Sem perder o foco

 

SEM PERDER O FOCO

 

 

Há um desejo no coração humano de confirmar a justiça que, por um lado distribui o lucro que emana do trabalho e, por outro, cai nas mãos dos donos das fábricas, terras e outras fontes de riqueza. Karl Marx foi taxativo ao dizer que o trabalhador deve receber o retorno do seu trabalho integralmente. Para ele, riqueza sempre surge do sacrifício do trabalhador, e não do investidor que constrói a fábrica em que o trabalhador trabalha. Acontece que, historicamente, a opulência dos países mais ricos tem se acumulado pelos investimentos. Ao mesmo tempo, observamos que as políticas esquerdistas, inevitavelmente, tornam as nações que as adotam mais pobres. Em seu livro “A pobreza das nações”, o teólogo Wayne Grudem nos dá muita informação sobre essa dicotomia entre esquerda e direita.

O Cristianismo bíblico não nos fornece um padrão de governo. Mas, diante da realidade de que o coração do homem natural é corrupto e que, por isso, ele tende a usar o poder para alcançar seus próprios benefícios —  e não os de todos —, é melhor ter um sistema que restrinja o poder dos governantes. Numa democracia, todo indivíduo tem seu voto, que pesa muito pouco entre de milhões de outros eleitores. Por outro lado, as igrejas e denominações unem seus votos, de modo que podem influenciar a escolha dos governantes. Muitos grupos cristãos acham que o o país precisa é da influência dos evangélicos para melhorar o bem estar da população. Eles creem que, desse modo, a Igreja pode influenciar o poder público a conceder benefícios aos que mais precisam deles.

.Ao lado disso, a Igreja também faz sua parte, especialmente no caso de boas obras em favor dos mais pobres e marginalizados, e também através de outras contribuições dos evangélicos, como a implantação de escolas, creches, hospitais, programas sociais e de distribuição de alimentos, etc. No entanto, é preciso encarar o Evangelho social, como ficou conhecido na América nas primeiras décadas do século XX, com a devida cautela. Na época, essa abordagem desviou a atenção das denominações históricas da pregação do Evangelho para procurar melhorar a vida dos necessitados. O resultado foi a redução do interesse em missões e na propagação da mensagem salvadora. Acredito que a Bíblia comunica a verdade sobre o futuro. Nesse caso, é muito mais importante levar o perdido para Cristo do que tentar melhorar sua vida na terra. Ações amorosas são muito úteis na comunicação do Evangelho — mas não devemos perder o foco.                                           

 

AUTOR

Russel Shedd

Missionário, doutor em Teologia, escritor e conferencista

 

 

FONTE

Revista “Cristianismo Hoje”, Edição 52, 2016

 

Por: Russel Shedd

Publicado em 21/08/2016

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