Teosofismo: uma salada mística

TEOSOFIA

UMA SALADA MÍSTICA

 

INTRODUÇÃO

 

O Apóstolo Paulo gastou boa parte do seu ministério alertando às Igrejas sobre o perigo dos “ventos de doutrina” que costumam aparecer, distorcendo a Palavra de Deus, afastando os crentes da doutrina que lhes foi ensinada. Ele recomenda que não sejamos como meninos inconstantes, que mudam de opinião a todo momento, bastando que alguém nos diga algo diferente. (Efésios 4:14)

O Dr. Paulo Romeiro, homem de renome nacional que se dedicou a combater essas novidades perniciosas, nos alerta para não nos separarmos das Escrituras, sempre que essas coisas apareçam para nós. Elas não resistirão às verdades ali contidas. Precisaremos estar preparados para refletir sobre o texto e o contexto onde as coisas aparecem, de modo a não sermos vítimas de heresias.

 

ORIGENS DO MOVIMENTO

 

A origem da palavra THEOSOPHIA é grega, significando literalmente “sabedoria divina”. Os defensores da Teosofia afirmam abstratamente que ela é a “ciência dos fundamentos e mistérios de todas as coisas”. Também afirmam que ela não é uma religião e nem um credo, esclarecendo que este fato já se encontra evidenciado nos seus objetivos. 

Quanto ao seu aparecimento, a Teosofia foi fundada na cidade de Adyar (Índia), por Henry Steel Olcott (1932-1907) e pela madame Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891). Madame Blavatsky, por sinal, também aparece entre os primeiros nomes do movimento New Age na Europa (Nova Era).

Helena Blavatsky e Henry Steel Olcott

 

A doutrina Teosófica é uma das novidades no nosso meio. Baseados em artigos e trabalhos de irmãos abençoados, sobre esse tema, procuraremos ajudar na orientação dos crentes novos e incautos, e dos crentes velhos que não gostam de perder tempo com “estudos”. 

Abaixo, outras pessoas que participaram da formação desse movimento.

 

UMA SALADA INDIGESTA

 

Na sua composição, esse movimento lembra uma receita de salada contendo espiritismo, ocultismo e misticismo hinduísta, um tipo de Frankenstein místico. 

O autor Tácito da Gama Leite Filho diz que o Teosofismo defende a existência de apenas uma doutrina verdadeira, essa última transmitida por meio do ensino para iniciados na seita.

Com todos esses ingredientes, é claro que a Teosofia não poderia deixar de defender a reencarnação, uma doutrina que é condenada pela Bíblia Sagrada. Como é ensinado em Hebreus 9:27, João 3:1-36 e 2 Coríntios 5:1-14, nesses livros bíblicos, a salvação é alcançada na Terra, em Cristo, e não através da morte de alguém.

Nós, cristãos, acreditamos que Deus revelou-se aos homens e que é possível a todos compreenderem as revelações divinas (Hebreus 1:1-2; Romanos 1:18-22 e 1 Coríntios 2:11-16), e que o homem, pela sua própria natureza, não consegue sozinho vencer o seu egoísmo. Em outras palavras, alcançar o céu sem Jesus é o mesmo que tentar chegar à Lua através de uma escada de bambu, pois ela se envergaria para baixo (Romanos 7:17-25 e Efésios 2-10). 

 

O TEOSOFISMO E DEUS

 

A crença teosofista é num Deus panteísta, ou seja, um Deus que é tudo o que nos cerca, e tudo o que nos cerca é Deus. Entrando na concepção da Teosofia, de que Deus é tudo, acredita-se, então que Ele seria um macaco, uma lesma ou qualquer outra coisa que imaginarmos.  

Entre outros absurdos que ensinam está a afirmação de que o homem é uma partícula da divindade na matéria, e que Deus só é conhecido por iluminação. Também acham que Deus não é Criador pessoal, ao contrário das afirmações bíblicas de que Deus é um ser pessoal e criou o universo e o homem para a Sua glória (Gn 1 e 2; Sl 8; Mt 7:7-11; 2 Pe 3:9 e Is 1:18).

 

O TEOSOFISMO E O JESUS TEOSÓFICO

 

Madame Blavatsky, por ocasião do surgimento do movimento Nova Era, defendia a chegada de uma pessoa chamada Maitreya a este mundo, por volta dos Anos Sessenta, que viria a exercer a função de um Cristo Teosófico, pessoa que já vivera há 120 anos antes da nossa era, sem precisar o local. Segundo Helena Blavatsky, esse homem aprendeu os segredos das ciências ocultas no Egito e recebeu diversas revelações dos mahatmas e dos textos rabínicos.

Annie Wood Besant, contemporânea de Madame Blavatsky e Olcott, chegou a firmar que Jesus foi educado numa comunidade de essênios. Essa mulher era teóloga, escritora erudita, socialista militante, maçom, ativista e defensora dos direitos das mulheres.  

Veja os seguintes anúncios na mídia mexicana, no ano de 1987, sobre o surgimento de um novo messias, o Mestre Maitreya:

 

Está anunciado para um futuro próximo a vinda do próximo Avatar, conhecido como o Maitreya. Sua vinda unificará todas as religiões, já que Maitreya é Jesus, o Cristo, e também o Messias esperados pelos judeus.”  (Livro “Atrevete a ser libre”, de Carlos de Leon)

Parte de uma mensagem do Mestre Maitreya, de Londres: “…na verdade eu estou no mundo. Logo me conhecerão e talvez me seguirão e me amarão… Foi o amor que tenho pela humanidade me trouxe aqui. Meus irmãos, meu regress ao mundo é um sinal de que a Nova Era começou…”  (Jornal Excelsior del Lunes, de 12/01/1987)

                         

FONTES PESQUISADAS

 

BLAVATSKY, Helena Petrovna. Cinco anos de Teosofia. Compêndio de Artigos da revista The Theosophy. Londres, 1892

BLAVATSKY, Helena Petrovna. A doutrina secreta: síntese de ciência, religião e filosofia. 01 ed. Nova Iorque: The Theosophical Publishing Co. 1888.

BLAVATSKY, Helena Petrovna. A chave para a Teosofia: ética, ciência, religião e filosofia. Londres: The Theosophical Publishing Co., 1889.

LEITE FILHO, Tácito da Gama. Seitas Proféticas. São Paulo: Editora JUERP, 1985.

 

AUTOR DA PESQUISA

Walmir Damiani Corrêa

www.elevados.com.br

                
 
 
 
 

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 17/03/2014

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