Budismo: uma religião universal

 

 BUDISMO:

UMA RELIGIÃO UNIVERSAL

 

 

 

 

1. A BUSCA PELA RELIGIÃO

 

 

1.1  Introdução

 

 

Desde os primórdios da civilização, o homem sente uma forte necessidade de procurar por Deus, buscar n’Ele alento e força para continuar na sua luta diária. Com o correr dos tempos, líderes começaram a impor teorias próprias a seus seguidores. 

Porém, antes de entrar no estudo das religiões, é preciso que se esteja preparado para refletir sobre aquilo que as pessoas pensam diferente de nós, pois só assim conseguiremos reforçar os fundamentos da nossa fé e buscar subsídios para recuperar essas pessoas. Segundo Geoffrey Parrinter, no seu livro “Religiões mundiais – da História Antiga ao presente”, “...o conhecimento leva ao entendimento, e o entendimento à tolerância para com as pessoas que tenham um ponto de vista diferente.”

 

 

1.2  As origens das religiões

 

 

Qual o motivo e como surgiram as religiões são perguntas de vital importância para todos os que se interessam em encontrar a verdade a respeito de religião e crenças religiosas. Tratando-se de origem, as pessoas logo pensam em nomes como Maomé, Buda, Confúcio e Jesus, nomes centrais que estabeleceram um tipo de fé. Alguns deles eram filósofos que defendiam ideias próprias, aperfeiçoadas mais tarde por outros, criando uma aura mística e até um endeusamento em torno de tais pensadores. É bom registrar que a maioria dessas ideias “inovadoras” foram baseadas em sistemas religiosos já existentes, que não satisfaziam às aspirações de um povo de determinada região.

 

 

1.3  A tradição religiosa

 

 

A religião se tem tornado quase um assunto de tradição familiar, fazendo com que, invariavelmente, outras pessoas escolham por nós a nossa religião. O historiador Arnold Toynbee diz que “o indivíduo ser adepto de certa crença é muitas vezes determinado pela localização geográfica, do lugar onde nasceu.” Assim, se a religião de nascimento fosse obrigatoriamente a verdadeira, a aprovada por Deus, muitas pessoas ainda estariam praticando os antigos cultos da fertilidade. É como se disséssemos: o que é bom para meus antepassados é bom para mim.

É normal e aceitável que as pessoas discordem entre si nas suas crenças religiosas, mas não existe base para que se odeie alguém só porque tem um ponto de vista diferente. (1 Pe 3:15 e 1 Jo 4:20,21). Observe a semelhança dessa ideia, através de citações de procedências diferentes:

 

Judaísmo: “Ama a teu próximo como a ti mesmo.”  (Levíticos19:17,18)

 

Cristianismo: “...continuai a amar os vossos inimigos, a fazer o bem...” (Lucas 6:27,35)

 

Alcorão: "É possível que Alá faça surgir amizade entre ti e aqueles que consideras como inimigos.”  (Surata 60:7 MMP)

 

 

 

1.4  Todos os caminhos levam a Deus

 

 

O Pr. Natalício Álvaro Batista, um querido amigo de Canoas/RS, costumava dizer que esta é a maior mentira que já se disse na face da terra. O fato de respeitarmos ideias contrárias às nossas, não quer dizer que estamos concordando com elas. O historiador Geoffrey Parrinder pondera o seguinte: “Diz-se às vezes que todas as religiões têm o mesmo alvo, ou que são caminhos que igualmente levam à verdade, ou até mesmo que todas elas ensinam as mesmas doutrinas (...) No entanto, os antigos astecas erguiam para o sol os corações de suas vítimas! Fica claro que a religião deles não era tão boa quanto a do pacífico Buda.”  Se lermos Miquéias 6:8 veremos o próprio Deus determinando o que é aceitável, quando se trata de adoração.

 

 

1.5  A religião e seus frutos

 

 

A conduta de cada pessoa normalmente será um reflexo da sua formação religiosa. Cada um deve fazer-se a seguinte pergunta: Minha religião produz em mim uma pessoa mais bondosa, generosa, honesta, humilde, tolerante e compassiva? Se essas coisas não estão acontecendo, está havendo alguma coisa errada com a sua religião.  A seguir, alguns registros escritos a respeito disso:

 

“Enquanto a religião verdadeira evita um crime, as religiões falsas acham pretexto para mil.” (Charles Caleb Colton, 1825)

 

“Temos bastante religiões para fazer-nos odiar uns aos outros, mas não o bastante para que nos amemos uns aos outros.”  (Jonathan Swift, 1720)

 

“Os homem jamais pratica o mal tão completa e alegremente como quando o faz por convicções religiosas.” (Blaise Pascal, 1658)

 

“...Toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir maus frutos, nem a árvore má produzir bons frutos. Toda árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portando, pelos seus frutos conhecereis estes homens.” (Jesus, em Mt 7:17-20)

 

 Quanto à citação de Pascal, acima, veja que em duas guerras mundiais, católicos mataram católicos, protestantes mataram protestantes, etc. Apesar da admoestação de Gálatas 5:19-21, os cristãos praticam essas atrocidades há séculos, atitudes essas toleradas, não raro, pelo clero: Cruzadas, Inquisição, conflitos no Oriente Médio, Irlanda do Norte, Irã x Iraque, hindus X siques, etc. 

 

 

1.6  A religião certa

 

 

Muitas pessoas evitam falar sobre religião e fogem dizendo: Minha religião é boa para mim: não faço mal a ninguém, ajudo aos outros sempre posso, não fumo, não jogo... Será que isso é o suficiente? Basta criarmos um critério pessoal a respeito de religião? Como já foi dito anteriormente, é necessário que se conheça parâmetros, instrumentos palpáveis que definam o que é certo e o que é errado. 

O “Torah” (cinco primeiros livros da Bíblia), também conhecido como “Pentateuco”, é o mais antigo registro escrito, datando dos séculos XV e XVI a.C., registrados por Moisés sob inspiração divina. Os escritos hindus do “Rig Veda”, só aparecem no ano 900 a.C. e em momento algum reivindicam inspiração divina; o “Cânon dos três Cestos”, do budismo, é do século V a.C., não reivindica inspiração divina também; o “Alcorão”, que afirma ter sido inspirado por Deus, através do anjo Gabriel, é um produto do século VII d.C.; o “Livro dos Mórmons” teria sido inspirado ao norte-americano Joseph Smith por um anjo chamado Moroni, no século XIX d.C.

Cabe aqui uma pergunta: Se essas outras obras são inspiradas por Deus, por que seus ensinamentos contradizem os da Bíblia, que é a fonte original de inspiração?  Reafirmamos, então, que são essas diferenças, que aparecem nos documentos posteriores à Bíblia, que recebem o nome de heresia.

 

 

1.7  A fé e suas deformações

 

 

Conscientes ou não, muitas atitudes das pessoas têm ligação com práticas ou crenças supersticiosas, algumas delas tendo relação com deuses ou espíritos. A celebração de aniversários de nascimento, por exemplo, origina-se da Astrologia, enquanto que o bolo de aniversário está relacionado com os bolos de mel, em forma de lua, com velas, utilizados para festejar os aniversários da deusa grega Ártemis. Outro costume estranho é o das pessoas vestirem-se de preto para os funerais, que era um ardil para “tapear” os espíritos maus que estivessem por perto nos velórios e sepultamentos.

No Ocidente, existem as superstições de quebrar espelhos, ver um gato preto passar por baixo de escada, e o azar da sexta-feira 13, enquanto que no Oriente os japoneses costumam transpassar o quimono da esquerda para a direita, os defuntos são vestidos pela forma contrária e as casas não possuem abertura para o lado nordeste, para que os demônios que vêm dessa direção não entrem; nas Filipinas, as pessoas tiram os sapatos dos mortos antes do sepultamento, para que “São Pedro” os receba bem.

Atualmente, na busca do desconhecido, é normal ver-se pessoas consultarem médiuns, cartomantes e adivinhos para conhecerem o futuro ou receberem orientações para decisões importantes, prática muito comum em pessoas que pertencem várias religiões. Algumas pessoas, inseguras quanto ao que costumam seguir, transformam o espiritismo, a magia negra e o ocultismo como sua segunda religião.

 

 

1.7.1  Os descrentes

 

 

Antes de nos determos nas grandes religiões, vamos estudar um pouco aqueles grupos de pessoas que não se sentem tocadas por nenhum tipo de fé, encontrando explicação para tudo na natureza que os cerca, no “destino”, etc.  

É preciso que se diga que as pessoas mais insensíveis que apareceram no decorrer da História da Humanidade, descuidadamente ou não deixaram claro que acreditavam na existência do Deus Supremo. 

Apesar da aparência de ateus, no íntimo essas pessoas aceitavam Jesus Cristo como o Filho que Deus mandou ao mundo para pagar pelos nossos pecados. Entre elas podemos destacar:

 

 

Francis Bacon (filósofo) – “Eu creio que a crucificação de Cristo deve tirar os pecados dos homens.”;  

 

Rosseau (ateu libertino) – “Se a vida e a morte de Sócrates foram as de um filósofo, a vida e morte de Jesus Cristo foram as de um Deus.”;  Lord Byron (poeta libertino) – “Se jamais algum homem foi Deus, ou Deus Homem, Jesus Cristo foi ambas as coisas.”;  

 

Napoleão (conquistador impiedoso) – “Eu penso que compreendo alguma coisa da natureza humana, e digo que Alexandre, César e Carlos Magno foram homens, e eu também sou homem, mas nenhum é como Ele: Jesus Cristo é mais que homem.”;  

 

Michelangelo (pintor e escultor italiano) – “Morro na fé de Jesus Cristo e na firme esperança de uma vida melhor.”

 

 

Entrando no estudo dos grupos de pessoas que dizem não crer na existência de Deus, vamos citar o que disseram McDowell e Stewart no seu livro “Entendendo as religiões”: “Enquanto aqueles que crêem em alguma forma de Deus atribuem de alguma maneira a existência deste mundo a esse Deus (ou deuses), o ateu, o agnóstico e o cético apresentam uma explicação naturalista e alternativa para este mundo.”  

Como o assunto é muito vasto, pois os segmentos sofreram divisões, fica muito maçante desenvolver-se a história de cada um desses grupos, optando-se em dar uma pequena definição de cada um, quanto à origem e visão de Deus.

 

ATEÍSMO

 

É uma palavra originária do grego, formada pelo prefixo a (não ou nenhum) e pelo substantivo theos (deus ou deuses). Um ateísta é alguém que crê que existem provas em favor da inexistência de Deus, através de explicações naturais, nunca sobrenaturais. Para eles, toda prova, crença e fé religiosas são falsas. Esse termo começou a ser conhecido com Nicolau Maquiavel, falecido em 1527.

 

AGNOSTICISMO

 

Origina-se do grego, palavra formada pelo prefixo a (não ou nenhum) e pelo substantivo gnosis (conhecimento adquirido pela experiência). Um agnóstico é alguém que crê não existirem indícios suficientes para se provar a existência ou inexistência de Deus ou deuses, criticando tanto os teístas como os ateístas pela presunção de tal conhecimento. Segundo William e Mabel Shakarian, o agnosticismo “se refere a um ponto de vista neutro quanto à questão da existência de Deus; é um ponto de vista da pessoa que decide permanecer num estado de julgamento suspenso.” 

Já existem registros da existência dos gnósticos nos primeiros séculos da Igreja Primitiva, pois não aceitavam a santidade de Jesus pelo fato de que toda matéria era má. Assim, negaram a morte e ressurreição de Jesus. Os três pontos que os opõe às verdades bíblicas são: a) o mundo da matéria é ruim; b) a salvação vem por meio do conhecimento e c) não crença no Cristo “homem”. 

 

CETICISMO

 

É uma palavra originária do latim scepticus (indagador, pensativo, aquele que duvida) e formada pelo prefixo a (não ou nenhum) e pelo substantivo gnosis, que por sua vez deriva-se do grego scepsis (indagação, hesitação, dúvida). Esse é o segmento oriundo de uma determinada escola de pensamento filosófico, os céticos, os quais acreditavam que, pelo fato do conhecimento ser verdadeiro e inatingível, deve-se suspender qualquer juízo com relação à verdade. Segundo eles, o único método para se chegar ao conhecimento das questões acima mencionadas é duvidar até que se ache algo indubitável ou algo tão indubitável quanto possível. Sempre que as provas não forem conclusivas, deve-se suspender o juízo. O primeiro filósofo cético conhecido foi Pirro de Elida, que viveu de 365 a 275 a.C.

 

 

2.  O BUDISMO

 

 

2.1  Introdução

 

 

O Budismo é considerado uma religião universal, surgida na antiga Índia. Os movimentos sócio-políticos ocorridos na Índia nos séculos 7 e 6 a.C. ensejaram o surgimento de várias correntes filosóficas de natureza religiosa, as quais resultaram no Budismo.

A ida de refugiados asiáticos para a Europa, América do Norte, Austrália, etc. Segundo a Enciclopédia Britânica, em 1550 o Budismo contava com 300 milhões de membros espalhados pelo mundo, sendo que a maioria ainda se concentrava nos países asiáticos como Japão, Sri Lanka, Tailândia, China e Coréia.

Histórias sobre o nascimento e crescimento de Buda são considerados como  lendas  e  mitos  fanáticos, extraídos  de  textos  canônicos. Ele foi um  homem que abandonou uma vida principesca para abraçar uma vida peregrina em busca da verdade. 

 

 

2.2  Fundador

 


De acordo com o livro “O sentido da vida”, escrito por Dalai-Lama, o fundador do movimento foi Sidarta Gautama, popularmente conhecido por Buda, que quer dizer iluminado. Ele nasceu de uma família real indiana por volta de 563 aC., época época dos profetas bíblicos Jeremias e Ezequiel. Abandonando a vida principesca, partiu para um retiro espiritual em 524 a.C., tornando-se iluminado, segundo se crê, em 518 a.C.. Morreu em 483 a.C.

A tradição diz que ele vivia na busca de respostas para as grandes perguntas da vida, tanto terrenas quanto divinas. Para isso, ele se entregou à meditação por quatro semanas, quando supostamente transcendeu todo conhecimento e entendimento, atingindo a iluminação. Foi por isso que passou a ser chamado de Buda (o Despertado, ou Iluminado). Ele mesmo garante que atingiu o alto alvo (Nirvana), o estado de paz e iluminação perfeita, momento em que se tornou libertado do desejo e do sofrimento.

O Budismo busca uma iluminação sem Deus, tanto assim que no seu leito de morte, Buda orientava seus discípulos: “Buscai a salvação apenas na verdade; não procureis ajuda de ninguém, exceto de vós mesmos.” Assim, segundo o Buda, a iluminação não vem de Deus, mas do empenho pessoal em desenvolver raciocínio correto e boas ações. 

Quanto à salvação, cada um é seu próprio salvador. Buda, que jamais afirmou ser Deus, tornou-se um deus no verdadeiro sentido da palavra. 

No tempo de Buda, na Índia, o sistema de castas tornou-se muito complexo, aumentando demais o número de párias. Foi nessa situação que Gautama passou a se dedicar à meditação.

 

 

2.3  Doutrinas budistas

 

 

O budismo consiste num sistema ético, religioso e filosófico bastante frágil, se comparado ao Cristianismo. 

Veja o que diz o Pr. Edino Melo, estudioso em heresias, no volume 1 da sua coleção “A Bíblia, religiões, seitas e heresias”: 

 

Sidarta Gautama, o Buda, foi uma pessoa inconstante. Confuso, deixou esposa e filhos e tornou-se um mendigo. Após desiludir-se com o Hinduísmo, Gartama foi iluminado debaixo de um pepinal, enquanto meditava, Sua primeiras tentativa de ensinar foi um fracasso total. O Dalai-Lama diz que Buda ‘esteve no estado de existência cíclica’ devido ao karma. Como alguém assim pode se qualificar para guiar outros? (Mateus 15:14) 

 

Dentre as muitas falsas doutrinas do Budismo podemos citar a da reencarnação das almas, o politeísmo, o aperfeiçoamento espiritual pelo ascetismo. 

No Budismo temos uma mistura de sabedoria humana (filosofias), idolatria e espiritismo. Aliás, onde houver idolatria, os demônios estarão por trás disso. Textos como Coríntios 10:14,19-21 revelam isso. 

 

 

2.3.1  Livros Sagrados

 

 

Existem três grupos de livros tidos como sagrados do Budismo, conhecidos como “Os três cestos”, e “Tipitaca”. Um dos grupos trata da autodisciplina, outro dos sermões de Buda e o terceiro trata de conteúdos doutrinários. Se juntarmos todos os livros, eles correspondem a onze vezes mais que os livros da Bíblia.

 

 

2.3.2  As quatro colunas do Budismo

 

 

Sofrimento:  a existência humana inclui automaticamente a dor em todos os sentidos;

Origem do sofrimento:  O sofrimento vem do desejo e da busca do prazer;

Alívio do sofrimento: Acontece quando eliminamos o desejo e a busca do prazer;

Caminho para o alívio da dor: Caminho que precisa ser trilhado, tendo oito etapas.

 

Se nos reportarmos à Bíblia, ela nos ensina que a causa de todo sofrimento humano é o pecado, dentro e fora de nós, bem como Satanás (Lamentações 3:39 — Romanos 5:12 — Romanos 6:23  —  Romanos 7:11 — Jó 1:12-19 — Jó 2:1-7) 

 

 

2.3.3  O Karma

 

 

O processo da salvação no Budismo é chamado de Karma. Tal processo decorre das supostas reencarnações que a pessoa venha a ter.  Tudo o que a pessoa pratica de bom durante uma vida, é incorporado à próxima. Se a pessoa for boa desde o princípio, chegará à perfeição. Se a pessoa for má desde o princípio, no final nascerá como um bicho. 

A Bíblia não concorda que exista a reencarnação, sendo isso uma grande mentira do Espiritismo para iludir os que estão em trevas. Só passamos pela vida uma vez, sendo que após a morte não sofreremos mais nenhuma mudança no nosso estado (Hebreus 9:27 — Lucas 16:27 — Eclesiastes 9:5,6 — Eclesiastes 11:7 — 2 Samuel 12:23). A salvação vem pelo atender-se ao apelo salvífico do Senhor Jesus, por fé e mediante a Sua graça (Isaías 45:22 — Efésios 2:8,9 — Romanos 10:13  —  Atos 16:31 e Tito 2:11)

 

 

2.3.4  Deus

 

 

O Budismo não admite a existência de um Deus real, único e supremo como o nosso Deus da Bíblia (Êxodo 19:3-19 — Mateus 3:17).

 

 

2.3.5  O homem

 

 

O Budismo ensina que o homem em si mesmo não é bom, nem mau. Através do seu proceder é que ele pode vir a ser bom ou mau. 

Já a Palavra de Deus declara que Deus fez o homem bom, mas ele corrompeu-se, assim como toda a sua descendência, que somos nós até o dia de hoje. (Gênesis 1:27,31 — Eclesiastes 7:20,29 — Mateus 19:17 — Romanos 3:9,10,23 e Jói 14:4)

 

 

2.3.6  O céu

 

 

O Budismo ensina um tipo de céu que consiste num estado em que a pessoa pode atingir, ou seja, a ausência de desejos físicos e, e de sofrimentos. A essa ilusão de estado, eles chamam de “Nirvana”, uma espécie de auto-anulação, de extinção do ser pensante e consciente; um estado de não ser. 

Sem dúvida, isso não passa de uma ilusão, engano, tolice, insensatez. Assim, a “salvação” que o Budismo oferece ao pecador perdido, não é a salvação da condenação do pecado, da perdição eterna, mas a “salvação” do eu, ou seja, da nossa vontade de viver. Enquanto Jesus salva. Recroando o homem que estava morto em seus delitos e pecados (Efésios 2:2,10), Buda promete salvar o homem exterminando-o. É o mesmo que matar um enfermo para eliminar uma enfermidade.

 

 

3.  O BUDISMO E A BÍBLIA

 

 
Como já deu para se notar, o Budismo não tem nada a ver com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Senão vejamos:

 

·   Nega a existência de um Deus pessoal: eles creem em um deus monoteísta, impessoal, e  que tudo faz parte dele, uma forma de panteísmo. O Budismo não tem um Deus Criador, Todo-Poderoso, sustentador do universo, e amoroso. Nem tem um salvador do mundo. Só tem o seu Buda.

·  O corpo humano atrapalha: segundo eles, o corpo humano é um obstáculo para que cheguem ao bem. No Evangelho, nosso corpo é o templo do Espírito santo (1 Coríntios 6:19,20) para servir e glorificar a Deus (Romanos 6:19 e 12:1)

     · A fé muda, dentro do próprio Budismo: os artigos de fé se contradizem, ao contrário do Cristianismo que se guia apenas pela Bíblia Sagrada

 

 

3.1  Como evangelizar os budistas

 

 

Existem muito poucos missionários trabalhando entre os budistas, pois a maior parte encontra-se trabalhando nos campos ocidentais. 

Como o Budismo e o Espiritismo estão associados, quem for evangelizá-los precisa estar preparado, tanto ministerial quanto espiritualmente, revestido de poder do Espírito Santo e da armadura do exército do Senhor (Atos 1:8 — Efésios 6:10-18)

Os budistas estão crescendo em número, no Brasil. Nosso objetivo não deve ser questioná-los, confrontá-los, mas evangelizá-los, ganhá-los para Jesus, o salvador do mundo (João 3:17) 

 

  

3.2  Budismo x Cristianismo

 

 

Nosso trabalho não pode se omitir em comparar as doutrinas dos dois segmentos, nem os seus iniciadores. Se compararmos Buda com Jesus, veremos que:


•  Buda precisou ser iluminado, enquanto que Jesus é a Luz do mundo (João   8:12);

• Buda teve que reencarnar-se para tornar-se um deus, enquanto que Jesus é o Deus verdadeiro, encarnado (1 João 5:20);

• Buda procurou pela verdade, enquanto que Jesus é a Verdade (João 14:6);

•  Buda está morto e Jesus ressuscitou (1 Coríntios 15:1-8);

•  O objetivo do cristão é Deus, enquanto que o do budista é o nada (vazio);

•  O propósito do cristão é adorar a Deus e o do budista é fundir-se com Deus;

•  O cristão busca o poder na graça de Deus, enquanto que o budista o procura no resultado do seu esforço próprio.

 

 

4.   O BUDISMO NA ATUALIDADE

 

 

Atualmente, o Budismo possui uma variedade de ramificações, muitas delas não identificadas verbalmente como sendo budistas. Daí os incautos afiliarem-se a práticas espíritas sem saber o que estão fazendo. Muitas instituições escolares, de artesanatos e clínicas, inclusive, estão camufladas em instituições budistas pelo mundo.

Entre as seitas oriundas do budismo, pode-se citar a Escola Mahaiana, o Budismo Zen e o Budismo Tibetano. Este último, também chamado de Lamaísmo, tem como líder o famoso pensador Dalai Lama.

 

 

4.1  Dalai-Lama

 

 

O título Dalai-Lama quer dizer “oceano de sabedoria”, e é dado aos líderes religiosos do Tibete, o chefe do Budismo. Segundo a tradição budista, o dalai-lama é a reencarnação de Buda, a manifestação de Bodhisattva Avalokiteshavara.

O dalai-lama atual é Tenzin Gyatso, considerado a 14ª reencarnação do Dalai-Lama, iniciada em 1391 com a encarnação do príncipe Chenrezig. Tenzin é filho de agricultores da aldeia de Takster, no Tibete, cujo nome verdadeiro é Lhamo Thondup. Aos 4 anos, já reconhecido como o novo dalai-lama, mudou-se para o Palácio de Potala, recebendo o nome de Jampel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso.

Podemos relacionar como budistas famosos atores Oliver Stone, Richard Gere, o jogador Roberto Baggio, a cantora Tina Turner. No Brasil, destacam-se os atores globais Édson Celulari e Cláudia Raia. 

 

 

 

4.2  Zen-budismo

 

 

O Zen-budismo foi fundado popularmente por Bodhiodharma (534 dC) como um tipo de segmento budista. A filosofia Zen é uma mistura eclética de várias correntes e foi muito propagado pela trilogia cinematográfica Matrix.

Doutrinas do Zen-budismo:

 

Nada do que vivemos é real: Se for assim, então nem ela tem certeza de que sua filosofia pregada é a certa;

Sansara - nascimento, sofrimento, morte e renascimentos sucessivos: A finalidade de desses ciclos é desenvolver a compreensão plena do eu e do mundo, que denominam de iluminação ou despertar de Buda, até atingir o Nirvana, que é o cosmo. Alguém brincou, certa vez, dizendo que é como colocar um cubo de caldo de galinha para dissolver na sopa. No final, você será diluído como um tempero cósmico, no nada! Trata-se de uma fé cega e irracional. O que nós precisamos crer é no amor de Deus (João 3:16)

• No Zen-budismo, Deus é um homem e o homem é um deus. A pergunta que fica é a seguinte: pode o ilimitado ser limitado e o relativo ser absoluto? (João 33:12)

• O Zen-budismo nega a existência de um Deus transcendente: Pois é... O problema é que eles precisam reencarnar várias vezes, não conseguindo alcançar a salvação numa só vida, como os cristãos. Isso está negando o que declara Isaías 40:12-31. 

•  Aquilo que percebemos no mundo é apenas uma ilusão: Pois é... câncer, aids, morte, tudo isso é ilusório. 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

OLIVEIRA, Raimundo F. de. Heresiologia: discernindo entre a verdade e o erro. Campinas: Editora Eetad.

DA SILVA, Ezequias Soares. Seitas e Heresias. Lições Bíblicas, 2º Trimestre de 1997. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1997.

GILBERTO, Antônio. Religiões,seitas e doutrinas falsas. Lições Bíblicas, 4º Trimestre de 1992. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1992.

McDOWELL, Josh; STEWART, Don. Entendendo as religiões seculares. São Paulo: Editora Candeias, 1989. 

MELO, Edino. A Bíblia: religiões, seitas e heresias. Coleção Ferramenta, Vol. I. Campinas, Transcultural Editora, 2005.

MELO, Edino. A Bíblia: religiões, seitas e heresias. Coleção Ferramenta, Vol. III. Campinas, Transcultural Editora, 2005.

ARRUDA, José Jobson; PILETTI, Nelson. Toda a História: História Geral e História do Brasil. 02 ed. São Paulo: Editora Ática, 1999.

PEDRO, Antônio. História Geral.  São Paulo: Editora FTD, 1995.

 

 

AUTOR


 

Walmir Damiani Corrêa

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 18/08/2014

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