Um novo coração

 

UM NOVO CORAÇÃO

 

 

Se um órgão em nosso corpo necessita de saúde e de ser eficiente, este é o coração. aquele que efetua o maior trabalho. É como uma bomba de ação dupla. Primeiro, o coração faz circular o sangue através de todo o corpo, enviando depois o sangue vitalizante pelos pulmões, para a sua purificação. O sangue é a vida (Deuteronômio 12:33), e quando o coração não funciona adequadamente, a circulação sanguínea é interrompida e a morte vem como a consequência.

Esta máquina interessantíssima é apenas do tamanho do nosso punho e pesa, aproximadamente, 500 gramas numa pessoa adulta. Este maravilhoso órgão feito de músculos, é dividido em quatro compartimentos, e envolto por uma membrana, chamada pericárdio. Este aparelho fantástico bate, normalmente, umas 70 vezes por minuto e isto significa 4.200 vezes por hora. Ao dia, seriam 100.800 batidas, e num ano daria a soma fantástica de 36.792.000 batidas. Caso uma pessoa alcance a idade de 70 anos, seu coração terá batido nada menos que 2.575.440.000 vezes.

Quanto ao volume de sangue bombeado por um coração normal durante um ano, é de 2.457.000 litros, ou seja, sangue suficiente para encher mais de 245 caminhões-tanques de 10.000 litros de capacidade.

Também foi calculado que a pressão que o coração fabrica dentro de 12 horas é tanta, que poderia erguer uma carga de 65 toneladas 30 centímetros do chão. Outra, quase inacreditável investigação médica, quanto à eficiência do coração humano, é que a circulação sanguínea  no corpo humano, através das artérias, veias e capilares, atinge uns 22.224 quilômetros. Convertendo isto numa distância marítima, teríamos uma viagem, por mar, de New York a Hong Kong, via canal do Panamá. Que fiel órgão é o coração!

Todos os dias úteis e os dias de feriados, ele trabalha, ininterruptamente. Esta máquina nunca para, nunca descansa. Não conhece greve, nem aposentadoria. Este aparelho tem que funcionar sempre, quando o seu dono está deitado em profundo sono, ou quando ele se entrega às mais violentas extravagâncias.

Claro está que este órgão vital funcionará com a máxima eficiência e se conservará em perfeitas condições, quando ele não for abusado com interferências prejudiciais, como: ódio, violência, inveja e ciúmes profundos, paixões e tristezas depressivas, vícios narcóticos, tais como o ópio, heroína, morfina, cocaína, crack, nicótica e alcoolismo.

É surpreendente como dependemos de nosso coração. Se um olho cegar, ainda temos o outro; um ouvido surdo não impede que ouçamos ainda com o segundo; uma perna destroçada pode ser substituída por uma artificial; muitas pessoas conseguem realizar grandes trabalhos com um só braço e uma só mão. PORÉM, temos somente um coração. 

Nos anos 80 o cirurgião Dr. Barnhard, da África do Sul, conseguiu efetuar os primeiros transplantes de corações humanos, com resultados positivos. Que bênção para os humanos que nasceram com corações defeituosos! A partir daí, houve esperança para muitos que estavam aflitos, com deficiência cardiovascular, como os pacientes, cujos corações estavam defeituosos, causados por febres reumáticas, arteriosclerose, hipertensão arterial. Diabetes, sífilis, câncer ou acidentes, por meio de possíveis transplantes ou enxertos parciais no coração poderão ter seus dias de vida prolongados. 

A felicidade integral e completa do homem, porém, não pode existir, somente por ter um coração sadio. Mesmo para ele, seus anos na terra são poucos e estes estão cheios de problemas e dificuldades. Há, sem dúvida, outros valores na vida humana, além da saúde perfeita, para contribuir para uma vida plena e feliz. A irrefutável verdade para o “Homo Sapiens” é esta, que sua saúde física está intimamente ligada com o seu cérebro. É dali, que as ondas de impressões, emoções, afecções e sentimentos emanam, a irradiam através do coração e do sistema nervoso, pelo corpo inteiro.

Os sábios Provérbios registram: “Sobretudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque deste procedem as saídas da vida” (Provérbios 4:23). A diretriz do coração procede da mente. Muito se fala de uma pessoa que tem um “coração de ouro”, ou um “coração nobre”. Também há muitos que possuem um “coração de pedra”, ou um “coração cruel”. Dizem por aí que há indivíduos que parecem “não ter coração”, pois estão despidos de todos os sentimentos. Hoje em dia, encontra-se gente, mesmo jovens, que já estão “desacorçoados”.  Em todos os casos, mesmo nas horas difíceis da vida, deveríamos praticar a “cordialidade” onde for possível, para com todos os semelhantes e mesmo com os animais.

Conforme o diagnóstico divino, o coração humano é mais doente, espiritual e moralmente, do que que fisicamente. Claro está que, justamente um estado emocional deprimente causa um abalo físico e afeta o coração. Por essa mesma razão, muitos médicos competentes não deixam de lado a aplicação da psicoterapia e psicopatologia. Largas experiências têm comprovado que pessoas deprimidas dificilmente respondem ao tratamento fisioterapêutico, clínica em geral ou mesmo nas intervenções cirúrgicas. 

O coração do homem é mencionado pela primeira vez nas Escrituras Sagradas, quando o Criador faz a seguinte asserção:  “...toda a imaginação dos pensamentos de seu coração, era só má, continuamente...” (Gênesis 6:5b).  Muitos séculos mais tarde, um profeta de Deus, Jeremias, confirma que o coração humano ainda sofria do mesmo mal: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso, quem o conhecerá? Eu o Eterno, esquadrinho o coração, eu provo os rins; e isto para dar a cada um, segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.” (Jeremias 17:9,10). 

Mais algumas centenas de anos passaram, quando Jesus pregava numa das Suas parábolas: “...o que sai da boca, procede do coração; é isto o que contamina o homem. Do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultério, prostituição, furtos, mentiras, blasfêmias...” (Mateus 15:18,19). Será que, desde aqueles dias de Cristo na terra, as coisas melhoraram?  Não. A humanidade ainda sofre do mesmo mal, pois seus corações continuam contaminados e pervertidos. 

A conquista da ciência é admirável. Cardiologistas em vários países promovem hoje o transplante do coração humano, a maioria com bastante êxito, ´pois foi o próprio Criador Divino quem prometeu o transplante do coração há mais de 3.000 anos: “Dar-vos-ei um novo coração, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei de vós o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.” (Ezequiel 36:26). 

Agora, bem fazemos em atender à oferta do Eterno, que ainda continua dizendo: “Quem tem sede, venha, e quem quiser, tome de graça da água da vida.” (Apocalipse 22:17).  A intervenção cirúrgica dos especialistas em doenças orgânicas, em muitos dos casos, pode prolongar a vida de uma pessoa, porém, mesmo assim, tal vida não deixa de ser curta e limitada e, logo uma enfermidade, ou outra, de um órgão qualquer, apressará inexoravelmente a morte.

Se, pois, a ciência médica faz tais esforços no sentido de poder prolongar os dias de um ser humano aqui na terra, quanto mais deveríamos nós lançar mão da divina promessa de Cristo: “Todos nós devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba, segundo o que tiver feito por meio do corpo: ou bem ou mal”? Assim que: “Se alguém está m Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:10,17).

Se a sua consciência o acusa de que o seu “coração não está reto diante de Deus” (Atos 8:21), peça então, juntamente com o salmista: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” (Salmo 51:10). Saiba que neste caso, há 100% de garantia de que há cura para a doença espiritual de seu coração, pois o Criador Eterno, simplesmente, dar-lhe-á um novo coração.

 

PUBLICAÇÃO

ALL NATIONS GOSPEL PUBLISHERS

Pretoria, África do Sul

Folhetos Evangelísticos dos Anos 80

 

Por: AUTOR DESCONHECIDO

Publicado em 19/03/2017

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