Ensinos de Tiago 4

 

ENSINOS DE TIAGO 4

 

 

Sujeitai-vos, pois a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós. Lavai as mãos, pecadores, e vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e Ele vos exaltará. Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei. Ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir. Tu, porém, que és, que julgas ao próximo?   (Tg 4:7-12)

 

Quando estamos na presença de Deus, estamos comprando uma briga, como se diz na gíria. Lendo o Novo Testamento, vemos que existe uma verdadeira batalha sendo travada em nosso redor “...contra os principados e potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas legiões celestiais” (Ef. 6:12).  É a batalha espiritual, invisível, cujas armas nada têm a ver com aquelas que os homens têm inventado. 
 
Nesse mesmo texto aprendemos quais são as armas disponíveis para entrar de peito aberto nessa luta:  “Tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz, tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.   (Efésios 6:13-17)
 
Precisamos sempre ter em mente que fomos transladados das trevas para o Reino de Deus. Para que possamos nos manter nessa nova realidade, temos que nos revestir com todas as armas espirituais possíveis. Precisamos estar preparados, de modo a não sermos atingidos inesperadamente.
 
A partir de agora, tentaremos fazer uma reflexão sobre o versículo 7 do quarto capítulo de Tiago, mostrando as três lições ali implícitas, uma de cada vez: “Sujeitai-vos a Deus; resisti ao diabo e ele fugirá de vós.”  Veremos, ao final, que se forem cumpridas as  duas primeiras   etapas, a terceira se transformará em mera seqüência lógica, num prêmio.
 
 
 
SUJEITAI-VOS A DEUS...
 
 
 
Existe uma tendência natural de apenas dizermos “...resisti ao diabo e ele fugirá de vós, esquecendo-nos de que sem o “Sujeitai-vos a Deus” as outras duas coisas não terão suporte para acontecer. Esse versículo precisa ser dito na íntegra, inteiro. Precisamos aprender que só conseguiremos resistir ao diabo e por conseqüência que ele fuja de nós, se estivermos totalmente sujeitos a Deus.
 
E o que precisamos fazer para estarmos sujeitos a Deus?  Poderíamos começar citando nove passos a serem seguidos: orando a Deus, nos prostrando diante d’Ele, humilhando-nos, jejuando, lendo a Bíblia, buscando incessantemente a presença do Altíssimo, nos refugiando n’Ele, vigiando o derredor e rejeitando nossas próprias vontades.
 
Sujeitar-nos quer dizer deixar de fazer muitas coisas, deixar muitos costumes de lado e aderir a outros realmente importantes. A vida cristã não é só composta de coisas que deixamos de fazer, mas de outras coisas que temos que começar a praticar. O jejum, por exemplo, nos humilha, nos prostra diante do Deus Altíssimo. É um começo de sujeição.
 
No monte da transfiguração Jesus é chamado para expulsar os demônios do filho de um homem, pois os apóstolos não o tinham conseguido. Foi nessa hora que Jesus falou: “Se tu crês, tudo podes conseguir.” Quando ficaram sozinhos com Jesus, os apóstolos quiseram saber por quê eles não tinham conseguido expulsar os demônios do menino, ao que Jesus respondeu: “É por causa da pequenez da sua fé.”  E acrescentou: “Mas certas castas de demônios só se expulsa com jejum e oração.”
 
Falando em jejum, é propício dizer que ele é eficaz para alcançar vitórias diante de Deus. Deus está com Suas asas abertas para agasalhar aqueles que O procuram pela oração e pelo jejum. O jejum é tremendamente eficaz, uma grande arma contra as obras do diabo.
 
 
 
RESISTI AO DIABO...
 
 
 
É o segundo mandamento do versículo que estamos estudando. O primeiro, é mais passivo, é mais fruto de opção de vida. Este segundo, porém, é mais ativo, implicando em ação, intrepidez, iniciativa própria.  Essa decisão converge de um conjunto de iniciativas próprias: oração, jejum, e do levantar a mão, em nome de Jesus, e expulsar o diabo.
 
Existe a história daquela velhinha que revoltou-se ao ver a inauguração de uma loja de artigos de umbanda, exatamente diante do ponto de ônibus em que ela saltava diariamente, para ir à igreja. Ela passou a orar a Deus para que provocasse o fechamento daquele estabelecimento. E, após algumas semanas de oração e jejum, a loja realmente fechou suas portas.
Precisamos entender que se essas iniciativas não forem colocados em prática (oração e jejum por determinado propósito), nunca poderá ser cumprida a terceira parte do nosso versículo em estudo: a fuga do diabo.
 
 

...E ELE FUGIRÁ DE VÓS
 
 
 
Se lermos o capítulo 19 de Atos dos Apóstolos, veremos Paulo pregando em Éfeso e Deus fazendo milagres através dele. Ali houve um enorme avivamento. Paulo fazia tudo o que Jesus tinha lhe ordenado: orava, batizava, curava, repreendia demônios,...  
 
Os sete filhos de um homem chamado Cevas resolveram fazer tudo o que viam Paulo fazer, planejando se transformarem em verdadeiros exorcistas ambulantes. Certa vez eles tentaram expulsar um demônio de um homem, dizendo para aquele demônio sair  “em nome do Jesus que Paulo prega”.  O espírito respondeu que conhecia bem a Jesus e bem sabia quem era Paulo, mas queria saber quem eram esses homens. O diabo fez uma bagunça danada com aqueles homens, humilhando-os publicamente.
 
Entendimento todo errado! Não é uma questão de fazer, mas uma questão de ser diante de Deus. Precisamos ser vasos de ouro e prata para Deus, moldados por Jesus. Que os demônios nos reconheçam como se fôssemos Paulo, e não que nos considerem uma pessoa qualquer sem revestimentos, como considerou, nesse episódio, os filhos de Cevas. O demônio saltou sobre os filhos de Cevas, deixando-os seminus, rasgados, que fugiram apavorados. Não eram pessoas revestidas das armas espirituais que Efésios 6 recomenda. O que vale diante de Deus não é a nossa aparência, mas o nosso coração. 
 
Jesus vivia o que pregava e pregava o que vivia. Os inimigos que quiseram apedrejar Jesus pararam diante do Seu poder, da Sua Palavra.   As pedras caíam de suas mãos.  Que saibamos nos sujeitar aos ensinos do Mestre, rejeitando todas as ciladas do diabo e, com certeza, ele fugirá de nós.
 
 
 
AUTOR
 
Pr. Bartolomeu Severino de Andrade
 
 
 
 
Esta pregação aconteceu em 17/09/1989, tendo por local a Igreja ADI, em Tubarão/SC. Os trabalhos de gravação, formatação e edição foram produzidos por Walmir Damiani Corrêa  —  www.elevados.com.br.
 

Por: Bartolomeu de Andrade

Publicado em 07/04/2014

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