Ana, as lágrimas que comoveram Deus

 

 ANA

AS LÁGRIMAS QUE COMOVERAM DEUS

 

 Introdução

 

O primeiro capítulo do Primeiro Livro de Samuel começa falando de um homem chamado Elcana, da região montanhosa de Efraim, que possuía duas mulheres: Ana e Penina. Penina  tinha filhos, enquanto que Ana era estéril. Apesar dessa diferença, Elcana não escondia sua preferência por Ana, pois no momento em que sacrificava ao Senhor, a porção dobrada era sempre por Ana. 

Ana era provocada insistentemente pela outra esposa, pelo fato de não poder gerar filhos para Elcana. 
Numa viagem anual a Siló, Ana orava ao Senhor com muita amargura na alma, fazendo um voto de que caso o Senhor a presenteasse com um filho, ele seria entregue no templo, a serviço do Senhor, e sua cabeça nunca seria raspada.
 
Como ela movia os lábios muito rapidamente, ao orar, o sacerdote Eli pensou que ela estivesse embriagada e lhe admoestou que deveria se afastar das bebidas forte. Como ela o convenceu de que não estava presa ao álcool, ele a abençoou, despediu-a, invocando que Deus concedesse a ela a petição que houvera feito.
Passado algum tempo, Ana concebeu e deu à luz um filho, a quem deu o nome de Samuel. Assim que o menino foi desmamado, Ana o conduziu até o templo de Siló, levando junto um novilho,  farinha e um odre de vinho.
 
No momento em que se defrontou com o sacerdote Eli, ela procurou lembrá-lo da cena da oração com muitas lágrimas, dizendo-lhe que o menino que estava com ela era o resultado daquela oração.
Não precisamos nos estender aqui, falando no homem que se tornou Samuel, um dos maiores profetas da história de Israel.
 
 
 
Pr. André Lepre comenta esse acontecimento
 
 
 
Esse questionamento fica ainda mais intenso quando descobrimos a verdade da Palavra de Deus. É quando sabemos por quem fomos formados e criados. É quando descobrimos o início de tudo e todas as coisas. É quando entendemos a relação do mundo físico e do mundo espiritual. Mas não conseguimos entender o porquê de certas coisas que tanto desejamos e ansiamos não acontecerem. Sonhos que acalentamos há muito tempo no nosso coração e parece que à medida que o tempo vai passando mais distante fica de vermos a concretização.
 
Hoje com a idade que tenho, vejo que desperdicei grande parte de minha juventude buscando coisas fúteis, buscando vãs filosofias de vida… Mas deu tempo de mudar de direção, a partir do momento em que conheci Jesus Cristo.
 
Por que não esperamos que no tempo certo as coisas aconteçam? Acreditamos na “varinha mágica” chamada conversão que agora, por sermos cristãos, as coisas vão acontecer sem esforço, que vou virar médico sem diploma, engenheiro sem ter estudado, que vou casar sem ter casa, que vou ficar em casa e receber um telegrama do céu dizendo: “amanhã compareça à empresa tal, pois o seu emprego está disponível.”
Enquanto cristãos, muitas vezes entramos na igreja e ficamos sem saber qual é na verdade o propósito de estarmos aqui. Muitas vezes entramos na igreja com o sentimento de “bater cartão” (cumprir uma rotina), ou porque alguém nos puxou para virmos, ou porque temos um cargo, ou porque temos algum problema ou então, para que não digam que estamos afastados.
 
Quando nos encontramos na igreja, chegamos até mesmo a nos perguntar se quem está ao nosso lado é pessoa convertida, pois sempre que olhamos para ela, parece que ela acabou de chegar, tamanha a sua frieza espiritual. São pessoas que não batem palmas, não cantam, não ministram uns sobre os outros…
 
Geralmente, quando os problemas chegam, as lutas batem na nossa porta, a porta do emprego se fecha, a doença chega, alguma coisa ruim nos abate, corremos para a igreja, ou quando pecamos também vamos à igreja. Quando fazemos coisas ruins, nos sentamos no banco da igreja e parece que por participarmos temos participação na ação de Deus a nosso favor. Não é verdade!
 
Temos que aproveitar o tempo, ser prósperos no tempo da oportunidade. Ana tinha um marido abençoado, queria casar, ter filhos, um lar…
Em Gênesis 1:11 Deus disse: “Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.” Só que, ao virar a página, nós vemos que faltava algo ainda: O homem não estava lá para trabalhar a terra…
 
Se você não fizer a sua parte, ainda que haja milhares de profecias e bênçãos, elas jamais te alcançarão, se você não fizer algo Se você não trabalhar pela tua vida, teu Pai também não trabalhará.
 
Ana tentou, durante 10 anos, engravidar e não conseguiu. Seu marido teve com Penina dez filhos. Se calcularmos o intervalo mínimo de um filho para outro ser de 11 meses, podemos dizer, então, que Ana estava há quase 30 anos à espera dessa vitória. Ana soube como se entregar para Deus. Ela sabia que a futura perda seria um ganho. 
 
Quando Ana faz o voto a Deus, a vontade de Ana vai de encontro à vontade de Deus. O querer de Ana vai de encontro ao querer de Deus. E Deus, então, fez de Samuel, de uma só vez, o sacerdote, o profeta e o juiz que Israel tanto necessitava.  
 
A história de Ana é a personificação do que aconteceu com o galho seco de Arão, no deserto do Sinai. Ele enterrou o galho seco na areia do deserto e ele floresceu, mas não somente floresceu, dando-lhe também amêndoas.  A vida de Ana floresceu (Samuel), mas, também lhe deu amêndoas (mais cinco filhos).
 
O voto de Ana foi diferente de qualquer outro voto que possa existir, pois, o seu voto não foi baseado em troca, barganha; foi fundamentado na vontade de Deus. Ela não pediu nada em troca. O que ela pediu, deu de volta ao Senhor, porque entendeu que a maternidade era um direito seu, mas Samuel, na verdade, pertencia ao Senhor.
 
Gere você também os sonhos de Deus e verá o que Deus vai realizar na sua vida e através da sua vida, para a glória d’Ele.
 
 
 
AUTOR
 
 
Pr. André Lepre
 
 
 
O Pr. André Ferreira Lepre nasceu em 03/10/1968 no Rio de Janeiro, e atualmente pertence ao Ministério Fogo Santo & Vida, tendo se convertido em  25/04/1994
 
 
 

Por: Pr. André Lepre

Publicado em 17/09/2013

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