Cipriano de Cartago

 CIPRIANO DE CARTAGO

 

 

Esse nosso personagem nasceu no ano 200 dC em Cartago, no norte da África, recebendo o nome de TASCIO CECILIO CIPRIANO, traduzido para o latim como THASCIUS CAECILIUS CYPRIANUS. Era filho de uma família pagã abastada que lhe possibilitou uma formação superior, privilégio que lhe permitiu praticar os dons da Oratória e a Advocacia.

Depois de passar por uma juventude dissipada, Cipriano se converteu ao Cristianismo ao atingir a idade de 35 anos, por volta do ano 245, sendo batizado em seguida. Ele assim classificou seu itinerário espiritual: “Quando ainda jazia como em uma noite escura, me parecia sumamente difícil e fatigoso realizar o que me propunha a misericórdia de Deus.”
 
É bom que se diga que Cipriano passou para a história não apenas como santo, mas também pelo fato de ter sido um excelente orador, bom clérigo, notável como Bispo de Cartago, e também por ter sido um mártir. 
 
 
Obras literárias
 
 
Quanto às suas obras, ele foi considerado o principal autor cristão da sua época, sendo que muitas delas em latim sobrevivem até os nossos dias. Deixou numerosos escritos teológicos, hoje em dia editados, que nada tem a ver com magia ou ocultismo, como defendem alguns historiadores. A principal obra escrita a respeito dele foi “Vida de São Cipriano, que pertence a Pôncio de Cartago, seu discípulo.
Seu estilo de vida lhe conferem qualidades de um povo berbere do norte da África, que ostentava na sua origem, na sua língua e na sua cultura um caráter misterioso e fascinante, fruto de séculos de isolamento nos confins das montanhas. 
 
 
A Peste Cipriana
 
 
Em 252, houve na região de Cartago uma pandemia que ceifou milhares de vidas, espalhando-se por outros lugares do Império Romano. O vírus era uma varíola e/ou sarampo de modo que atingiu milhares de pessoas. A história registra que Cipriano mostrava compaixão tanto com os cristãos, como com os pagãos, sempre socorrendo a todos.
Essa pandemia durou 21 anos (249 a 270) durante o período que se costumava chamar de “Crise do Terceiro Século”. As intervenções de Cipriano funcionaram como uma resposta política e social para tal pandemia.
 
 
Últimos momentos de Cipriano
 
 
Por volta dos anos 250 dC Cipriano experimentou um arrefecimento nas suas atividades, resultado de uma feroz perseguição impetrada pelo Imperador Décio, obrigando-o a manter-se escondido. Quanto ao seu martírio, aconteceu por decapitação e durante o governo do Imperador Valeriano.
 
Por ter sido considerado um santo, Cipriano foi venerado pelas Igrejas Católica, Ortodoxa, Anglicana e Luterana, gozando sempre de grande fama e estima, mesmo após sua morte, pois foi um mártir heroico, que marcou a Igreja do seu tempo.
 
Ele morreu por decapitação na cidade de Cartago, no dia 14 de setembro de 258 dC.
 
 
AUTOR DA PESQUISA
 
 
Walmir Damiani Corrêa
www.elevados.com.br

 

Por: Walmir Damiani Corrêa

Publicado em 23/06/2021

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