou esse grupo das práticas espíritas kardecistas, de natureza mais abstrata, despida de rituais. 
 
 
 
 
 
CANDOMBLÉ ESPIRITUALISTA
 
 
No início do século XX foi criado um movimento espiritualista, destinado a fazer progredir aqueles cultos primitivos do Camdomblé, criando-se, na cidade de Niterói, Estado do Rio, a Umbanda Cristã, bem brasileira, em cujos terreiros não eram realizados sacrifícios, não se olhava sorte, e onde foi implantado um sistema de doutrinação do Evangelho de Jesus, tudo direcionado à caridade ao povo sofredor. Alguns terreiros fazem sessões de desobcessão e estudam as obras espíritas. 
 
 
 
 
 
AUTOR
Walmir Damiani Corrêa
 
 
 
 
FONTE DE PESQUISA
 
 
SILVEIRA, Sérgio. O Candomblé e o Batuque.  Pesquisado no blog vodunabeyemanja.blogspot.com.br em 13/09/2013.

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 13/09/2013

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