A verdadeira Graça

 

A VERDADEIRA GRAÇA

 

 

Assusta-me a expressão “verdadeira graça” usada por Pedro, que aparece apenas nessa passagem. Estaria ele sugerindo que existe uma graça falsa, algo disfarçado de graça que não tem nada a ver com ela? Em outra passagem, Pedro menciona que algumas pessoas torceram o significado das cartas de Paulo (2 Pedro 3:16). Paulo foi um intérprete preeminente da graça. Fico imaginando se a deturpação a que Pedro se referiu poderia estar relacionada à torção da mensagem de Paulo sobre a graça.

Seja qual for o contexto, Pedro não tinha medo da graça. Ele concluiu sua primeira carta com uma saudação semelhante à de Paulo: “Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18).

Na primeira carta de Pedro, em que se encontra a expressão “verdadeira graça”, o conceito da graça permeia o livro como um fio dourado. Pedro estava escrevendo para os cristãos que haviam sofrido por causa de sua fé e que enfrentavam a ameaça de novas provações. As passagens a seguir deixam isso bem claro: “Se vocês suportam o sofrimento por terem feito o bem, isso é louvável diante de Deus” (1 Pedro 2:20). “Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes” (1 Pedro 3:14). “Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar. [...] Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo.[...] Se sofre[m] como cristão[s], não se envergonhe[m]” (1 Pedro 4:12-16).

A verdadeira graça não é um sentimento passageiro e superficial. Ela capacita homens e mulheres a permanecer fiéis ao lado de Deus pó mais forte que o vento da provação venha a soprar. A verdadeira graça solidifica a determinação, fortalece o falar e aguça os olhos da fé.

Para todos os que pregam um evangelho diluído e destituído de sua força total, o pastor Dietrich Bonhoeffer, que pereceu nas mãos de Hitler, falou de forma enfática e decisiva: “A graça barata é a pregação do perdão sem o arrependimento, do batismo sem a disciplina da igreja, da comunhão sem a confissão, da remissão sem a confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo, vivo e personificado.” O que, afinal, não é graça.

 

 

AUTOR DESCONHECIDO

Redes Sociais, 2013

 

 

Por: AUTOR DESCONHECIDO

Publicado em 23/05/2014

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